'Direito internacional não importa mais', diz especialista etíope sobre atual conflito no Irã
'Direito internacional não importa mais', diz especialista etíope sobre atual conflito no Irã
Sputnik Brasil
O consultor político e economista etíope Costantinos Berhutesfa afirmou à Sputnik que as negociações conduzidas pelos Estados Unidos com Teerã nunca foram... 08.03.2026, Sputnik Brasil
Para o especialista, o atual cenário evidencia uma ruptura profunda com os princípios do direito internacional que, segundo ele, "não importa mais". Berhutesfa pontua ainda que o objetivo central da ofensiva seria promover uma mudança de governo em Teerã, algo que, na avaliação dele, não encontra respaldo popular interno. Berhutesfa também criticou o enfraquecimento das instituições internacionais e afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) estaria "em fase terminal", esvaziada por seus próprios membros fundadores. Como exemplo do que considera um ambiente de coerção diplomática, mencionou pressões contra países que contestam a posição dos Estados Unidos. Na avaliação de Berhutesfa, conflitos como Afeganistão e Vietnã podem parecer menores em comparação com o potencial de desestabilização de uma guerra no coração do Oriente Médio.Para o economista, o único caminho viável para a redução das tensões dependeria de uma mudança significativa na postura dos Estados do Golfo, capaz de pressionar Washington a rever seu apoio a Israel. Até que isso ocorra, concluiu, o Irã deverá manter sua posição, buscando defender seu território, sua infraestrutura e a continuidade do governo diante do que considera uma ofensiva externa coordenada.
O consultor político e economista etíope Costantinos Berhutesfa afirmou à Sputnik que as negociações conduzidas pelos Estados Unidos com Teerã nunca foram genuínas, mas sim parte de uma estratégia deliberada para ganhar tempo antes de um ataque militar previamente planejado contra o Irã.
Para o especialista, o atual cenário evidencia uma ruptura profunda com os princípios do direito internacional que, segundo ele, "não importa mais". Berhutesfa pontua ainda que o objetivo central da ofensiva seria promover uma mudança de governo em Teerã, algo que, na avaliação dele, não encontra respaldo popular interno.
"Esta é uma mudança de governo que o povo iraniano não está disposto a aceitar. Não sei como isso vai se desenrolar a longo prazo", afirmou. Além disso, o consultor vê que a tentativa de impor uma reconfiguração política externa tende a aprofundar a instabilidade regional e pode produzir efeitos imprevisíveis, sobretudo por envolver diretamente o Oriente Médio, região estratégica para o equilíbrio energético e geopolítico global.
Berhutesfa também criticou o enfraquecimento das instituições internacionais e afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) estaria "em fase terminal", esvaziada por seus próprios membros fundadores. Como exemplo do que considera um ambiente de coerção diplomática, mencionou pressões contra países que contestam a posição dos Estados Unidos.
Na avaliação de Berhutesfa, conflitos como Afeganistão e Vietnã podem parecer menores em comparação com o potencial de desestabilização de uma guerra no coração do Oriente Médio.
Para o economista, o único caminho viável para a redução das tensões dependeria de uma mudança significativa na postura dos Estados do Golfo, capaz de pressionar Washington a rever seu apoio a Israel.
Até que isso ocorra, concluiu, o Irã deverá manter sua posição, buscando defender seu território, sua infraestrutura e a continuidade do governo diante do que considera uma ofensiva externa coordenada.
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