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Cientistas descobrem 2 espécies de marsupiais consideradas extintas há 6.000 anos (FOTO)

CC BY 2.0 / EmmaElf / Mossy Forest, NZ (Cropped photo)Na Nova Zelândia, conhecida por suas paisagens pitorescas, fica a chamada floresta de Goblins. Os troncos e ramos das árvores na floresta são cobertos por musgo e líquen
Na Nova Zelândia, conhecida por suas paisagens pitorescas, fica a chamada floresta de Goblins. Os troncos e ramos das árvores na floresta são cobertos por musgo e líquen - Sputnik Brasil, 1920, 09.03.2026
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Pesquisadores liderados pelo cientista australiano Tim Flannery fizeram uma descoberta única: duas espécies de marsupiais que haviam sido consideradas extintas por 6.000 anos estão vivas em uma floresta tropical remota da Papua Ocidental, uma província da Indonésia.
Uma das espécies é um gambá listrado com um quarto dedo extraordinariamente alongado, duas vezes mais longo que os outros, esta característica lhe permite extrair e se alimentar de larvas de insetos que se escondem em casca de árvores, escreve The Guadian.

Registros de fósseis haviam anteriormente indicado a espécie, conhecida como o gambá-pigmeu-de-dedos-longos (Dactylonax kambuayai) que habitou na região central de Queensland, na Austrália, cerca de 300.000 anos atrás, mas parecia ter desaparecido durante a era do gelo. Antes da recente descoberta, ele teria habitado em Papua Ocidental 6.000 anos atrás.

A outra espécie é um planador-de-cauda-anelada (Tous ayamaruensis) que está intimamente relacionado com o planador maior australiano, mas com orelhas desenroladas e uma cauda fortemente preênsil usada para agarrar.
Tanto o gambá-pigmeu-de-dedos-longos como o planador-de-cauda-anelada são o que os pesquisadores chamam de "táxons de Lázaro", ou seja, são animais que desaparecem dos registros fósseis e parecem se extinguir por um longo período antes de ressurgir como espécies vivas.
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