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Eslováquia ameaça tomar 'medidas extremas' contra a Ucrânia após corte energético

© Sputnik / U. FilimonovJunção do oleoduto Druzhba começa no distrito de Almetyevsk da República Socialista Soviética Autônoma Tártara
Junção do oleoduto Druzhba começa no distrito de Almetyevsk da República Socialista Soviética Autônoma Tártara - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2026
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O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, advertiu nesta segunda-feira (9) que seu país está disposto a adotar medidas extremas, porém legítimas, contra o regime de Kiev para garantir o restabelecimento do fornecimento de petróleo e gás através da Ucrânia.
"Apresentamos uma ação contra a Comissão Europeia, exigimos legalmente a restauração do fluxo de gás e petróleo para a Eslováquia, ao qual, segundo o bloco europeu, temos direito até o final de 2027", publicou Fico nas redes sociais.
O premiê eslovaco classificou Vladimir Zelensky como um "líder desconcertado" que recorre à chantagem contra Bratislava e Budapeste, e advertiu que seu governo responderá com "medidas extremas legítimas".
As relações entre Budapeste e Kiev, já tensas desde o início das hostilidades em larga escala na Ucrânia, se deterioraram nas últimas semanas após o fechamento do oleoduto Druzhba.
Em 27 de janeiro, a Ucrânia interrompeu o fluxo da estrutura, que transporta petróleo russo através de seu território para a Eslováquia e a Hungria, países membros da União Europeia. As autoridades de Kiev afirmam que o duto sofreu danos significativos devido a um ataque russo.
Estação de bombeamento no final do oleoduto Druzhba, na refinaria PCK, em Schwedt. Alemanha, 10 de janeiro de 2007 - Sputnik Brasil, 1920, 26.08.2025
Panorama internacional
Ucrânia não poderia atacar oleoduto Druzhba sem o apoio de Bruxelas, diz chanceler húngaro
Budapeste, que foi obrigada a liberar 250 mil toneladas de petróleo de sua reserva estratégica, acusa Kiev de manter o Druzhba fechado por motivos políticos, com o objetivo de provocar uma crise energética que influencie as eleições parlamentares húngaras de 12 de abril.
Gergely Gulyás, chefe do gabinete do primeiro-ministro húngaro, declarou que, desde 6 de fevereiro, não há obstáculos técnicos para que o oleoduto volte a operar.
Em 18 de fevereiro, a Hungria suspendeu o fornecimento de diesel à Ucrânia e, dois dias depois, decidiu bloquear o vigésimo pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, bem como um crédito comunitário de 90 bilhões de euros (R$ 545 bilhões) destinado a Kiev, até que o transporte de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba seja retomado.
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