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'Rússia, China e Turquia podem substituir os EUA no Oriente Médio', avalia analista (VÍDEOS)
'Rússia, China e Turquia podem substituir os EUA no Oriente Médio', avalia analista (VÍDEOS)
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O ataque dos EUA e de Israel contra o Irã provocou uma crise em escala regional que vem afetando os países árabes aliados de Washington, tanto em nível de... 13.03.2026, Sputnik Brasil
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Nesse contexto, Rússia, China e Turquia surgem como alternativas para substituir os EUA como parceiro estratégico por meio do fortalecimento militar dos estados do Golfo que estão sendo retaliados por Teerã devido à aliança com os EUA. Essa opinião foi expressa em entrevista à Sputnik Brasil por Rafael Firme, mestrando em Estudos Estratégicos Internacionais e pesquisador do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações Internacionais do Mundo Árabe (NUPRIMA).Outro ponto controverso que provoca debates internos no Golfo é o custo-benefício da parceria com a Casa Branca, que prioriza Israel em sua política externa em detrimento da estabilidade regional, algo que seria benéfico para o desenvolvimento e o fortalecimento da economia local.O especialista também atribui esse desgaste à ineficácia das bases estadunidenses na proteção da integridade territorial das nações árabes aliadas, que foram atingidas por ataques retaliatórios iranianos. Os ataques ocorridos nesses estados, que não estão diretamente envolvidos no conflito, reforçaram ainda mais a percepção de que os norte-americanos não são aliados tão confiáveis quanto se acreditava anteriormente.Baixa densidade populacional limita crescimento militarOutro ponto a ser considerado, além da mudança de parceiros estratégicos, seria um investimento considerável para desenvolver uma indústria militar liderada pelos próprios integrantes do CCG. Contudo, o pesquisador aponta a baixa densidade populacional de cidadãos nativos como um fator limitante para o fortalecimento militar estratégico.Se, por um lado, a questão populacional pode representar uma barreira, essas nações possuem recursos financeiros suficientes para investir em um complexo de defesa próprio a partir de cooperação internacional. Dessa forma, Firme acredita que até as empresas brasileiras do setor poderiam se beneficiar.Europa em 'crise existencial'Os países europeus, que já tiveram maior influência no passado, no atual embate entre EUA, Israel e Irã, aparecem como coadjuvantes, apesar da retórica política europeia e de sua tentativa de demonstrar capacidade de dissuasão militar no Oriente Médio, como aponta o especialista.A atual crise no Oriente Médio, que se acentua, além de causar mais instabilidade na região, também pode provocar outros impactos, como a alteração da política de cooperação estratégica com atores extrarregionais. Uma nova reconfiguração nesse âmbito não está descartada, assim como mais impactos ao sistema internacional.
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'Rússia, China e Turquia podem substituir os EUA no Oriente Médio', projeta analista
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'Rússia, China e Turquia podem substituir os EUA no Oriente Médio', projeta analista
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'EUA passaram a ser um aliado não tão aliado', diz especialista em meio à crise no Oriente Médio
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'Desenvolvimento militar próprio dos países árabes precisa de parcerias', diz especialista
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'Rússia, China e Turquia podem substituir os EUA no Oriente Médio', avalia analista (VÍDEOS)
Especiais
O ataque dos EUA e de Israel contra o Irã provocou uma crise em escala regional que vem afetando os países árabes aliados de Washington, tanto em nível de defesa quanto econômico. Isso reacende o debate sobre até que ponto a Casa Branca está comprometida com Israel ou com a estabilidade na região, o que pode abrir espaço para outros atores.
Nesse contexto, Rússia, China e Turquia surgem como alternativas para substituir os EUA como parceiro estratégico por meio do fortalecimento militar dos estados do Golfo que estão sendo retaliados por Teerã devido à aliança com os EUA. Essa opinião foi expressa em entrevista à Sputnik Brasil por Rafael Firme, mestrando em Estudos Estratégicos Internacionais e pesquisador do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações Internacionais do Mundo Árabe (NUPRIMA).
"A Rússia tem uma relação em ascensão com os países do Golfo, principalmente com os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, e já está inserida no Oriente Médio. Já a China superou os EUA como principal parceiro comercial em vários estados da região e também quer vender seus itens de defesa, assim como a Turquia, que desponta como uma alternativa", disse.
Outro ponto controverso que provoca
debates internos no Golfo é o custo-benefício da parceria com
a Casa Branca, que prioriza Israel em sua política externa em detrimento da estabilidade regional, algo que seria benéfico para o desenvolvimento e o fortalecimento da economia local.
O especialista também atribui esse desgaste à ineficácia das bases estadunidenses na proteção da integridade territorial das nações árabes aliadas, que foram atingidas por ataques retaliatórios iranianos. Os ataques ocorridos nesses estados, que não estão diretamente envolvidos no conflito, reforçaram ainda mais a percepção de que os norte-americanos não são aliados tão confiáveis quanto se acreditava anteriormente.
"Washington, ao priorizar Tel Aviv, se desgasta com seus parceiros locais, e já há descontentamento na política interna desses países, pois as bases militares que deveriam proteger seus territórios passaram a ser um problema, e não solução. Por conta do conflito, houve uma insurreição no Bahrein, e os EUA, que mantêm a 5ª Frota ali, não se envolveram e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) teve que intervir", comentou.
Baixa densidade populacional limita crescimento militar
Outro ponto a ser considerado, além da mudança de parceiros estratégicos, seria um investimento considerável para desenvolver uma indústria militar liderada pelos próprios integrantes do CCG. Contudo, o pesquisador aponta a baixa densidade populacional de cidadãos nativos como um fator limitante para o fortalecimento militar estratégico.
"Nesses países há poucos cidadãos nativos, a maioria da população é composta por imigrantes, principalmente do sul da Ásia, e isso dificulta a formação de uma indústria de defesa. Eu também acho complexa uma política de concessão de passaporte, visto que isso pode não ser do interesse das elites locais, e o ingresso de muitos estrangeiros nas Forças Armadas é bastante complicado", explicou.
Se, por um lado, a questão populacional pode representar uma barreira,
essas nações possuem recursos financeiros suficientes para investir em um complexo de defesa próprio a partir de cooperação internacional. Dessa forma, Firme acredita que
até as empresas brasileiras do setor poderiam se beneficiar."Apesar da falta de pessoal, há muito dinheiro para ser investido. Por isso, seria importante fazer consórcios e adquirir expertise com Rússia, China e Turquia, que despontam na área militar além dos EUA. Nesse cenário, até mesmo o Brasil poderia se beneficiar, uma vez que temos a Avibras e a Embraer, que poderiam contribuir para esse desenvolvimento", destaca.
Europa em 'crise existencial'
Os países europeus, que já tiveram maior influência no passado,
no atual embate entre EUA, Israel e Irã, aparecem como coadjuvantes, apesar da retórica política europeia e de sua tentativa de demonstrar capacidade de dissuasão militar no Oriente Médio, como aponta o especialista.
"Os EUA e Israel já não consultam os europeus para quase nada há muito tempo. Atualmente, vimos o presidente Macron falar sobre expandir o número de ogivas nucleares, o que parece ser mais uma posição midiática, já que a França não tem mais a estatura que aparenta ter. No Reino Unido, Starmer é sempre criticado por Trump. Eu diria que a Europa hoje vive uma 'crise existencial'", conclui.
A atual crise no Oriente Médio, que se acentua, além de causar mais instabilidade na região, também pode provocar outros impactos, como a alteração da política de cooperação estratégica com atores extrarregionais. Uma nova reconfiguração nesse âmbito não está descartada, assim como mais impactos ao sistema internacional.
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