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Cientistas avançam em método para 'ver' o interior de estrelas de nêutrons (IMAGEM)

© Foto / ESO/Universidade de Warwick/Mark GarlickIlustração artística mostra duas estrelas de nêutrons minúsculas, mas muito densas, no ponto em que se fundem e explodem como uma kilonova. Espera-se que um evento tão raro produza ondas gravitacionais e uma breve explosão de raios gama, ambos observados em 17 de agosto de 2017 pelo LIGO-Virgo e pelo Fermi/INTEGRAL, respectivamente
Ilustração artística mostra duas estrelas de nêutrons minúsculas, mas muito densas, no ponto em que se fundem e explodem como uma kilonova. Espera-se que um evento tão raro produza ondas gravitacionais e uma breve explosão de raios gama, ambos observados em 17 de agosto de 2017 pelo LIGO-Virgo e pelo Fermi/INTEGRAL, respectivamente - Sputnik Brasil, 1920, 15.03.2026
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A nova técnica proposta por pesquisadores dos EUA pode permitir identificar a estrutura interna de estrelas de nêutrons, um avanço que pode revelar se esses objetos extremos abrigam quarks em seus núcleos e como era a matéria nos instantes iniciais após o Big Bang.
Estrelas de nêutrons podem finalmente revelar o que escondem em seu interior graças às deformações de maré registradas nas ondas gravitacionais emitidas por sistemas binários em espiral. A expectativa dos cientistas é usar essas assinaturas para investigar a equação de estado da matéria ultradensa e verificar se seus núcleos abrigam quarks ou passam por transições de fase ainda desconhecidas.
Esses objetos são remanescentes supercompactos de supernovas, com massa superior à do Sol comprimida no tamanho de uma cidade. Em seu interior, prótons e elétrons são esmagados até formar nêutrons, mas pressões ainda maiores podem quebrar esses nêutrons em quarks e glúons, criando um plasma semelhante ao que existiu logo após o Big Bang.
CC BY-SA 3.0 / ESA / No centro da ilustração do artista, há uma esfera branco-azulada muito brilhante, representando a estrela de nêutrons, com filamentos branco-azulados emanando de suas regiões polares, representando as linhas do campo magnético. Alguns filamentos circundam a esfera central, conectando o polo norte magnético ao polo sul. Dois feixes azulados emanam dos dois polos opostos em direção ao espaço. O fundo azul profundo, representando o espaço sideral, é pontilhado por pequenos pontos brancos brilhantes, simbolizando estrelas
No centro da ilustração do artista, há uma esfera branco-azulada muito brilhante, representando a estrela de nêutrons, com filamentos branco-azulados emanando de suas regiões polares, representando as linhas do campo magnético. Alguns filamentos circundam a esfera central, conectando o polo norte magnético ao polo sul. Dois feixes azulados emanam dos dois polos opostos em direção ao espaço. O fundo azul profundo, representando o espaço sideral, é pontilhado por pequenos pontos brancos brilhantes, simbolizando estrelas - Sputnik Brasil, 1920, 15.03.2026
No centro da ilustração do artista, há uma esfera branco-azulada muito brilhante, representando a estrela de nêutrons, com filamentos branco-azulados emanando de suas regiões polares, representando as linhas do campo magnético. Alguns filamentos circundam a esfera central, conectando o polo norte magnético ao polo sul. Dois feixes azulados emanam dos dois polos opostos em direção ao espaço. O fundo azul profundo, representando o espaço sideral, é pontilhado por pequenos pontos brancos brilhantes, simbolizando estrelas
Compreender essa estrutura extrema ajudaria a esclarecer as condições físicas do Universo primordial. Por isso, pares de estrelas de nêutrons — que orbitam uma à outra até colidirem em uma kilonova — são considerados a melhor oportunidade para sondar esse interior, já que suas órbitas produzem ondas gravitacionais sensíveis às deformações internas.
A equipe liderada por Nicolás Yunes e Abhishek Hegade afirma ter encontrado uma forma de decifrar a frequência dessas ondas, que carrega a "impressão" das oscilações internas das estrelas. À medida que se aproximam, cada estrela deforma a outra, e a quantidade de deformação depende diretamente do que há dentro delas.
Com elementos fornecidos pela NASA, a imagem demonstra a fusão de nebulosas de buracos negros gigantes em tons de roxo e vermelho - Sputnik Brasil, 1920, 08.03.2026
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Astronomia de ondas gravitacionais avança com registro de eventos cada vez mais extremos (IMAGENS)
O desafio é que essas estrelas orbitam a até 40% da velocidade da luz, exigindo cálculos baseados na relatividade geral. Além disso, as forças de maré mudam constantemente e os efeitos das duas estrelas se sobrepõem, dificultando a identificação dos modos de oscilação.
Para superar essa dificuldade, os pesquisadores trataram cada estrela separadamente, dividindo-a em regiões de gravidade forte e fraca e combinando soluções aproximadas. Descobriram que a perda de energia por ondas gravitacionais se cancela matematicamente, permitindo derivar um conjunto completo de modos oscilatórios compatível com a relatividade geral.
Com isso, mostraram que é possível descrever todos os modos internos de uma estrela de nêutrons e prever como eles aparecem nas ondas gravitacionais. Essa abordagem abre caminho para interpretar diretamente a estrutura interna desses objetos a partir de futuros dados observacionais.
Embora o estudo ainda seja teórico e os detectores atuais não tenham sensibilidade suficiente para captar essas frequências mais altas, os cientistas acreditam que a próxima geração de observatórios poderá finalmente revelar o interior dessas estrelas extremas.
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