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Governo lança catálogo e defende indústria de defesa voltada à dissuasão

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Governo lança catálogo e defende indústria de defesa voltada à dissuasão  - Sputnik Brasil, 1920, 23.03.2026
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O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, destacou nesta segunda-feira (23) que a indústria de defesa nacional deve assumir protagonismo estratégico no país, não para promover guerras, mas para impulsionar o desenvolvimento econômico e tecnológico.
O Ministério da Defesa lançou o Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil, documento que reúne 364 produtos e 154 empresas, abrangendo aeronaves, veículos blindados, sistemas de monitoramento e embarcações, incluindo plataformas tripuladas e não tripuladas.
Segundo Mucio, o fortalecimento do setor está ligado à capacidade de dissuasão e ao avanço produtivo nacional. "Podemos crescer muito pensando na dissuasão, não na agressão, pensando na geração de emprego, de impostos, no desenvolvimento tecnológico", disse durante o evento realizado na sede da pasta.
De acordo com o ministro, a expansão da indústria de defesa não representa adesão ao belicismo. "Precisamos que a sociedade entenda que não somos uma indústria da guerra, e sim uma indústria de cogeração e participação no desenvolvimento do país", afirmou.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que o fortalecimento do setor é essencial para garantir a "vida" do Brasil. Ele destacou que a expansão da defesa nacional pode impulsionar áreas como saúde, agricultura e ciência. "Uma indústria de defesa forte é um seguro de vida para a nação e um motor para a Nova Indústria Brasil [NIB]", declarou.
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Alckmin acrescentou que o setor pode agregar valor à economia e posicionar o país na vanguarda da inovação, ao mesmo tempo que lamentou o que classificou como "desindustrialização precoce" do Brasil. Segundo ele, a produção nacional de materiais de defesa militar é um dos eixos centrais do NIB.
O ministro também destacou o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Social (Embrapii) no fomento ao segmento e enfatizou a importância das exportações. "Uma indústria exportadora, inovadora, sustentável, competitiva e exportadora", frisou.
Durante o evento, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o catálogo é um instrumento "importantíssimo para continuar fazendo com que a nossa indústria de defesa seja um instrumento para o desenvolvimento sustentável do Brasil".
Também participou o secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, que destacou o potencial de abertura de novos mercados. "O catálogo vai além do registro de produtos e serviços. Trata-se de um instrumento de abertura de mercado", disse.
Ele acrescentou que a iniciativa busca ampliar a presença brasileira tanto no mercado interno quanto internacionalmente, com produtos confiáveis, competitivos e consistentes. Rodrigues ressaltou ainda que a indústria de defesa gera empregos qualificados e amplia a arrecadação.
"O desenvolvimento de soluções fortalece a autonomia que o Brasil precisa", afirmou.

'Organizações terroristas' no Brasil

Múcio também mencionou a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, e disse que é preciso "preservar a nossa soberania".
"Com relação a essa questão terrorista, nós temos de preservar a nossa soberania, ver se isso é um mero discurso", afirmou Múcio. "Na hora que for para o campo da prática, o governo vai saber intervir bem".
Nas últimas semanas, a administração Trump voltou a falar em classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. A medida abriria brechas para possíveis interferências norte-americanas contra o Brasil — incluindo operações militares sob a justificativa de "guerra ao terror".
O enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas mudaria o tratamento jurídico e diplomático dado ao crime organizado, sobretudo em casos ligados ao tráfico internacional de drogas, à lavagem de dinheiro e à circulação de armamento.
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