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'Se atacar Itaipu, acaba o Brasil', afirma ex-comandante da Marinha em entrevista

© Foto / Marcelo Camargo / Agência BrasilAlmirante Ilques Barbosa Junior, comandante da Marinha do Brasil entre 2019 e 2021
Almirante Ilques Barbosa Junior, comandante da Marinha do Brasil entre 2019 e 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 23.03.2026
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O almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, que comandou a Marinha entre 2019 e 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista que um ataque à Usina Hidrelétrica de Itaipu seria fatal para o Brasil.
Em entrevista publicada pelo Estadão, Barbosa Junior ressaltou a importância da mescla de atuação civil e militar em diversas áreas para a devida segurança nacional quando citou a usina. No entendimento do almirante de esquadra, é necessário maior integração entre os dois setores para a proteção de áreas vitais.

"Se atacar Itaipu, acaba com o Brasil. Fechar o Porto de Santos e fazer alguma coisa em Itaipu: acabou. Então, quem é o cara que está na segurança energética? Quem é o cara na segurança cibernética? Se acontecer um ataque à segurança sanitária, qual é o setor que hoje realmente trata disso?"

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Além da usina de Itaipu, Barbosa Junior citou como áreas vitais as usinas nucleares de Angra e as hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Tucuruí. Na visão do almirante de esquadra, é necessário ter rotas para o deslocamento de tropas para esses locais, além de homens já na proximidade das áreas.

"[…] Para que eu mantenho mesmo tropa no Rio de Janeiro? Me explica? Por que a esquadra fica no Rio? Existia no passado aquela história de que tinha de estar perto da capital. Coisa de Roma, sabe? Eu estou falando de como é que eu faço para, perto desses locais, ter realmente uma força robusta para defendê-los? Nós não temos essa capacidade. Nem de mobilidade ou de estar pré-posicionado."

Segundo o ex-comandante da Marinha, não há interesse de ministérios, como Energia e Transporte, em ajudar as Forças Armadas do Brasil. Como exemplo, Barbosa Junior citou a demora para a chegada das tropas brasileiras na fronteira com Roraima, quando aconteceu a disputa por Essequibo entre Guiana e Venezuela, em 2024.

"Só nos Estados Unidos, na Europa, todas as conexões hidroviárias, ferroviárias e rodoviárias contemplam essa possibilidade de movimentação de tropa. Demorou um mês e meio para uma tropa ir de caminhão do Sul, embarcar no navio, no Rio, até Roraima. Isso é defesa e segurança. Não tem como você esperar."

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