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Sem indicações dos próximos passos, BC do Brasil diz que guerra exige 'política de juros restritiva'
Sem indicações dos próximos passos, BC do Brasil diz que guerra exige 'política de juros restritiva'
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O Banco Central (BC) do Brasil avaliou que a guerra no Oriente Médio deteriorou o cenário para a inflação no país, sobretudo pelo impacto da alta do petróleo e... 24.03.2026, Sputnik Brasil
2026-03-24T12:40-0300
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De acordo com as conclusões que constam na ata do Copom divulgada após a reunião da semana passada, quando a Selic foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano — o primeiro corte em quase dois anos —, o BC considera que as expectativas de inflação voltaram a subir após o início do conflito no Oriente Médio.Segundo a instituição, essas expectativas, que vinham em queda, agora permanecem acima da meta em todos os horizontes. Por isso, o ciclo de cortes deve ser mais contido do que se imaginava antes da crise iniciada após os ataques de EUA e Israel contra o Irã, que acabou ampliando o cenário de incertezas com o fechamento do estreito de Ormuz.O BC afirmou que a inflação segue pressionada pela demanda, exigindo juros restritivos, embora reconheça que a política monetária tem sido determinante para a desinflação recente. Mas, diferentemente de janeiro, o Copom evitou sinalizar seus próximos passos.De acordo com a apuração do G1, o comitê afirmou que a magnitude e a duração do ciclo de ajustes dependerão da evolução dos dados, reforçando que sua prioridade é garantir a convergência da inflação à meta.As decisões seguem o sistema de metas, que desde 2025 é contínuo, com objetivo de 3% e tolerância entre 1,5% e 4,5%.O BC lembrou que a Selic atua com defasagem de seis a 18 meses, por isso as decisões consideram projeções futuras — atualmente mirando o terceiro trimestre de 2027. Como a inflação ficou acima da meta por seis meses, a instituição teve de divulgar carta explicando os motivos.
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Sem indicações dos próximos passos, BC do Brasil diz que guerra exige 'política de juros restritiva'
12:40 24.03.2026 (atualizado: 21:22 24.03.2026) O Banco Central (BC) do Brasil avaliou que a guerra no Oriente Médio deteriorou o cenário para a inflação no país, sobretudo pelo impacto da alta do petróleo e do possível repasse aos combustíveis. Diante disso, afirmou que a política de juros precisará permanecer contracionista.
De acordo com as conclusões que
constam na ata do Copom divulgada após a reunião da semana passada, quando a Selic foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano — o primeiro corte em quase dois anos —, o BC considera que as
expectativas de inflação voltaram a subir após o início do conflito no Oriente Médio.
Segundo a instituição, essas expectativas, que vinham em queda, agora
permanecem acima da meta em todos os horizontes. Por isso, o ciclo de cortes deve ser mais contido do que se imaginava antes da crise iniciada após os
ataques de EUA e Israel contra o Irã, que acabou ampliando o cenário de incertezas com o fechamento do estreito de Ormuz.
O BC afirmou que a inflação segue pressionada pela demanda, exigindo juros restritivos, embora reconheça que a
política monetária tem sido determinante para a desinflação recente. Mas, diferentemente de janeiro, o
Copom evitou sinalizar seus próximos passos.
De
acordo com a apuração do G1, o comitê afirmou que a magnitude e a
duração do ciclo de ajustes dependerão da evolução dos dados, reforçando que sua prioridade é garantir a
convergência da inflação à meta.
As decisões seguem o sistema de metas, que desde 2025 é contínuo, com objetivo de 3% e tolerância entre 1,5% e 4,5%.
O BC lembrou que a Selic atua com defasagem de seis a 18 meses, por isso as decisões consideram projeções futuras — atualmente mirando o terceiro trimestre de 2027. Como a
inflação ficou acima da meta por seis meses, a
instituição teve de divulgar carta explicando os motivos.
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