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'EUA estão divididos politicamente, mas há um consenso de conter a China', diz analista (VÍDEOS)
'EUA estão divididos politicamente, mas há um consenso de conter a China', diz analista (VÍDEOS)
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A tensão entre os dois países promovida pela Casa Branca, que pressiona parceiros comerciais dos chineses, a fim de conter a expansão comercial global de... 26.03.2026, Sputnik Brasil
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Em um mundo cada vez mais globalizado e multipolar, com economias interconectadas, possibilita-se a ascensão de novos polos de desenvolvimento a nível mundial e isso se choca contra os interesses dos Estados Unidos, que tentam manter a antiga hegemonia ocidental da qual lideravam. Nesse contexto, a política externa norte-americana tenta isolar a China de seu entorno estratégico que compreende os Estados latino-americanos, conforme explica Bernardo Bernardi, pesquisador sênior fellow do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape).No panorama doméstico, apesar das diversas crises internas, fragmentações políticas entre republicanos e democratas e visões distintas até mesmo dentro do MAGA (movimento "Make America Great Again" apoiador do presidente Donald Trump), contudo, impedir o crescimento chinês é um consenso tácito entre esses atores, segundo Pedro Costa Jr., cientista político e autor do livro "EUA x China – A luta pelo poder global".Cooperação sino-russa faz Washington recuar Para Bernardi, a cooperação estratégica e comercial entre Rússia e China seria uma espécie de 'amortecedor sistêmico' capaz de estabilizar o atual cenário tenso e recrudescido, e essa aliança é um ponto que enfraquece e limita a projeção de Washington como ator hegemônico.Outro ponto destacado por Costa Jr. sobre essa aproximação, é que foi a Rússia que conseguiu fazer o 'pivô para Ásia' ao invés dos EUA que estavam retidos em conflitos no Oriente Médio durante a gestão de Barack Obama entre os anos de 2009 e 2017 e isso impediu que os norte-americanos avançassem em direção ao continente asiático.Transição sistêmica e origens da tensão geopolíticaO desgaste gerado na tentativa estadunidense em tentar superar os chineses no aspecto econômico pode gerar um grande caos sistêmico, na observação de Bernardi, que também traçou paralelos em relação ao modo de se operar entre os dois na relação com outros países.Essa rivalidade e tentativa de contenção nas políticas formuladas pelo Salão Oval por diversos presidentes norte-americanos contra o gigante asiático também teve momentos de aproximação antes da intensificação da guerra comercial atual entre as duas potências, como contextualiza o analista Pedro Costa Jr.A instabilidade e imprevisibilidade no atual cenário internacional simboliza um sistema-mundo em fragmentação, sendo reconfigurado não apenas por uma potência ou por um antigo grupo que detinha a hegemonia global aos moldes ocidentais.
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'EUA vêem a China como concorrente direta no sistema-mundo', diz analista
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'Parceria entre Rússia e China é um amortecedor sistêmico', avalia internacionalista
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'Ações dos EUA podem gerar um caos sistêmico', diz especialista
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'EUA estão divididos politicamente, mas há um consenso de conter a China', diz analista (VÍDEOS)
12:41 26.03.2026 (atualizado: 12:43 26.03.2026) Especiais
A tensão entre os dois países promovida pela Casa Branca, que pressiona parceiros comerciais dos chineses, a fim de conter a expansão comercial global de Pequim, que consolida sua parceria estratégica com Moscou, deixa Washington em um impasse geopolítico com impactos na política interna, conforme apontam analistas em entrevista à Sputnik Brasil.
Em um mundo cada vez mais globalizado e multipolar, com economias interconectadas, possibilita-se a ascensão de novos polos de desenvolvimento a nível mundial e isso se choca contra os interesses dos Estados Unidos, que tentam manter a antiga hegemonia ocidental da qual lideravam.
Nesse contexto, a política externa norte-americana tenta isolar a China de seu entorno estratégico que compreende os Estados latino-americanos, conforme explica Bernardo Bernardi, pesquisador sênior fellow do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape).
"A Casa Branca tenta blindar a América Latina, região que entende como de sua influência, com ações como o Escudo das Américas para afastar a China. Isso demonstra uma perda de influência norte-americana com seu unilateralismo para uma ascensão do modelo chinês mais abrangente pautado em investimentos de ganhos mútuos', disse.
No panorama doméstico, apesar das diversas crises internas, fragmentações políticas entre republicanos e democratas e visões distintas até mesmo dentro do MAGA (movimento "Make America Great Again" apoiador do presidente Donald Trump), contudo, impedir o crescimento chinês é um consenso tácito entre esses atores, segundo Pedro Costa Jr., cientista político e autor do livro "EUA x China – A luta pelo poder global".
"Há um reconhecimento bipartidário nos EUA, seja por parte dos 'pombinhos' democratas ou dos 'falcões' republicanos ou do MAGA, a nova direita estadunidense. Embora o país esteja completamente dividido, eles têm um sentimento no limite da sinofobia, que é a contenção da China. Isso vem se intensificando desde o primeiro governo Trump, que seguiu com Biden e segue até o atual momento", explica.
Cooperação sino-russa faz Washington recuar
Para Bernardi, a cooperação estratégica e comercial entre Rússia e China seria uma espécie de 'amortecedor sistêmico' capaz de estabilizar o atual cenário tenso e recrudescido, e essa aliança é um ponto que enfraquece e limita a projeção de Washington como ator hegemônico.
"A parceria entre Rússia e China é um amortecedor sistêmico, pois altera a correlação de forças ao fundir o maior parque industrial do mundo a um vasto arsenal de recursos naturais e energia. Essa aliança é uma resposta ao cerco dos EUA e fortalece o BRICS, a Organização para Cooperação de Xangai em um bloco euroasiático mais autossuficiente que surge como alternativa ao G7 e a instituições de Bretton Woods", comenta.
Outro ponto destacado por Costa Jr. sobre essa aproximação, é que foi
a Rússia que conseguiu fazer o 'pivô para Ásia' ao invés dos EUA que estavam retidos em conflitos no Oriente Médio durante a gestão de Barack Obama entre os anos de 2009 e 2017 e isso impediu que os norte-americanos avançassem em direção ao continente asiático.
"O cenário previa que o foco da economia fosse a Ásia. Bush percebe, mas os EUA estavam nas 'guerras eternas' no Oriente Médio e com o Obama, o país seguia preso no Afeganistão, Iraque e depois na Primavera Árabe. Após a revolução colorida da Euromaidan na Ucrânia e as sanções do Ocidente contra Moscou, em 2014, e Putin faz o pivô para a Ásia, que Obama desejava, e direciona a economia para China e Índia", pontua.
Transição sistêmica e origens da tensão geopolítica
O desgaste gerado na
tentativa estadunidense em tentar superar os chineses
no aspecto econômico pode gerar um grande caos sistêmico, na observação de Bernardi, que também traçou paralelos em relação ao modo de se operar entre os dois na relação com outros países.
"A pressão agressiva exercida pelos EUA pode acelerar uma cisão do sistema internacional. Vemos uma transição de uma ordem unipolar com regras estadunidenses para um mundo multipolar. Pequim, nesse âmbito, atua com o modelo de investimento e cooperação, enquanto Washington segue usando a imposição da força e tenta controlar rotas e territórios, e isso tende a gerar um caos sistêmico", enfatiza.
Essa rivalidade e tentativa de contenção nas políticas formuladas pelo Salão Oval
por diversos presidentes norte-americanos contra o gigante asiático também
teve momentos de aproximação antes da intensificação da guerra comercial atual entre as duas potências, como contextualiza o analista Pedro Costa Jr.
"No meu livro, analiso essa relação desde George Washington até a volta de Trump. Houve vários períodos, inclusive com uma política de portas abertas para a China que englobava a Ásia como um todo, que é quebrada após a Revolução Chinesa, em 1949. Nos anos 70, houve uma reaproximação estratégica e a política de contenção fica mais evidente a partir do século XXI", conclui.
A instabilidade e imprevisibilidade
no atual cenário internacional simboliza um sistema-mundo em fragmentação, sendo reconfigurado não apenas por uma potência ou por um antigo grupo que detinha a
hegemonia global aos moldes ocidentais.
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