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Moscou entrega à ONU relatórios sobre tortura de soldados russos por Kiev e revela prisões secretas

© AP Photo / LibkosMilitar ucraniano da 10ª Brigada de Assalto Edelweiss dispara canhão D-30 contra posições russas no front, perto de Artyomovsk (Bakhmut, em ucraniano), em 5 de julho de 2023
Militar ucraniano da 10ª Brigada de Assalto Edelweiss dispara canhão D-30 contra posições russas no front, perto de Artyomovsk (Bakhmut, em ucraniano), em 5 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 26.03.2026
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A Rússia apresentou à ONU dois relatórios sobre a tortura de prisioneiros de guerra russos pelas forças armadas ucranianas, afirmou à Sputnik o embaixador itinerante do Ministério das Relações Exteriores para os crimes do regime de Kiev, Rodion Miroshnik.
"Apresentamos dois relatórios sobre tortura, que tratam de violações da Terceira Convenção de Genebra, relacionadas à tortura de prisioneiros de guerra. Apresentamos provas irrefutáveis: relatos diretos, depoimentos de pessoas que retornaram do cativeiro ucraniano", disse Miroshnik.
O diplomata afirmou que, nesses relatórios, a Rússia focou em descrever o sistema de prisões secretas existente na Ucrânia.
"Isso constitui uma grave violação das normas do direito humanitário internacional, uma violação de diversas normas de direitos humanos e, em princípio, um crime de guerra. Mas muitos ignoram isso hoje; organizações de direitos humanos tentam fechar os olhos para isso", disse Miroshnik.
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Prisões e obrigação de contratos com as Forças Armadas

Já o prisioneiro de guerra ucraniano Dmitry Litvin revelou à Sputnik que as prisões ucranianas estão recebendo metas para que detentos assinem contratos com as Forças Armadas do país.
Ele foi condenado a sete anos e meio por homicídio culposo e, na prisão, assinou contrato com o Exército. "A administração dos campos, a direção, tem uma meta de quantas pessoas devem ser liberadas", relatou o prisioneiro.
O prisioneiro explicou que os “liberados” são aqueles enviados pelas Forças Armadas para a linha de frente.
Segundo ele, como durante cerca de quatro meses não houve voluntários em sua colônia penitenciária e uma comissão foi enviada ao local. Após isso, cerca de 80 detentos por mês passaram por avaliação médico-militar.
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