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'Traição intelectual': analista malinês critica abstenção europeia em votação da ONU sobre escravidão

© AP Photo / John MinchilloO símbolo das Nações Unidas é exibido do lado de fora do prédio do Secretariado-Geral da organização, na sede das Nações Unidas, em Nova York. EUA, 28 de fevereiro de 2022
O símbolo das Nações Unidas é exibido do lado de fora do prédio do Secretariado-Geral da organização, na sede das Nações Unidas, em Nova York. EUA, 28 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 27.03.2026
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Países como França, Reino Unido e Alemanha cometeram uma traição intelectual ao se absterem na votação da resolução da ONU sobre a escravidão, negando a lógica neocolonial ainda sustentada por relações de dominação sobre a África, afirmou o analista malinês Oumar MC Koné.
Segundo ele, a escravidão e o saque colonial continuam moldando as desigualdades econômicas globais, perpetuando relações de dependência e injustiça.
A justiça histórica, acrescentou Koné, precisa incluir a devolução das obras de arte saqueadas e o apoio efetivo ao desenvolvimento dos países africanos, cujo progresso foi bloqueado por séculos de exploração.
Uma maquete de uma estátua em memória dos africanos escravizados cujas vidas foram sacrificadas durante o comércio transatlântico de escravos na Prefeitura de Londres, 18 de agosto de 2008 - Sputnik Brasil, 1920, 27.03.2026
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Efeitos do tráfico transatlântico de escravos ainda são visíveis hoje, diz pesquisador
Em votação simbólica, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou nesta quarta-feira (25) a escravidão e o tráfico transatlântico do povo africano como os crimes mais graves contra a humanidade.
A proposta, defendida por Gana e pela União Africana, busca que os Estados que se beneficiaram desses crimes peçam desculpas e contribuam para projetos de reparação para descendentes das vítimas.
A resolução propõe que Estados trabalhem também por políticas de combate ao racismo e restituição de bens culturais e espirituais saqueados de países africanos.
A votação contou com 123 países que aprovaram a declaração, incluindo o Brasil, enquanto 52 se abstiveram e apenas três rejeitaram a iniciativa, sendo estes EUA, Israel e Argentina.
John Mahama, presidente de Gana, veio à sede da ONU para apoiar a votação, classificando a decisão da entidade como "histórica".
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