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Efeitos do tráfico transatlântico de escravos ainda são visíveis hoje, diz pesquisador
Efeitos do tráfico transatlântico de escravos ainda são visíveis hoje, diz pesquisador
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Demorou para que a ONU reconhecesse a escravidão como crime contra a humanidade porque, por muito tempo, a história foi dominada por potências envolvidas nesse... 27.03.2026, Sputnik Brasil
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Segundo ele, o tráfico transatlântico de escravos contribuiu para o enfraquecimento duradouro das sociedades africanas e para o enriquecimento das economias ocidentais. As desigualdades econômicas atuais têm, em parte, raízes nesse passado.A abstenção de países como França e Reino Unido mostra que essas nações temem debates sensíveis sobre o próprio passado, acrescentou o pesquisador.Em uma votação simbólica, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas reconheceu, nesta quarta-feira (25), a escravidão e o tráfico transatlântico de africanos como uns dos crimes mais graves contra a humanidade.A iniciativa, promovida por Gana e pela União Africana, tem como objetivo incentivar os países que se beneficiaram dessas práticas a apresentarem pedidos de desculpas e a apoiarem ações de reparação voltadas aos descendentes das vítimas.O texto também recomenda que os Estados adotem medidas para combater o racismo e promovam a devolução de bens culturais e espirituais retirados de nações africanas.Ao todo, 123 países votaram a favor da declaração — entre eles o Brasil —, enquanto 52 optaram por se abster e apenas três se posicionaram contra: Estados Unidos, Israel e Argentina.O presidente de Gana, John Mahama, esteve presente na sede da ONU para apoiar a votação e classificou a decisão como "histórica".
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Efeitos do tráfico transatlântico de escravos ainda são visíveis hoje, diz pesquisador
09:50 27.03.2026 (atualizado: 10:13 27.03.2026) Demorou para que a ONU reconhecesse a escravidão como crime contra a humanidade porque, por muito tempo, a história foi dominada por potências envolvidas nesse comércio, afirmou à Sputnik o pesquisador e professor universitário Mohammed Salah Djemal.
Segundo ele, o tráfico transatlântico de escravos contribuiu para o enfraquecimento duradouro das sociedades africanas e para o enriquecimento das economias ocidentais. As desigualdades econômicas atuais têm, em parte, raízes nesse passado.
A abstenção de países como França e Reino Unido mostra que essas nações temem debates sensíveis sobre o próprio passado, acrescentou o pesquisador.
Em uma votação simbólica, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas reconheceu, nesta quarta-feira (25), a escravidão e o tráfico transatlântico de africanos como uns dos crimes mais graves contra a humanidade.
A iniciativa, promovida por Gana e pela União Africana, tem como objetivo incentivar os países que se beneficiaram dessas práticas a apresentarem pedidos de desculpas e a apoiarem ações de reparação voltadas aos descendentes das vítimas.
O texto também recomenda que os Estados adotem medidas para combater o racismo e promovam a devolução de bens culturais e espirituais retirados de nações africanas.
Ao todo, 123 países votaram a favor da declaração — entre eles o Brasil —, enquanto 52 optaram por se abster e apenas três se posicionaram contra: Estados Unidos, Israel e Argentina.
O presidente de Gana, John Mahama, esteve presente na sede da ONU para apoiar a votação e classificou a decisão como "histórica".
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