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Efeitos do tráfico transatlântico de escravos ainda são visíveis hoje, diz pesquisador

© AP Photo / Lefteris PitarakisUma maquete de uma estátua em memória dos africanos escravizados cujas vidas foram sacrificadas durante o comércio transatlântico de escravos na Prefeitura de Londres, 18 de agosto de 2008
Uma maquete de uma estátua em memória dos africanos escravizados cujas vidas foram sacrificadas durante o comércio transatlântico de escravos na Prefeitura de Londres, 18 de agosto de 2008 - Sputnik Brasil, 1920, 27.03.2026
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Demorou para que a ONU reconhecesse a escravidão como crime contra a humanidade porque, por muito tempo, a história foi dominada por potências envolvidas nesse comércio, afirmou à Sputnik o pesquisador e professor universitário Mohammed Salah Djemal.
Segundo ele, o tráfico transatlântico de escravos contribuiu para o enfraquecimento duradouro das sociedades africanas e para o enriquecimento das economias ocidentais. As desigualdades econômicas atuais têm, em parte, raízes nesse passado.
A abstenção de países como França e Reino Unido mostra que essas nações temem debates sensíveis sobre o próprio passado, acrescentou o pesquisador.
O símbolo das Nações Unidas é exibido do lado de fora do prédio do Secretariado-Geral da organização, na sede das Nações Unidas, em Nova York. EUA, 28 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 27.03.2026
Panorama internacional
'Traição intelectual': analista malinês critica abstenção europeia em votação da ONU sobre escravidão
Em uma votação simbólica, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas reconheceu, nesta quarta-feira (25), a escravidão e o tráfico transatlântico de africanos como uns dos crimes mais graves contra a humanidade.
A iniciativa, promovida por Gana e pela União Africana, tem como objetivo incentivar os países que se beneficiaram dessas práticas a apresentarem pedidos de desculpas e a apoiarem ações de reparação voltadas aos descendentes das vítimas.
O texto também recomenda que os Estados adotem medidas para combater o racismo e promovam a devolução de bens culturais e espirituais retirados de nações africanas.
Ao todo, 123 países votaram a favor da declaração — entre eles o Brasil —, enquanto 52 optaram por se abster e apenas três se posicionaram contra: Estados Unidos, Israel e Argentina.
O presidente de Gana, John Mahama, esteve presente na sede da ONU para apoiar a votação e classificou a decisão como "histórica".
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