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Europa amplia resistência a ofensiva EUA-Israel e expõe racha na OTAN, diz mídia

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Emblema no uniforme de um soldado do batalhão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). - Sputnik Brasil, 1920, 01.04.2026
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A França e a Itália juntaram-se à Espanha na oposição às operações militares conjuntas conduzidas pelos EUA e Israel, aprofundando fissuras entre aliados europeus e Washington. As recusas ocorrem enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, acusa parceiros da OTAN de falta de colaboração na guerra contra o Irã, que já dura um mês.
O clima de tensão se intensificou após Trump chamar aliados históricos de "covardes" por não apoiarem a ofensiva contra Teerã. Na terça-feira (31), ele voltou a criticar duramente países europeus, direcionando ataques especialmente à França, que, segundo ele, teria impedido o sobrevoo de aviões carregados com suprimentos militares destinados a Israel.
Fontes diplomáticas confirmaram à Reuters que Paris recusou, pela primeira vez desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o uso de seu espaço aéreo para aeronaves israelenses que transportavam armas norte-americanas.
A decisão, tomada no fim de semana, não foi comentada oficialmente pelo governo francês, mas marca um ponto de inflexão na postura do país diante da escalada militar.
A Itália também adotou uma posição de distanciamento. Segundo fontes e reportagens locais, Roma negou autorização para que aeronaves militares dos EUA pousassem na base de Sigonella, na Sicília, antes de seguirem para o Oriente Médio. A recusa teria ocorrido porque Washington não solicitou a permissão formal exigida pelos tratados bilaterais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa em visita ao Reino Unido, em setembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 31.03.2026
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EUA não vão ajudar países que não apoiam a operação no Irã, ameaça Trump
A Espanha, por sua vez, tem sido a voz mais firme contra a guerra. O governo de Pedro Sánchez confirmou que mantém fechado seu espaço aéreo para aviões norte-americanos envolvidos em ataques ao Irã desde o início do conflito. Madri só aceita o uso de suas bases em operações de "defesa coletiva" no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), reforçou a ministra da Defesa, Margarita Robles.
O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que o país não teme represálias e defendeu que a posição espanhola está alinhada ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas. Para ele, não faria sentido que nações que buscam preservar a legalidade internacional fossem alvo de intimidação.
Trump também criticou o Reino Unido, acusando Londres de não se envolver na ofensiva contra o Irã. A declaração veio no mesmo dia em que o Palácio de Buckingham confirmou uma visita de Estado do rei Charles e da rainha Camilla aos EUA no fim de abril, ampliando o desconforto diplomático.

As tensões expõem um racha significativo dentro da OTAN, já que Estados Unidos, França, Itália, Espanha e Reino Unido integram a aliança militar.

As divergências sobre o apoio às operações no Oriente Médio revelam prioridades distintas e um crescente desgaste entre Washington e seus principais parceiros europeus, conclui a mídia.
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