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Europa amplia resistência a ofensiva EUA-Israel e expõe racha na OTAN, diz mídia
Europa amplia resistência a ofensiva EUA-Israel e expõe racha na OTAN, diz mídia
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A França e a Itália juntaram-se à Espanha na oposição às operações militares conjuntas conduzidas pelos EUA e Israel, aprofundando fissuras entre aliados... 01.04.2026, Sputnik Brasil
2026-04-01T05:23-0300
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As recusas ocorrem enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, acusa parceiros da OTAN de falta de colaboração na guerra contra o Irã, que já dura um mês. O clima de tensão se intensificou após Trump chamar aliados históricos de "covardes" por não apoiarem a ofensiva contra Teerã. Na terça-feira (31), ele voltou a criticar duramente países europeus, direcionando ataques especialmente à França, que, segundo ele, teria impedido o sobrevoo de aviões carregados com suprimentos militares destinados a Israel.A decisão, tomada no fim de semana, não foi comentada oficialmente pelo governo francês, mas marca um ponto de inflexão na postura do país diante da escalada militar.A Itália também adotou uma posição de distanciamento. Segundo fontes e reportagens locais, Roma negou autorização para que aeronaves militares dos EUA pousassem na base de Sigonella, na Sicília, antes de seguirem para o Oriente Médio. A recusa teria ocorrido porque Washington não solicitou a permissão formal exigida pelos tratados bilaterais.A Espanha, por sua vez, tem sido a voz mais firme contra a guerra. O governo de Pedro Sánchez confirmou que mantém fechado seu espaço aéreo para aviões norte-americanos envolvidos em ataques ao Irã desde o início do conflito. Madri só aceita o uso de suas bases em operações de "defesa coletiva" no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), reforçou a ministra da Defesa, Margarita Robles.O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que o país não teme represálias e defendeu que a posição espanhola está alinhada ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas. Para ele, não faria sentido que nações que buscam preservar a legalidade internacional fossem alvo de intimidação.Trump também criticou o Reino Unido, acusando Londres de não se envolver na ofensiva contra o Irã. A declaração veio no mesmo dia em que o Palácio de Buckingham confirmou uma visita de Estado do rei Charles e da rainha Camilla aos EUA no fim de abril, ampliando o desconforto diplomático.As divergências sobre o apoio às operações no Oriente Médio revelam prioridades distintas e um crescente desgaste entre Washington e seus principais parceiros europeus, conclui a mídia.
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Europa amplia resistência a ofensiva EUA-Israel e expõe racha na OTAN, diz mídia
05:23 01.04.2026 (atualizado: 11:04 01.04.2026) A França e a Itália juntaram-se à Espanha na oposição às operações militares conjuntas conduzidas pelos EUA e Israel, aprofundando fissuras entre aliados europeus e Washington.
As recusas ocorrem enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, acusa parceiros da OTAN de falta de colaboração na guerra contra o Irã, que já dura um mês. O clima de
tensão se intensificou após
Trump chamar aliados históricos de "covardes" por não apoiarem a ofensiva contra Teerã.
Na terça-feira (31), ele voltou a criticar duramente países europeus, direcionando ataques especialmente à França, que, segundo ele, teria impedido o sobrevoo de aviões carregados com suprimentos militares destinados a Israel.
Fontes diplomáticas
confirmaram à Reuters que Paris recusou, pela primeira vez desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o uso de seu espaço aéreo para aeronaves israelenses que transportavam armas norte-americanas.
A decisão, tomada no fim de semana,
não foi comentada oficialmente pelo governo francês, mas marca um
ponto de inflexão na postura do país diante da escalada militar.
A Itália também adotou uma posição de distanciamento. Segundo fontes e reportagens locais,
Roma negou autorização para que aeronaves militares dos EUA pousassem na base de Sigonella, na Sicília, antes de seguirem para o Oriente Médio. A recusa teria ocorrido porque Washington não solicitou a
permissão formal exigida pelos tratados bilaterais.
A Espanha, por sua vez,
tem sido a voz mais firme contra a guerra. O governo de Pedro Sánchez confirmou que mantém
fechado seu espaço aéreo para aviões norte-americanos envolvidos em ataques ao Irã desde o início do conflito. Madri só aceita o uso de suas bases em operações de "defesa coletiva" no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), reforçou a ministra da Defesa, Margarita Robles.
O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que o
país não teme represálias e defendeu que a
posição espanhola está alinhada ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas. Para ele, não faria sentido que nações que buscam preservar a legalidade internacional fossem alvo de intimidação.
Trump também
criticou o Reino Unido,
acusando Londres de não se envolver na ofensiva contra o Irã. A declaração veio no mesmo dia em que o Palácio de Buckingham confirmou uma visita de Estado do rei Charles e da rainha Camilla aos EUA no fim de abril, ampliando o desconforto diplomático.
As tensões expõem um racha significativo dentro da OTAN, já que Estados Unidos, França, Itália, Espanha e Reino Unido integram a aliança militar.
As divergências sobre o
apoio às operações no Oriente Médio
revelam prioridades distintas e um crescente desgaste entre Washington e seus principais parceiros europeus, conclui a mídia.
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