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Diálogo comercial e minerais críticos ganham centralidade nas relações Brasil-EUA, diz Alckmin
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Vice-presidente também defendeu que o Brasil deve beneficiar os minerais críticos. 02.04.2026, Sputnik Brasil
2026-04-02T14:13-0300
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O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (2) que o país busca ampliar o diálogo econômico com os Estados Unidos enquanto avança em políticas de reindustrialização, inovação e defesa do emprego nacional. As declarações foram dadas durante um café com jornalistas realizado na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), em Brasília (DF).Alckmin destacou a importância da recriação do MDIC, que havia sido extinto no momento em que o país enfrentava um processo de desindustrialização considerado "precoce e preocupante". Segundo ele, a retomada da política industrial busca recuperar competitividade e elevar a produtividade da economia brasileira.Entre as medidas citadas está a depreciação acelerada como instrumento de estímulo ao investimento produtivo, além da ampliação do crédito e do apoio à inovação. O governo destinou R$ 108 bilhões para a pesquisa e a inovação e trabalha para reduzir o tempo de análise de patentes e marcas, segundo ele. "Estávamos levando sete anos para patentes de marcas. Chegamos a quatro anos, e o objetivo é chegar a dois anos", destacou.Diálogo com EUA e minerais críticosDurante o encontro, Alckmin defendeu o diálogo em curso entre Brasil e Estados Unidos sobre minerais estratégicos e afirmou que o Brasil deve agregar valor à própria produção."O Brasil não pode ficar sentado em cima da fortuna", disse Alckmin ao defender o beneficiamento dos minerais críticos em território nacional. "Tem que monetizar isso e agregar o máximo de valor", afirmou.O vice-presidente também comentou o cenário comercial internacional e as relações bilaterais com Washington, ressaltando que o momento global é marcado por maior protecionismo. Segundo ele, o Brasil precisa defender empregos ao mesmo tempo que mantém abertura para produtos não produzidos internamente, cujas tarifas foram praticamente zeradas.Alckmin afirmou que os Estados Unidos são o destino das exportações brasileiras com maior valor agregado e defendeu o fortalecimento do comércio bilateral. Para ele, "o caminho é o diálogo e o entendimento", além da ampliação das oportunidades comerciais e do aproveitamento da complementaridade econômica entre os dois países.Questionado sobre a possibilidade de ocorrer um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, respondeu: "Entendo que sim".Resposta a críticas dos EUAAlckmin também respondeu a críticas recentes do governo de Donald Trump contra o Brasil envolvendo o Pix, a regulação de big techs, o etanol e as tarifas comerciais. O vice-presidente afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro é um sucesso e defendeu esclarecimentos sobre o tema.Ele ressaltou que a questão do etanol foi "resolvida" e observou que os EUA mantêm déficit comercial em meio ao tarifaço de Trump.O governo brasileiro liberou cerca de R$ 15 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo chamado tarifaço norte-americano ou enquadradas na Seção 232 das medidas comerciais dos EUA, explicou Alckmin.BiocombustíveisAlckmin afirmou que o Brasil deve assumir protagonismo global na produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês). Segundo ele, Brasil, Estados Unidos e Índia atuam conjuntamente na promoção dos biocombustíveis, especialmente o SAF.O ministro destacou ainda que o biodiesel contribui para reduzir a importação de diesel, já que o componente bio é produzido a partir de óleos vegetais.Ajuste fiscal 'permanente'Durante o café, o vice-presidente defendeu a necessidade de responsabilidade fiscal, mas rejeitou cortes que atinjam a população mais vulnerável."Tem espaço para ajuste em cima dos privilégios e do desperdício, não em cima da população mais pobre", enfatizou. Alckmin comparou o ajuste fiscal a um cuidado contínuo, dizendo que ajuste fiscal é que nem cortar unha, um esforço permanente.Outras agendas econômicas e industriaisO vice-presidente também abordou temas regulatórios e sociais, como a proteção de crianças nas redes digitais e o diálogo com distribuidoras de energia, afirmando que "o caminho é o diálogo", em meio à alta nos combustíveis.Na área de defesa, destacou que o presidente Lula autorizou a liberação de R$ 5 bilhões por ano ao ministro José Mucio para a modernização das Forças Armadas. Alckmin mencionou ainda discussões sobre a chamada "taxa das blusinhas" e reiterou a necessidade de equilíbrio entre a competitividade industrial e a proteção do emprego nacional.Ao comentar o futuro político e sua participação no governo, afirmou: "Fiquei honrado com o convite de integrar a chapa e vamos suar a camisa". Sobre o processo eleitoral, acrescentou: "Não vejo disputa como mata-mata. Uma campanha é um ato de amor".
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Diálogo comercial e minerais críticos ganham centralidade nas relações Brasil-EUA, diz Alckmin
14:13 02.04.2026 (atualizado: 15:03 02.04.2026) Vice-presidente também defendeu que o Brasil deve beneficiar os minerais críticos.
O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (2) que o país busca ampliar o diálogo econômico com os Estados Unidos enquanto avança em políticas de reindustrialização, inovação e defesa do emprego nacional. As declarações foram dadas durante um café com jornalistas realizado na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), em Brasília (DF).
Alckmin destacou a
importância da recriação do MDIC, que havia sido extinto no momento em que o país enfrentava um
processo de desindustrialização considerado "precoce e preocupante". Segundo ele, a retomada da política industrial
busca recuperar competitividade e elevar a produtividade da economia brasileira.
Entre as medidas citadas está a depreciação acelerada como instrumento de estímulo ao investimento produtivo, além da ampliação do crédito e do apoio à inovação. O governo destinou R$ 108 bilhões para a pesquisa e a inovação e trabalha para reduzir o tempo de análise de patentes e marcas, segundo ele. "Estávamos levando sete anos para patentes de marcas. Chegamos a quatro anos, e o objetivo é chegar a dois anos", destacou.
Diálogo com EUA e minerais críticos
Durante o encontro, Alckmin defendeu o diálogo em curso entre Brasil e Estados Unidos sobre minerais estratégicos e afirmou que o Brasil deve agregar valor à própria produção.
"O Brasil não pode ficar sentado em cima da fortuna", disse Alckmin ao defender o beneficiamento dos minerais críticos em território nacional. "Tem que monetizar isso e agregar o máximo de valor", afirmou.
"Esse é um tema de diálogo, sim, com os Estados Unidos", acrescentou Alckmin.
O vice-presidente também comentou o cenário comercial internacional e as relações bilaterais com Washington, ressaltando que o momento global é marcado por maior protecionismo. Segundo ele, o Brasil precisa defender empregos ao mesmo tempo que mantém abertura para produtos não produzidos internamente, cujas tarifas foram praticamente zeradas.
Alckmin afirmou que os Estados Unidos são o destino das exportações brasileiras com maior valor agregado e defendeu o fortalecimento do comércio bilateral. Para ele, "o caminho é o diálogo e o entendimento", além da ampliação das oportunidades comerciais e do aproveitamento da complementaridade econômica entre os dois países.
Questionado sobre a possibilidade de ocorrer um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, respondeu: "Entendo que sim".
Resposta a críticas dos EUA
Alckmin também respondeu a
críticas recentes do governo de Donald Trump contra o Brasil envolvendo o Pix, a regulação de big techs, o etanol e as tarifas comerciais. O vice-presidente afirmou que
o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro é um sucesso e defendeu esclarecimentos sobre o tema.
Ele ressaltou que a questão do etanol foi "resolvida" e observou que os EUA mantêm déficit comercial em meio ao tarifaço de Trump.
O governo brasileiro liberou cerca de R$ 15 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo chamado tarifaço norte-americano ou enquadradas na Seção 232 das medidas comerciais dos EUA, explicou Alckmin.
Alckmin afirmou que o Brasil deve assumir
protagonismo global na produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês). Segundo ele, Brasil, Estados Unidos e Índia atuam conjuntamente na promoção dos biocombustíveis, especialmente o SAF.
O ministro destacou ainda que o biodiesel contribui para reduzir a importação de diesel, já que o componente bio é produzido a partir de óleos vegetais.
Ajuste fiscal 'permanente'
Durante o café, o vice-presidente defendeu a necessidade de responsabilidade fiscal, mas rejeitou cortes que atinjam a população mais vulnerável.
"Tem espaço para ajuste em cima dos privilégios e do desperdício, não em cima da população mais pobre", enfatizou. Alckmin comparou o ajuste fiscal a um cuidado contínuo, dizendo que ajuste fiscal é que nem cortar unha, um esforço permanente.
Outras agendas econômicas e industriais
O vice-presidente também abordou temas regulatórios e sociais, como a proteção de crianças nas redes digitais e o diálogo com distribuidoras de energia, afirmando que "o caminho é o diálogo", em meio à alta nos combustíveis.
Na área de defesa, destacou que o presidente Lula autorizou a liberação de R$ 5 bilhões por ano ao ministro José Mucio para a
modernização das Forças Armadas. Alckmin mencionou ainda discussões sobre a chamada "taxa das blusinhas" e reiterou a necessidade de equilíbrio entre a competitividade industrial e a proteção do emprego nacional.
Ao comentar o futuro político e sua participação no governo, afirmou: "Fiquei honrado com o convite de integrar a chapa e vamos suar a camisa". Sobre o processo eleitoral, acrescentou: "Não vejo disputa como mata-mata. Uma campanha é um ato de amor".
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