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Nova iniciativa de bioeconomia do governo prevê ganho de US$ 284 bilhões ao PIB
Nova iniciativa de bioeconomia do governo prevê ganho de US$ 284 bilhões ao PIB
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Representando um quarto do PIB, setor de bioeconomia ganha iniciativa com foco em renda, inovação e sustentabilidade. 01.04.2026, Sputnik Brasil
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O governo lançou, nesta quarta-feira (1º), o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) — iniciativa estruturada voltada à utilização sustentável dos recursos naturais com foco em tecnologia, inclusão social e geração de renda. O plano foi estruturado ao longo de meses através de câmaras técnicas e consultas públicas.Em fala no evento de lançamento, na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), a secretária Nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta, definiu o plano como uma "estratégia de desenvolvimento nacional" e "novo paradigma" que busca ampliar a geração de renda no país por meio de setores como bioindústria e saúde.O programa prevê estímulo a negócios liderados por povos indígenas, povos tradicionais e agricultores familiares, além do uso de biomassa na agricultura. Pimenta enfatizou que o PNDBio estabelece metas concretas e que "não é um plano declaratório, e sim um plano de implementação".O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou que o plano cria oportunidades econômicas alinhadas à proteção ambiental e que há produtores em todos os biomas interessados em inserir seus produtos no mercado. Ele criticou, ainda, os ataques que o órgão sofre quando atua no combate ao crime organizado.A diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, informou que o banco já reservou R$ 1,6 bilhão para o PNDBio e ressaltou que o Fundo Amazônia — mecanismo criado pelo governo brasileiro para financiar o combate ao desmatamento — terá papel fundamental nos investimentos.Por sua vez, a secretária de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Júlia Cruz, cravou que diversificar fontes renováveis é uma questão de soberania nacional.Segundo ela, além de já responder por um quarto do produto interno bruto (PIB) do Brasil, o segmento pode gerar US$ 284 bilhões adicionais, com a renda permanecendo nas comunidades locais.Já o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, afirmou que a sustentabilidade se tornou um vetor do desenvolvimento econômico, indicando que políticas ambientais e crescimento econômico caminham de forma integrada.Em seguida, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, trouxe para a conversa o contexto geopolítico de guerra no Oriente Médio, que viu o fechamento de fato do estreito de Ormuz e o aumento no preço do petróleo e do gás natural.Segundo a ambientalista, os biocombustíveis surgem como alternativa diante desses impactos. Ela defendeu "usar a bioeconomia a favor da paz" e classificou o conflito no Oriente Médio como uma guerra "enlouquecida".O vice-presidente Geraldo Alckmin, último a falar, declarou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez "toda a diferença" na redução do desmatamento, apontando queda de 50% em todos os biomas. "E continua a queda", afirmou, agradecendo à ministra Marina Silva pelos resultados.Em momento de emoção, Marina relembrou o ambientalista Chico Mendes e o trabalho conjunto na Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre). A ministra afirmou ainda que, enquanto no passado o grupo precisava pedir apoio "com o pires na mão", atualmente, a cooperativa recebe R$ 69 milhões em investimentos, com o apoio do BNDES. Ao fazer um balanço de sua gestão, declarou que "melhor está sendo o final do que o começo", retomando a frase que marcou seu discurso de posse.
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brasil, economia, marina silva, rodrigo agostinho, ibama, banco nacional de desenvolvimento econômico e social, meio ambiente, desenvolvimento sustentável
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Nova iniciativa de bioeconomia do governo prevê ganho de US$ 284 bilhões ao PIB
13:45 01.04.2026 (atualizado: 14:25 01.04.2026) Representando um quarto do PIB, setor de bioeconomia ganha iniciativa com foco em renda, inovação e sustentabilidade.
O governo lançou, nesta quarta-feira (1º), o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) — iniciativa estruturada voltada à utilização sustentável dos recursos naturais com foco em tecnologia, inclusão social e geração de renda. O plano foi estruturado ao longo de meses através de câmaras técnicas e consultas públicas.
Em fala no evento de lançamento, na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), a secretária Nacional de Bioeconomia,
Carina Pimenta, definiu o plano como uma
"estratégia de desenvolvimento nacional" e "novo paradigma" que busca ampliar a geração de renda no país por meio de setores como bioindústria e saúde.
O programa prevê estímulo a negócios liderados por povos indígenas, povos tradicionais e agricultores familiares, além do uso de biomassa na agricultura. Pimenta enfatizou que o PNDBio estabelece metas concretas e que "não é um plano declaratório, e sim um plano de implementação".
"É um caminho concreto para responder à crise climática […]. Não é sobre proteger ou produzir, é produzir a partir da conservação."

2 de novembro 2025, 23:15
O presidente do Ibama,
Rodrigo Agostinho, destacou que o plano cria oportunidades econômicas alinhadas à proteção ambiental e que há produtores em todos os biomas interessados em inserir seus produtos no mercado. Ele criticou, ainda, os ataques que o órgão sofre quando
atua no combate ao crime organizado.
A diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, informou que o banco já reservou R$ 1,6 bilhão para o PNDBio e ressaltou que o Fundo Amazônia — mecanismo criado pelo governo brasileiro para financiar o combate ao desmatamento — terá papel fundamental nos investimentos.
Por sua vez, a secretária de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Júlia Cruz, cravou que diversificar fontes renováveis é uma questão de soberania nacional.
Segundo ela, além de
já responder por um quarto do produto interno bruto (PIB) do Brasil, o segmento pode gerar
US$ 284 bilhões adicionais, com a renda
permanecendo nas comunidades locais.
"A bioeconomia já é uma realidade", disse Cruz, lembrando que o setor existe há cerca de 50 anos, desde o Programa Nacional do Álcool (Proálcool).
Já o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, afirmou que a sustentabilidade se tornou um vetor do desenvolvimento econômico, indicando que políticas ambientais e crescimento econômico caminham de forma integrada.
Em seguida, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, trouxe para a conversa o contexto geopolítico de guerra no Oriente Médio, que viu o fechamento de fato do estreito de Ormuz e o aumento no preço do petróleo e do gás natural.
Segundo a ambientalista, os biocombustíveis surgem como alternativa diante desses impactos. Ela defendeu "usar a bioeconomia a favor da paz" e classificou o conflito no Oriente Médio como uma guerra "enlouquecida".
O vice-presidente Geraldo Alckmin, último a falar, declarou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez "toda a diferença" na redução do desmatamento, apontando queda de 50% em todos os biomas. "E continua a queda", afirmou, agradecendo à ministra Marina Silva pelos resultados.
Em momento de emoção, Marina relembrou o ambientalista Chico Mendes e o trabalho conjunto na Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre). A ministra afirmou ainda que, enquanto no passado o grupo precisava pedir apoio "com o pires na mão", atualmente, a cooperativa recebe R$ 69 milhões em investimentos, com o apoio do BNDES. Ao fazer um balanço de sua gestão, declarou que "melhor está sendo o final do que o começo", retomando a frase que marcou seu discurso de posse.
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