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'A ciência não vai parar': ministro da Ciência do Irã reage a ataques dos EUA à universidades
'A ciência não vai parar': ministro da Ciência do Irã reage a ataques dos EUA à universidades
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O ministro da Ciência, Pesquisa e Tecnologia do Irã, Hossein Simaee Sarraf, afirmou à Sputnik que os recentes ataques dos Estados Unidos e a Israel contra... 04.04.2026, Sputnik Brasil
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Segundo o ministro, mais de 30 instituições de ensino superior foram atacadas desde o início da chamada Guerra dos 12 dias, resultando na morte de mais de 60 acadêmicos. Beheshti classificou as ações como deliberadas e direcionadas contra professores e pesquisadores."Esses professores foram o alvo principal do ataque. Eles não morreram por acaso em um bombardeio. EUA e Israel os atacaram deliberadamente", afirmou Sarraf. O ministro também classificou os episódios como "um crime internacional e moral", acrescentando que os impactos desses ataques permanecerão na memória histórica do povo iraniano.De acordo com o ministro, o objetivo das ofensivas seria frear o desenvolvimento científico do país. "É evidente que o objetivo é impedir o avanço do Irã, especialmente no campo científico, apesar da ciência iraniana ser um patrimônio da humanidade", declarou.Sarraf destacou ainda o papel global dos cientistas iranianos, que também atuam em universidades e centros de pesquisa no exterior. Conforme o ministro, essa rede internacional contribui tanto para o avanço da ciência global quanto para o desenvolvimento interno do Irã.Apesar dos danos às infraestruturas acadêmicas, o ministro afirmou que o progresso científico iraniano não será interrompido. O ministro ressaltou que, desde a Revolução Iraniana de 1979, o país formou milhões de graduados e mantém uma base crescente de estudantes e jovens pesquisadores.Entre os alvos dos ataques, está o Instituto de Pesquisa em Laser e Plasma da universidade atingida. Apesar da ofensiva, não houve vítimas no local, já que as atividades acadêmicas haviam sido transferidas para o formato virtual. No entanto, durante o conflito, o físico Mohammad Mehdi Tehranchi, diretor de um laboratório de magnetofotônica, foi morto em um dos ataques.O ministro concluiu destacando a resiliência do país diante das adversidades e que o Irã seguirá investindo em ciência e educação como pilares estratégicos para o futuro.
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'A ciência não vai parar': ministro da Ciência do Irã reage a ataques dos EUA à universidades
O ministro da Ciência, Pesquisa e Tecnologia do Irã, Hossein Simaee Sarraf, afirmou à Sputnik que os recentes ataques dos Estados Unidos e a Israel contra universidades iranianas tiveram como alvo direto a comunidade acadêmica do país. A declaração foi feita em frente à Universidade Shahid Beheshti, atingida na última sexta-feira (3).
Segundo o ministro, mais de 30 instituições de ensino superior foram atacadas desde o
início da chamada Guerra dos 12 dias, resultando na morte de mais de 60 acadêmicos. Beheshti classificou as ações como
deliberadas e direcionadas contra professores e pesquisadores.
"Esses professores foram o alvo principal do ataque. Eles não morreram por acaso em um bombardeio. EUA e Israel os atacaram deliberadamente", afirmou Sarraf. O ministro também classificou os episódios como "um crime internacional e moral", acrescentando que os impactos desses ataques permanecerão na memória histórica do povo iraniano.
De acordo com o ministro, o objetivo das ofensivas seria frear o
desenvolvimento científico do país. "É evidente que o objetivo é impedir o avanço do Irã, especialmente no campo científico, apesar da ciência iraniana ser um
patrimônio da humanidade", declarou.
Sarraf destacou ainda o
papel global dos cientistas iranianos, que também atuam em universidades e centros de pesquisa no exterior. Conforme o ministro, essa rede internacional contribui tanto para o
avanço da ciência global quanto para o desenvolvimento interno do Irã.
"Muitos professores, pesquisadores e cientistas iranianos atuam em universidades e laboratórios no exterior e ajudam a desenvolver a ciência e a educação iranianas. A roda da ciência no Irã não vai parar", disse.
Apesar dos danos às infraestruturas acadêmicas, o ministro afirmou que o progresso científico iraniano não será interrompido. O ministro ressaltou que, desde a Revolução Iraniana de 1979, o país formou milhões de graduados e mantém uma base crescente de estudantes e jovens pesquisadores.
"Pode isso ser interrompido com destruição de alguns prédios e assassinatos? Não, esse ciclo é contínuo", afirmou.
Entre os alvos dos ataques, está o Instituto de Pesquisa em Laser e Plasma da universidade atingida. Apesar da ofensiva, não houve vítimas no local, já que as atividades acadêmicas haviam sido transferidas para o formato virtual. No entanto, durante o conflito, o
físico Mohammad Mehdi Tehranchi, diretor de um laboratório de magnetofotônica, foi morto em um dos ataques.
O ministro concluiu destacando a resiliência do país diante das adversidades e que o Irã seguirá investindo em ciência e educação como pilares estratégicos para o futuro.
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