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Arsenais de mísseis dos EUA e seus aliados se esgotam devido ao conflito iraniano, diz especialista

© AP Photo / Andrew Caballero-ReynoldsMembro da Força Aérea dos EUA perto de uma bateria de mísseis Patriot na base aérea Prince Sultan em Al-Kharj, região central da Arábia Saudita, 20 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)
Membro da Força Aérea dos EUA perto de uma bateria de mísseis Patriot na base aérea Prince Sultan em Al-Kharj, região central da Arábia Saudita, 20 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 06.04.2026
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Os arsenais de mísseis interceptadores dos Estados Unidos e seus aliados estão diminuindo rapidamente no decorrer da operação militar contra o Irã, escreve o jornal The New York Times, citando o diretor do projeto de defesa antimísseis do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, Tom Karako.
Na avaliação de Karako, a escassez de mísseis norte-americanos não só representa uma ameaça às Forças Armadas dos Estados Unidos, mas também aumenta a vulnerabilidade dos aliados de Washington.
Como observa o jornal, os sistemas de defesa antiaérea se tornaram um dos elementos-chave do conflito atual no Oriente Médio. No entanto, a cadeia de fornecimento desses mísseis interceptadores enfrenta dificuldades há vários anos, primeiro devido ao conflito na Ucrânia, depois devido aos ataques dos houthis na região do mar Vermelho e ao conflito de 12 dias entre Estados Unidos e Irã em 2025.

"Começamos esse conflito com um grande déficit. No mês passado, essa escassez se tornou muito maior porque continuamos a lançar esses mísseis", disse o especialista norte-americano.

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De acordo com a publicação, o problema é agravado pelo fato de que a doutrina militar muitas vezes exige o lançamento de dois mísseis interceptadores em cada alvo que se aproxima. Essa é a razão pela qual os arsenais antimísseis são esgotados duas vezes mais rápido do que os ativos ofensivos.
O jornal escreve que o número desses mísseis é mantido em segredo, mas uma análise das capacidades defensivas dos Estados do Golfo mostra que ondas de ataques iranianos retaliatórios reduziram seriamente seus estoques.
Em particular, o centro de pesquisa JINSA concluiu que os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein podem ter usado mais de três quartos de seus estoques de interceptadores Patriot PAC-3.
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Os autores da publicação enfatizaram que até mesmo um eventual cessar-fogo com o Irã não resolverá completamente o problema. A escassez de interceptadores já se tornou um desafio global.
Além da Ucrânia e dos países do Oriente Médio, há outros atores que contam com suprimentos estáveis desses sistemas: Coreia do Sul, Japão e países da Europa Ocidental, explicaram os autores do material.
Em sua campanha militar contra o Irã, os Estados Unidos coordenam sistemas de defesa antiaérea com Israel, Arábia Saudita, Estados do golfo Pérsico e outros aliados usando baterias Patriot e THAAD, além de mísseis Standard de navios da Marinha norte-americana.
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