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Astrônomos descobrem Abeona, um dos remanescentes de supernova mais tênues já vistos (IMAGEM)

© Foto / NASA / CXC / M.WeissIlustração de explosão de supernova
Ilustração de explosão de supernova - Sputnik Brasil, 1920, 29.04.2026
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A descoberta de Abeona, um dos remanescentes de supernova de rádio mais tênues já identificados, foi confirmada por astrônomos com dados do ASKAP, revelando uma vasta casca não térmica fora do plano galáctico e oferecendo novas pistas sobre a aceleração de partículas de alta energia na Via Láctea.
Astrônomos identificaram um novo e extremamente tênue remanescente de supernova, batizado de Abeona, a partir de observações de rádio realizadas pelo radiotelescópio ASKAP. O objeto, inicialmente sugerido como possível remanescente de supernova (SNR, na sigla em inglês) em 2014, teve sua natureza confirmada por uma equipe internacional liderada por Christopher Burger-Scheidlin.

Abeona recebeu o nome da deusa romana das viagens porque a estrela que a originou se afastou do centro da galáxia antes de explodir.

Hoje, o remanescente aparece como uma grande nuvem em forma de casca, muito fraca e difícil de detectar, emitindo apenas um tipo de radiação típico de objetos violentos como supernovas.
© Foto / Christopher Burger-Scheidlin, Brianna D. Ball, Sanja Lazarević et al., 2026Imagem de intensidade total do ASKAP em 943,5 MHz mostrando Abeona (G310.7–5.4), um remanescente de supernova extremamente tênue. "Intensidade total" indica o brilho captado em ondas de rádio, enquanto 943,5 MHz corresponde à frequência observada pelo radiotelescópio
Imagem de intensidade total do ASKAP em 943,5 MHz mostrando Abeona (G310.7–5.4), um remanescente de supernova extremamente tênue. Intensidade total indica o brilho captado em ondas de rádio, enquanto 943,5 MHz corresponde à frequência observada pelo radiotelescópio - Sputnik Brasil, 1920, 29.04.2026
Imagem de intensidade total do ASKAP em 943,5 MHz mostrando Abeona (G310.7–5.4), um remanescente de supernova extremamente tênue. "Intensidade total" indica o brilho captado em ondas de rádio, enquanto 943,5 MHz corresponde à frequência observada pelo radiotelescópio
Com brilho superficial extremamente fraco e difícil de detectar, Abeona está entre os remanescentes de supernova de rádio mais tênues já mapeados. Os pesquisadores estimam que ele tenha aproximadamente 137 anos-luz de diâmetro e esteja a 16 mil anos-luz da Terra, situado 1.500 anos-luz abaixo do plano galáctico.
As observações revelaram polarização linear na parte norte da casca, típica de emissão sincrotron — quando elétrons são acelerados a velocidades próximas à da luz por campos magnéticos em espiral —, além de coincidência espacial com uma fonte de raios gama, o que sugere aceleração de partículas de alta energia. Esses elementos reforçam a classificação do objeto como um SNR.
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A ausência de um objeto compacto remanescente e sua posição fora do plano galáctico indicam que Abeona provavelmente se originou de uma supernova do tipo Ia, ou seja, a partir da explosão de uma estrela anã branca — um tipo de estrela pequena e muito densa. Ele passa a integrar um pequeno grupo de remanescentes de alta latitude que exibem emissão energética significativa.
Segundo os autores, objetos como Abeona são valiosos para estudar processos de aceleração e difusão de raios cósmicos no meio interestelar. A descoberta destaca a importância de levantamentos de rádio de alta sensibilidade para revelar estruturas fracas e pouco exploradas da Via Láctea.
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