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'Não acompanham ritmo': especialista explica por que estaleiros dos EUA precisam de ajuda estrangeira

© Foto / X / ReproduçãoO Estaleiro Naval de Pearl Harbor e a Instalação de Manutenção Intermediária devolvem o submarino de ataque rápido da classe Virginia USS Hawaii (SSN-776) à Marinha dos EUA, em 22 de julho de 2024
O Estaleiro Naval de Pearl Harbor e a Instalação de Manutenção Intermediária devolvem o submarino de ataque rápido da classe Virginia USS Hawaii (SSN-776) à Marinha dos EUA, em 22 de julho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 30.04.2026
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Em meio à crise de produção, estaleiros militares estadunidenses estão atrasados em relação ao ritmo de produção naval militar dos rivais chineses e, portanto, precisam da ajuda de produtores estrangeiros, afirmou o especialista militar Kris Osborn em artigo publicado na revista 19FortyFive.
Segundo sua avaliação, a suposta ameaça da China, que impetuosamente expande sua frota marítima, faz com que os Estados Unidos procurem cada vez mais construir novos navios de guerra. No entanto, segundo Osborn, para o Pentágono, essa tarefa é uma das mais difíceis.
Ressalta-se que o orçamento da Marinha dos Estados Unidos prevê um aumento de financiamento no valor de US$ 1,8 bilhões (cerca de R$ 9,36 bilhões) com fins de intensificar produção naval.
Osborn ressaltou que a Marinha dos EUA reconheceu publicamente a necessidade de aumentar sua frota para manter a dissuasão e a flexibilidade operacional, especialmente na região do Indo-Pacífico, mas os estaleiros militares estadunidenses estão operando no limite de sua capacidade ou perto dele, e não podem aumentar rapidamente a produção.

"Enquanto a China constrói novos estaleiros sem muita dificuldade e continua a produzir em massa navios de desembarque, destróieres e porta-aviões, as capacidades dos estaleiros dos EUA simplesmente não acompanham esse ritmo", constatou.

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Como solução para o problema, o autor do artigo propõe parceria com outros países que poderiam ajudar os EUA a acelerar a construção de navios de guerra. Entre esses países, Osborn aponta, em primeiro lugar, os aliados norte-americanos, Japão e Coreia do Sul.

"Estaleiros no exterior, especialmente em países aliados com mercados de trabalho competitivos e processos de fabricação otimizados, geralmente podem entregar embarcações similares a um custo menor e em prazos mais curtos", escreveu Osborn.

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Entretanto, essa parceria com países estrangeiros, mesmo que com os aliados, implica grandes riscos para a Marinha dos EUA. Entre esses riscos estão a possível divulgação de informações críticas e o roubo de sistemas de armas secretas e especializadas dos EUA.
Além disso, de acordo com Osborn, nessa cooperação pode haver um risco relacionado aos problemas de encontrar e reter mão de obra qualificada e especialistas em construção naval.
Anteriormente, o mesmo analista militar escreveu que o complexo militar-industrial dos Estados Unidos não consegue fornecer às Forças Armadas equipamentos modernos devido a programas de desenvolvimento excessivamente longos.
Na avaliação do especialista, o desejo do Exército norte-americano de criar equipamentos cada vez mais avançados tem levado a atrasos catastróficos e falhas na implementação de programas prolongados demais.
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