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Mídia: Japão abre mercado de armas e atrai aliados inquietos com incertezas na segurança dos EUA

© AP Photo / Eugene HoshikoO tanque tipo 90 da Força de Auto-defesa Terrestre Japonesa dispara sua arma contra um alvo durante um exercício anual de simulação no acampamento Minami Eniwa na terça-feira, 7 de dezembro de 2021, em Eniwa, ilha japonesa de Hokkaido, no norte do Japão
O tanque tipo 90 da Força de Auto-defesa Terrestre Japonesa dispara sua arma contra um alvo durante um exercício anual de simulação no acampamento Minami Eniwa na terça-feira, 7 de dezembro de 2021, em Eniwa, ilha japonesa de Hokkaido, no norte do Japão - Sputnik Brasil, 1920, 15.04.2026
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Japão acelera a maior abertura de seu mercado de armas desde a Segunda Guerra, atraindo países como Polônia e Filipinas em meio à pressão sobre o fornecimento dos EUA e à incerteza gerada pelas posições de Donald Trump sobre alianças de segurança.
A iminente flexibilização das regras de exportação de armas do Japão despertou forte interesse entre aliados dos EUA, de Varsóvia a Manila, em um momento em que a hesitação do presidente norte-americano Donald Trump sobre compromissos de segurança e a guerra no Irã e o conflito na Ucrânia pressionam a capacidade de fornecimento militar de Washington.
O governo da primeira‑ministra Sanae Takaichi deve formalizar ainda neste mês as mudanças aprovadas pelo partido governista, em uma tentativa de revitalizar a indústria de defesa do país, segundo a Reuters.
Embora historicamente afastado do mercado global de armamentos desde a Segunda Guerra Mundial, o Japão mantém investimentos robustos — US$ 60 bilhões (mais de R$ 361,2 bilhões) neste ano — que sustentam uma indústria capaz de produzir sistemas avançados, como submarinos e caças. Essa capacidade agora atrai potenciais compradores, especialmente países que buscam modernizar suas forças diante de tensões regionais.
Entre os interessados estão Polônia e Filipinas, cujas forças armadas passam por processos de modernização. De acordo com a apuração, executivos da Toshiba e da Mitsubishi Electric afirmaram que estão contratando mais funcionários e ampliando a capacidade produtiva para atender à demanda crescente, revelando detalhes inéditos da preparação do setor privado japonês.
Um dos primeiros acordos que Takaichi deve aprovar envolve a venda de fragatas usadas às Filipinas, país em disputa marítima com a China no mar do Sul da China. Segundo autoridades japonesas, a operação pode abrir caminho para futuras exportações de sistemas antimísseis, ampliando o alcance da política de defesa de Tóquio.
O Míssil Guiado Superfície‑Navio Tipo‑12 (versões lançadas de terra) e o Projétil Planador de Alta Velocidade foram oficialmente renomeados para Míssil Guiado Superfície‑Navio Tipo‑25 (25SSM) e Projétil Planador de Alta Velocidade Tipo‑25 (25HGP), respectivamente, e foram implantados pela primeira vez em unidades como mísseis de longo alcance desenvolvidos domesticamente - Sputnik Brasil, 1920, 31.03.2026
Panorama internacional
Mídia: Japão aumenta militarização com implantação de míssil de longo alcance e sistemas de defesa
Na Europa, diplomatas veem na mudança japonesa uma oportunidade para reduzir a dependência das armas dos EUA, cuja produção está pressionada por conflitos simultâneos. A imprevisibilidade de Trump, incluindo declarações sobre alianças e decisões controversas, reforça o impulso por diversificação, segundo diplomatas ouvidos pela mídia britânica sob condição de anonimato.

Empresas japonesas também se movimentam. A Mitsubishi Electric, por exemplo, tem reforçado equipes em Londres e Singapura para facilitar exportações, enquanto grupos europeus, como o polonês WB, já firmaram acordos preliminares com fabricantes japoneses, especialmente na área de drones.

O gabinete de Takaichi evitou comentar negociações específicas, remetendo a um discurso no qual a premiê afirmou que revisa os controles para fortalecer a produção de defesa do Japão e apoiar aliados.
A Casa Branca também não detalhou sua posição, embora tenha destacado a proximidade entre os governos de Trump e Takaichi.

As mudanças atuais são parte de um processo iniciado há mais de uma década, quando o ex‑premiê Shinzo Abe flexibilizou uma proibição quase total às exportações para permitir o desenvolvimento conjunto de armamentos com parceiros.

No entanto, o avanço foi limitado por restrições persistentes e pela relutância das empresas japonesas em entrar no mercado global de defesa — um cenário que agora começa a mudar de forma mais decisiva.

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