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Maior feira de segurança da América Latina tem drone naval antiminas da Marinha em meio a tensões EUA-Irã
Maior feira de segurança da América Latina tem drone naval antiminas da Marinha em meio a tensões EUA-Irã
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Tecnologia que detecta minas navais ― arma no centro das tensões entre Estados Unidos e Irã no estreito de Ormuz ― está em exibição nesta terça-feira (14) na... 14.04.2026, Sputnik Brasil
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O evento, realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP), reúne mais de 120 marcas nacionais e internacionais em 24 mil metros quadrados de área de exposição, e vai até quinta-feira (16).Entre os expositores, está a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), companhia pública vinculada à Marinha do Brasil que apresenta o USV Suppressor ― embarcação autônoma de superfície desenvolvida para detectar e localizar minas navais em parceria com a startup brasileira TideWise.O contexto ao qual se refere é o conflito no Oriente Médio, que voltou a colocar as minas navais iranianas como ameaça concreta ao tráfego no estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.O Suppressor existe em duas versões. O Suppressor 7, de sete metros, é voltado para operações militares embarcadas e pode ser reconfigurado para diferentes missões sem alteração do casco. "O Suppressor 7 é uma embarcação autônoma para defesa, multipropósito. Ele tanto serve para contramedidas de minagem, como para patrulha e vigilância, guerra antissubmarino, enfim, várias utilidades, dependendo da configuração que você dá na mesma plataforma", explicou Montenegro. As primeiras entregas do Suppressor estão programadas para este ano.A segunda versão, chamada Suppressor IFR, atua como sistema integrado de gestão e segurança marítima a partir de uma base móvel terrestre. Segundo Montenegro, o sistema gera informações táticas para abordagem e inteligência, com capacidade de integração a redes de comando e controle. "A partir da base móvel conectada ao Suppressor, a gente gera informação para abordagem ou informações de inteligência, podendo conectar a sistemas de comando e controle", detalhou.Montenegro descreveu a Emgepron como uma companhia que combina sua missão institucional junto à Marinha com a busca ativa por mercados civis e privados. "A Emgepron é uma empresa do Ministério da Defesa, gerenciada por meio da Marinha, que tem por objetivo atender às necessidades [da Marinha], mas não só. Ela busca outros mercados, como o mercado extra-Marinha, que é a prestação de serviços para o setor privado, eventualmente utilizando recursos que podem estar disponíveis na Marinha", disse.Ele destacou ainda que a Emgepron não depende de orçamento federal para operar. Esse modelo permite investir recursos próprios em inovação, como foi o caso do Suppressor. Além do projeto de embarcação autônoma, Montenegro citou a participação da Emgepron no Programa de Obtenção de Navios-Patrlha (Pronapa), que inclui a construção de navios-patrulha de 500 toneladas e o gerenciamento da construção das fragatas da classe Tamandaré, descrito como exemplo da experiência da companhia em projetos de alta complexidade.A Emgepron tem investido mais de R$ 20 milhões em recursos próprios nos projetos do Suppressor e do navio-patrulha NPa-500BR. O projeto USV Suppressor é o primeiro do mercado de defesa brasileiro e da América Latina com essa finalidade.
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Maior feira de segurança da América Latina tem drone naval antiminas da Marinha em meio a tensões EUA-Irã
18:29 14.04.2026 (atualizado: 20:12 14.04.2026) Especiais
Tecnologia que detecta minas navais ― arma no centro das tensões entre Estados Unidos e Irã no estreito de Ormuz ― está em exibição nesta terça-feira (14) na LAAD Security Milipol Brazil 2026, maior feira de segurança e defesa da América Latina.
O evento, realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP), reúne mais de 120 marcas nacionais e internacionais em 24 mil metros quadrados de área de exposição, e vai até quinta-feira (16).
Entre os expositores, está a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), companhia pública
vinculada à Marinha do Brasil que apresenta o USV Suppressor ― embarcação autônoma de superfície desenvolvida
para detectar e localizar minas navais em parceria com a startup brasileira TideWise.
"Recentemente, ficou muito na mídia por conta da questão das minas. É um equipamento autônomo de identificação e localização de minas, absolutamente adequado às necessidades, por exemplo, do momento", afirmou Flávio Montenegro, representante da Emgepron.
O contexto ao qual se refere é o conflito no Oriente Médio, que voltou a colocar as minas navais iranianas como ameaça concreta ao
tráfego no estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.
O Suppressor existe em duas versões. O Suppressor 7, de sete metros, é voltado para operações militares embarcadas e pode ser reconfigurado para diferentes missões sem alteração do casco. "O Suppressor 7 é uma embarcação autônoma para defesa, multipropósito. Ele tanto serve para contramedidas de minagem, como para patrulha e vigilância, guerra antissubmarino, enfim, várias utilidades, dependendo da configuração que você dá na mesma plataforma", explicou Montenegro. As primeiras entregas do Suppressor estão programadas para este ano.
A segunda versão, chamada Suppressor IFR, atua como sistema integrado de gestão e segurança marítima a partir de uma base móvel terrestre. Segundo Montenegro, o sistema gera informações táticas para abordagem e inteligência, com capacidade de integração a redes de comando e controle. "A partir da base móvel conectada ao Suppressor, a gente gera informação para abordagem ou informações de inteligência, podendo
conectar a sistemas de comando e controle", detalhou.
Montenegro descreveu a Emgepron como uma companhia que combina sua missão institucional junto à Marinha com a busca ativa por mercados civis e privados. "A Emgepron é uma empresa do Ministério da Defesa, gerenciada por meio da Marinha, que tem por objetivo atender às necessidades [da Marinha], mas não só. Ela busca outros mercados, como o mercado extra-Marinha, que é a prestação de serviços para o setor privado, eventualmente utilizando recursos que podem estar disponíveis na Marinha", disse.
Ele destacou ainda que a Emgepron não depende de orçamento federal para operar. Esse modelo permite investir recursos próprios em inovação, como foi o caso do Suppressor.
Além do projeto de embarcação autônoma, Montenegro citou a participação da Emgepron no Programa de Obtenção de Navios-Patrlha (Pronapa), que inclui a construção de navios-patrulha de 500 toneladas e o gerenciamento da
construção das fragatas da classe Tamandaré, descrito como exemplo da experiência da companhia em projetos de alta complexidade.
A Emgepron tem investido mais de R$ 20 milhões em recursos próprios nos projetos do Suppressor e do navio-patrulha NPa-500BR. O projeto USV Suppressor é o primeiro do mercado de defesa brasileiro e da América Latina com essa finalidade.
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