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'O que acontece em Ormuz, parece com Murmansk durante a 2ª Guerra Mundial', diz analista (VÍDEOS)
'O que acontece em Ormuz, parece com Murmansk durante a 2ª Guerra Mundial', diz analista (VÍDEOS)
Sputnik Brasil
Na Grande Guerra pela Pátria, a Batalha de Murmansk foi de crucial importância por ocorrer no coração do Ártico, um dos principais fluxos marítimos do mundo. A... 06.04.2026, Sputnik Brasil
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2ª guerra mundial: ecos, lições e marcas no século xxi
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O confronto supracitado pode ser equiparado ao que ocorre em Ormuz devido à importância de se ter o poder de determinar a navegabilidade em uma região, como explica Ricardo Quiroga Vinhas, membro do Grupo de Estudos 9 de maio, em entrevista à Sputnik Brasil para o quinto capítulo da série "Segunda Guerra Mundial: ecos, lições e marcas no século XXI".O especialista também ressalta que, assim como o Irã, a URSS não estava lutando apenas contra um adversário e, por isso, teve que diversificar suas táticas, dessa forma, não focou apenas em atacar o inimigo, mas também em outros meios para diminuir o ímpeto da contraofensiva dos invasores nazifascistas, ao utilizar a geografia local como uma arma, assim como Teerã está fazendo ao atacar bases estadunidenses no golfo.Luta pelo mar definiu ações em terra em MurmanskEsse episódio histórico aconteceu na península de Kola, que foi de crucial importância por servir como corredor de abastecimento do Lend-Lease (armamentos e suprimentos que vinham como forma de empréstimo dos aliados para a União Soviética) e, como relembra o pesquisador, essa rota chegou a ser conhecida como o Portal do Inferno.Quiroga, que publicou o seu artigo "A batalha do Ártico e a Destruição da Esquadra Negra" no livro "A Grande Guerra Patriótica dos Soviéticos", destaca que até o teatro de operações em Murmansk foi basicamente uma batalha naval, uma vez que até a luta na infantaria tinha relação com a conquista do domínio marítimo.Assim como no passado, o Ártico ainda é cobiçadoA Batalha de Murmansk foi uma das mais longas e durou entre os anos de 1941 e 1944 e, para o analista, isso demonstra o quão a região ártica já era vista com prioridade e, a partir disso, ele faz um outro paralelo com a atualidade, uma vez que a Rota Marítima do Norte surge como uma alternativa ao gargalo de Ormuz. Por isso, adverte: quem tiver melhor domínio militar e estratégico poderá garantir a sua soberania, assim como os soviéticos naquela época.Em um cenário internacional cada vez mais complexo, a geoestratégia se torna cada vez mais fundamental nos manuais militares. E o que ocorreu em Murmansk segue atual, afinal, a geografia, além de localizar, pode definir a projeção geopolítica de um país ou até mesmo de uma região.
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'Assim como a URSS no Ártico na Segunda Guerra, o Irã tem vantagem territorial para controlar Ormuz', diz analista
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'Murmansk tinha um grande peso estratégico, era por onde entrava os comboios aliados', comenta especialista
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'Quem controla a rota marítima é quem dá as cartas', diz especialista
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'O que acontece em Ormuz, parece com Murmansk durante a 2ª Guerra Mundial', diz analista (VÍDEOS)
10:56 06.04.2026 (atualizado: 11:52 06.04.2026) Especiais
Na Grande Guerra pela Pátria, a Batalha de Murmansk foi de crucial importância por ocorrer no coração do Ártico, um dos principais fluxos marítimos do mundo. A disputa pelo controle da navegação sob forte ataque nos permite traçar paralelos com a crise no Oriente Médio no conflito entre EUA, Israel e Irã, que restringiu o estreito de Ormuz.
O confronto supracitado pode ser equiparado ao
que ocorre em Ormuz devido à importância de se ter o poder de determinar a navegabilidade em uma região, como explica
Ricardo Quiroga Vinhas, membro do Grupo de Estudos 9 de maio, em entrevista à Sputnik Brasil para o quinto capítulo da série "Segunda Guerra Mundial: ecos, lições e marcas no século XXI".
"Ormuz por ser uma rota comercial mundial ganha outra dimensão porque é um estreito com uso extensivo da marinha e o exército passa a ter uma importância por causa dos mísseis iranianos. O Irã, assim como no caso da URSS em Murmansk, apresenta também uma vantagem geográfica com domínio do território que o inimigo não tem", disse.
O especialista também ressalta que, assim como o Irã, a URSS não estava lutando apenas contra um adversário e, por isso, teve que diversificar suas táticas, dessa forma, não focou apenas em atacar o inimigo, mas também em outros meios para diminuir o ímpeto da contraofensiva dos invasores nazifascistas, ao utilizar a geografia local como uma arma, assim como Teerã está fazendo ao atacar bases estadunidenses no golfo.
"Na Batalha do Ártico, a URSS enfrentou, na maioria das vezes, a Alemanha nazista, porém, houve colaboração da Noruega ocupada, que tinha um papel de grande valia aos alemães devido à sua geografia, e a Finlândia, que se tornou um protetorado. Os soviéticos tiveram que diversificar suas táticas e utilizaram até submarinos para evitar o abastecimento das tropas inimigas", comenta.
Luta pelo mar definiu ações em terra em Murmansk
Esse episódio histórico aconteceu na península de Kola, que foi de crucial importância por servir como corredor de
abastecimento do Lend-Lease (armamentos e suprimentos que vinham como forma de empréstimo dos aliados para a União Soviética) e, como relembra o pesquisador, essa rota chegou a ser conhecida como o Portal do Inferno.
"Murmansk tinha um grande peso estratégico na época da guerra, onde possuía uma base naval chamada Polyarny, ali na península de Kola, por onde entravam os comboios aliados com ajuda material. Porque a URSS era quem sustentava o principal peso da guerra na Europa, então tinha que ser abastecida com munição, tanques, rifles e petróleo", destaca.
Quiroga, que publicou o seu artigo "A batalha do Ártico e a Destruição da Esquadra Negra" no livro "A Grande Guerra Patriótica dos Soviéticos", destaca que até o teatro de operações em Murmansk foi basicamente uma batalha naval, uma vez que até a luta na infantaria tinha relação com a conquista do domínio marítimo.
"A Operação Blaufuchs [Raposa Azul] empreendida pelos nazistas visava ataque por ar, terra e mar. Então, a Alemanha ia usar tropas que já tinham experiência na ocupação da Noruega, ou seja, um país com alguma semelhança geográfica naquela região com a URSS. Mas a luta por terra era um acessório para se tomar todo o controle do mar", pontua.
Assim como no passado, o Ártico ainda é cobiçado
A Batalha de Murmansk foi uma das mais longas e durou entre os anos de 1941 e 1944 e, para o analista, isso demonstra o quão a região ártica já era vista com prioridade e, a partir disso,
ele faz um outro paralelo com a atualidade, uma vez que a Rota Marítima do Norte surge como uma alternativa ao gargalo de Ormuz. Por isso, adverte: quem tiver melhor domínio militar e estratégico poderá garantir a sua soberania, assim como os soviéticos naquela época.
"A lição que Murmansk deixa é que quem controla a rota marítima é quem dá as cartas. Na época, os soviéticos controlaram a rota de abastecimento [em Murmansk] e em Ormuz nós vemos o Irã colocando uma pressão muito grande em cima dos EUA por controlar o estreito", conclui.
Em um cenário internacional cada vez mais complexo, a geoestratégia se torna cada vez mais fundamental nos manuais militares. E o que ocorreu em Murmansk segue atual, afinal, a geografia, além de localizar, pode definir a projeção geopolítica de um país ou até mesmo de uma região.
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