https://noticiabrasil.net.br/20260101/japao-acelera-reforco-militar-e-amplia-papel-ofensivo-diante-da-pressao-chinesa-e-dos-eua-diz-midia-46618828.html
Japão acelera reforço militar e amplia papel ofensivo diante da pressão chinesa e dos EUA, diz mídia
Japão acelera reforço militar e amplia papel ofensivo diante da pressão chinesa e dos EUA, diz mídia
Sputnik Brasil
O Japão acelera o maior reforço militar desde a Segunda Guerra Mundial, dobrando gastos em defesa para conter a China e atender à pressão dos EUA, enquanto a... 01.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-01T05:02-0300
2026-01-01T05:02-0300
2026-01-01T05:02-0300
panorama internacional
ásia e oceania
japão
ministério de defesa do japão
defense news
sanae takaichi
shinzo abe
china
tóquio
organização do tratado do atlântico norte
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/01/01/46618248_0:160:3072:1888_1920x0_80_0_0_e0b57c5fec3b82ca51430b8a89edfc62.jpg
De acordo com o Defense News, o Japão tem acelerado um amplo reforço de suas capacidades militares diante do avanço da China na região, dobrando gastos em armamentos e respondendo à pressão dos EUA por maior participação na segurança asiática. A nova primeira‑ministra, Sanae Takaichi, de linha dura, defende que o país precisa ser mais autossuficiente militarmente.Tóquio insiste que continua comprometida com a paz, mas Pequim e outros críticos afirmam que o Japão está se afastando de seu pacifismo pós‑guerra, especialmente após Takaichi sugerir que uma ação chinesa contra Taiwan poderia justificar uma resposta militar japonesa. O debate reacende questionamentos sobre a compatibilidade desse fortalecimento com a Constituição pacifista do país.O Artigo 9, criado sob ocupação norte-americana em 1947, proíbe o uso da força e a manutenção de forças militares convencionais. Contudo, desde a Guerra da Coreia, os EUA passaram a ver o Japão como aliado estratégico, levando à criação das Forças de Autodefesa em 1954. Ao longo das décadas, Tóquio ampliou gradualmente o conceito de "autodefesa".Uma virada importante ocorreu sob Shinzo Abe, que reinterpretou o Artigo 9 em 2014 para permitir defesa coletiva e aprovou leis que autorizam o uso da força caso aliados sejam atacados. Takaichi aprofundou essa mudança ao adotar posições mais explícitas sobre possíveis cenários envolvendo a China, irritando Pequim.As tensões bilaterais cresceram com incidentes militares recentes, como radares chineses travados em aeronaves japonesas e operações de porta‑aviões chineses perto de Iwo Jima. Em resposta, o governo aprovou um orçamento de defesa recorde, acima de 9 trilhões de ienes (cerca de R$ 318,6 bilhões), com foco em mísseis de cruzeiro e sistemas não tripulados.A China acusa o Japão de abandonar o caminho pacífico e critica o histórico de Takaichi, que já visitou o Santuário Yasukuni, visto por chineses e coreanos como símbolo de falta de arrependimento pelo passado militarista. Em 2025, ela evitou visitas diretas, mas enviou oferendas simbólicas.Desde 2022, o Japão assumiu papéis mais ofensivos, adotando uma estratégia que prevê capacidades de contra‑ataque e identifica a China como seu principal desafio estratégico. O país rompeu o limite histórico de 1% do produto interno bruto (PIB) em defesa e deve atingir 2% antes do previsto, alinhando‑se às expectativas dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).Tóquio também busca expandir sua indústria de defesa, flexibilizando exportações de armas, desenvolvendo caças com Reino Unido e Itália e negociando vendas de fragatas para a Austrália. Debates internos incluem até a possibilidade de submarinos nucleares, embora o governo reafirme os três princípios não nucleares, mesmo enquanto avalia novas capacidades de dissuasão.
https://noticiabrasil.net.br/20251226/perturbador-da-paz-midia-chinesa-alerta-sobre-militarismo-crescente-do-japao-que-ameaca-regiao-46450747.html
japão
china
tóquio
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/01/01/46618248_171:0:2902:2048_1920x0_80_0_0_1fc7352916898c0bbbe72e1cfc204a60.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
ásia e oceania, japão, ministério de defesa do japão, defense news, sanae takaichi, shinzo abe, china, tóquio, organização do tratado do atlântico norte, otan, constituição, militarização
ásia e oceania, japão, ministério de defesa do japão, defense news, sanae takaichi, shinzo abe, china, tóquio, organização do tratado do atlântico norte, otan, constituição, militarização
Japão acelera reforço militar e amplia papel ofensivo diante da pressão chinesa e dos EUA, diz mídia
O Japão acelera o maior reforço militar desde a Segunda Guerra Mundial, dobrando gastos em defesa para conter a China e atender à pressão dos EUA, enquanto a premiê Sanae Takaichi adota posições mais duras sobre Taiwan e amplia o afastamento do país de seu histórico pacifista.
De
acordo com o Defense News, o Japão tem
acelerado um amplo reforço de suas capacidades militares diante do
avanço da China na região, dobrando gastos em armamentos e respondendo à pressão dos EUA por maior participação na segurança asiática. A nova primeira‑ministra, Sanae Takaichi, de linha dura, defende que o país precisa ser mais autossuficiente militarmente.
Tóquio insiste que continua comprometida com a paz, mas Pequim e outros críticos afirmam que o Japão está se afastando de seu
pacifismo pós‑guerra, especialmente após Takaichi
sugerir que uma ação chinesa contra Taiwan poderia justificar uma resposta militar japonesa. O debate reacende questionamentos sobre a compatibilidade desse fortalecimento com a Constituição pacifista do país.
O Artigo 9, criado sob ocupação norte-americana em 1947, proíbe o uso da força e a manutenção de
forças militares convencionais. Contudo, desde a Guerra da Coreia, os
EUA passaram a ver o Japão como aliado estratégico, levando à criação das Forças de Autodefesa em 1954. Ao longo das décadas, Tóquio ampliou gradualmente o conceito de "autodefesa".
Uma virada importante ocorreu sob Shinzo Abe, que
reinterpretou o Artigo 9 em 2014 para permitir defesa coletiva e aprovou leis que autorizam o
uso da força caso aliados sejam atacados. Takaichi aprofundou essa mudança ao adotar posições mais explícitas sobre possíveis cenários envolvendo a China, irritando Pequim.

26 de dezembro 2025, 07:15
As tensões bilaterais cresceram com incidentes militares recentes, como radares chineses travados em aeronaves japonesas e
operações de porta‑aviões chineses perto de Iwo Jima. Em resposta, o governo
aprovou um orçamento de defesa recorde, acima de 9 trilhões de ienes (cerca de R$ 318,6 bilhões), com foco em mísseis de cruzeiro e sistemas não tripulados.
A China acusa o Japão de abandonar o caminho pacífico e critica o histórico de Takaichi, que já visitou o Santuário Yasukuni, visto por chineses e coreanos como símbolo de falta de arrependimento pelo passado militarista. Em 2025, ela evitou visitas diretas, mas enviou oferendas simbólicas.
Desde 2022, o Japão assumiu papéis mais ofensivos, adotando uma estratégia que prevê capacidades de contra‑ataque e identifica a China como seu principal
desafio estratégico. O país rompeu o limite histórico de
1% do produto interno bruto (PIB) em defesa e deve atingir 2% antes do previsto, alinhando‑se às expectativas dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Tóquio também busca expandir sua indústria de defesa, flexibilizando exportações de armas, desenvolvendo caças com Reino Unido e Itália e
negociando vendas de fragatas para a Austrália. Debates internos incluem até a
possibilidade de submarinos nucleares, embora o governo reafirme os três princípios não nucleares, mesmo enquanto avalia novas capacidades de dissuasão.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).