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Cuba reage a ameaças dos EUA e promete defender soberania 'em cada palmo'

© AP Photo / Ramon EspinosaO presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, durante participação em um ato contra o sequestro de Nicolás Maduro, em janeiro de 2026
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, durante participação em um ato contra o sequestro de Nicolás Maduro, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 02.05.2026
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Governo de Díaz-Canel critica sanções e declarações de Trump, que fala em "tomar o controle" da ilha e amplia pressão militar e econômica.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país defenderá sua soberania “em cada palmo do território nacional” diante da escalada de tensões com os Estados Unidos, após novas ameaças e sanções anunciadas por Donald Trump.
Em publicação nas redes sociais, Díaz-Canel declarou que "nenhum agressor, por poderoso que seja, encontrará a rendição de Cuba" e pediu que a comunidade internacional se posicione contra o que classificou como um possível “ato criminal” motivado por interesses políticos e econômicos.
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A reação ocorre após Trump reafirmar a intenção de "tomar o controle" da ilha, mencionando inclusive o deslocamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Caribe após operações no Irã. Segundo o presidente americano, a estratégia busca pressionar Cuba até uma eventual rendição.
Paralelamente, a Casa Branca anunciou um novo pacote de sanções contra indivíduos e entidades ligadas ao aparato de segurança cubano, incluindo bloqueio de ativos e restrições financeiras. O secretário de Estado, Marco Rubio, justificou as medidas ao afirmar que Cuba atua como "patrocinadora do terrorismo" e mantém vínculos com serviços de inteligência de países adversários.
O governo cubano reagiu com críticas contundentes. Em nota, a chancelaria afirmou que "Cuba não representa ameaça alguma para os Estados Unidos" e classificou as sanções como "repudiáveis e ridículas". O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, chamou as medidas de “coercitivas unilaterais” e acusou Washington de impor uma “punição coletiva” ao povo cubano.
Rodríguez também afirmou que as ações violam a Carta das Nações Unidas e não intimidarão o país. Segundo ele, as recentes declarações e medidas dos EUA elevam as tensões a "níveis perigosos".
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