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Estrelas gigantes revelam erupções que imitam supernovas e redefinem sua evolução cósmica (IMAGENS)
Estrelas gigantes revelam erupções que imitam supernovas e redefinem sua evolução cósmica (IMAGENS)
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Erupções violentas em estrelas gigantes, capazes de imitar supernovas sem destruí-las, estão ajudando astrônomos a recalibrar como esses colossos perdem massa... 04.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-04T11:37-0300
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As estrelas mais massivas do cosmos protagonizam episódios violentos de "perda de massa eruptiva", explosões tão luminosas que podem ser confundidas com supernovas — embora a estrela sobreviva ao evento. Essas chamadas "impostoras de supernova" intrigam astrônomos há décadas, pois imitam explosões estelares reais sem destruírem seus núcleos.O fenômeno ocorre quando gigantes estelares expulsam enormes quantidades de material em surtos irregulares, criando um espetáculo brilhante e imprevisível. Medir essas erupções, porém, é um desafio: métodos tradicionais em infravermelho ou rádio captam apenas o momento presente, ignorando a natureza episódica dessas perdas de massa.Essa limitação afeta diretamente os modelos de evolução estelar. Para estrelas extremamente massivas, simulações frequentemente falham em completar seus ciclos de vida, em parte porque a perda de massa eruptiva — impulsionada por condições super-Eddington, ou seja, quando a luz acaba sendo mais forte que a contenção causada pela gravidade da estrela — depende de um parâmetro de eficiência cuja magnitude era, até agora, desconhecida.A incerteza sobre esse parâmetro dificultava a compreensão dos mecanismos físicos por trás das erupções, apesar das evidências observacionais acumuladas. Foi para enfrentar esse obstáculo que uma equipe liderada por Shelley J. Cheng, do Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian, decidiu adotar uma abordagem populacional em vez de individual.O grupo analisou supergigantes vermelhas em galáxias do Grupo Local, aproveitando levantamentos como o PanSTARRS1 Medium-Deep Survey, que ampliaram a capacidade de detectar eventos luminosos transitórios. Essas estrelas, em estágios avançados de vida, fornecem um laboratório natural para calibrar a intensidade das erupções.Usando o código de evolução estelar MESA, os pesquisadores ajustaram o parâmetro de eficiência e criaram populações simuladas de estrelas com diferentes massas e idades. Depois, compararam as distribuições de brilho previstas com observações reais na Pequena e Grande Nuvens de Magalhães e na galáxia de Andrômeda.A comparação revelou uma tendência clara: a eficiência das erupções aumenta com a metalicidade. Em outras palavras, quanto mais elementos pesados uma estrela contém, mais violentas são suas perdas de massa — um efeito que altera profundamente sua trajetória evolutiva.Com essa calibração, modelos mostram que estrelas acima de 20 massas solares podem perder tanto material que sequer chegam à fase de supergigante vermelha, desviando para caminhos evolutivos alternativos. Ainda assim, a relação entre metalicidade e erupções precisa ser testada em galáxias mais distantes, e simulações futuras deverão investigar se a composição química influencia apenas a quantidade de material expelido ou também o gatilho das erupções.A história dessas estrelas eruptivas permanece em aberto. Cada novo levantamento e cada modelo refinado revelam mais nuances desse comportamento extremo, lembrando-nos de que a vida das estrelas é muito mais dinâmica — e imprevisível — do que imaginávamos.
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Estrelas gigantes revelam erupções que imitam supernovas e redefinem sua evolução cósmica (IMAGENS)
Erupções violentas em estrelas gigantes, capazes de imitar supernovas sem destruí-las, estão ajudando astrônomos a recalibrar como esses colossos perdem massa — um processo explosivo que redefine modelos de evolução estelar e revela o papel decisivo da metalicidade nessas tempestades cósmicas.
As
estrelas mais massivas do cosmos protagonizam
episódios violentos de "perda de massa eruptiva", explosões tão luminosas que podem ser
confundidas com supernovas — embora a estrela sobreviva ao evento. Essas chamadas "impostoras de supernova" intrigam astrônomos há décadas, pois imitam explosões estelares reais sem destruírem seus núcleos.
O fenômeno ocorre quando gigantes estelares expulsam enormes quantidades de material em surtos irregulares,
criando um espetáculo brilhante e imprevisível. Medir essas erupções, porém, é um desafio: métodos tradicionais em infravermelho ou rádio captam apenas o momento presente, ignorando a natureza episódica dessas
perdas de massa.
Essa limitação afeta diretamente os modelos de
evolução estelar. Para estrelas extremamente massivas, simulações frequentemente falham em completar seus ciclos de vida, em parte porque a perda de massa eruptiva — impulsionada por condições super-Eddington, ou seja,
quando a luz acaba sendo mais forte que a contenção causada pela gravidade da estrela — depende de um parâmetro de eficiência cuja magnitude era, até agora, desconhecida.
A incerteza sobre esse parâmetro dificultava a compreensão dos mecanismos físicos por trás das erupções,
apesar das evidências observacionais acumuladas. Foi para enfrentar esse obstáculo que uma equipe liderada por Shelley J. Cheng, do Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian,
decidiu adotar uma abordagem populacional em vez de individual.
O grupo analisou
supergigantes vermelhas em galáxias do Grupo Local, aproveitando levantamentos como o PanSTARRS1 Medium-Deep Survey, que
ampliaram a capacidade de detectar eventos luminosos transitórios. Essas estrelas, em estágios avançados de vida, fornecem um laboratório natural para calibrar a intensidade das erupções.
Usando o código de evolução estelar MESA, os pesquisadores ajustaram o parâmetro de eficiência e
criaram populações simuladas de estrelas com diferentes massas e idades. Depois, compararam as
distribuições de brilho previstas com observações reais na Pequena e Grande Nuvens de Magalhães e na galáxia de Andrômeda.
A comparação revelou uma tendência clara: a
eficiência das erupções aumenta com a metalicidade. Em outras palavras, quanto mais
elementos pesados uma estrela contém, mais violentas são suas perdas de massa — um efeito que altera profundamente sua trajetória evolutiva.
Com essa calibração, modelos mostram que
estrelas acima de 20 massas solares podem perder tanto material que sequer chegam à fase de supergigante vermelha, desviando para caminhos evolutivos alternativos. Ainda assim, a relação entre metalicidade e erupções precisa ser testada em galáxias mais distantes, e simulações futuras deverão investigar se a composição química influencia apenas a
quantidade de material expelido ou também o gatilho das erupções.
A história dessas estrelas eruptivas permanece em aberto. Cada novo levantamento e cada modelo refinado revelam mais nuances desse comportamento extremo, lembrando-nos de que a vida das estrelas é muito mais dinâmica — e imprevisível — do que imaginávamos.
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