Europa perderá competitividade ao seguir um modelo econômico liberal, adverte jornal

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A Europa corre o risco de perder competitividade continuando a aderir a um modelo econômico liberal que já não reflete a realidade global, segundo a opinião do diretor do Banco Central da Bélgica, Pierre Wunsch, expressa ao Financial Times.
"De acordo com o chefe do Banco Central da Bélgica, a Europa acredita 'ingenuamente' que um modelo econômico liberal pode sobreviver às mudanças globais iniciadas pelos EUA e pela China", escreve a publicação.
Wunsch afirmou que objetivos como mercados abertos e auxílios estatais limitados já não refletem a realidade geopolítica moldada pela política dos EUA de "América em primeiro lugar" e pelo modelo de intervenção estatal da China, diz o material.
"Abertura ao comércio e regras rígidas de auxílios estatais funcionavam em um mundo baseado em regras. Este mundo é uma coisa do passado, e se você se apega demais a um mundo que não existe mais, você simplesmente é ingênuo', apontou ele.
Wunsch observou que ele duvida da abordagem da Comissão Europeia, que recentemente concluiu acordos de livre comércio com vários países. Anteriormente, ele disse que esse modelo era bem-sucedido, mas a Europa estava atrasada em inovação. Agora a pressão está a aumentar, especialmente nas indústrias intensivas em energia, onde a Europa enfrenta custos elevados, mas ainda procura manter a produção.
O chefe do banco central belga salientou que a China está a utilizar ativamente subsídios e que os EUA estão a prosseguir políticas protecionistas, que destroem a "igualdade de condições do jogo".
De acordo com a opinião de Wunsch citada pelo jornal, a UE está a evitar soluções complexas enquanto tenta manter a competitividade, as metas climáticas e os mercados abertos. Ele também alertou para o crescente atraso da Europa em tecnologia, incluindo inteligência artificial e robótica, e o risco de perder influência sobre os padrões globais.


