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Lula lança Novo Desenrola: 'O que não pode, é renegociar e continuar apostando em bet' (VÍDEO)

© Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilO presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues (E), da Casa Civil, Miriam Belchior (atrás de Lula), da Fazenda, Dário Durigan (D) e do Planejamento, Bruno Moretti (fora da imagem), assina Medida Provisória referente ao Novo Desenrola Brasil, Brasília, 4 de maio de 2026
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues (E), da Casa Civil, Miriam Belchior (atrás de Lula), da Fazenda, Dário Durigan (D) e do Planejamento, Bruno Moretti (fora da imagem), assina Medida Provisória referente ao Novo Desenrola Brasil, Brasília, 4 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 04.05.2026
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O governo Lula lançou o Novo Desenrola Brasil, programa que renegocia dívidas feitas até janeiro de 2026 e atrasadas entre 90 dias e dois anos, com descontos de até 90% e juros limitados a 1,99% ao mês. Voltado a quem ganha até cinco salários mínimos, inclui uso do FGTS e cria um fundo garantidor para ampliar o alcance das renegociações.
O Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal nesta segunda-feira (4), mira a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atrasadas entre 90 dias e dois anos, abrangendo débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal para quem ganha até cinco salários mínimos.
Para aderir, os endividados devem procurar diretamente os canais oficiais dos bancos. O programa foi dividido em quatro frentes — famílias, Fies, empresas e agricultores — sendo a linha para famílias a principal, com acesso simplificado para quem está dentro da faixa de renda.
A iniciativa também permite o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas: até 20% do saldo disponível, ou no mínimo R$ 1 mil, serão liberados, com estimativa de até R$ 8,2 bilhões destinados aos trabalhadores. Para evitar desvios, a Caixa transferirá o valor diretamente ao banco credor. Além das dívidas de cartão, cheque especial, rotativo e crédito pessoal, também será possível renegociar débitos do Fies.
Os juros serão limitados a 1,99% ao mês, com descontos que variam de 30% a 90% no valor principal, dependendo da linha de crédito e do prazo. Uma calculadora será disponibilizada para que os trabalhadores possam simular os abatimentos. O pacote integra um esforço mais amplo do governo para reduzir o endividamento, anunciado pelo presidente na semana anterior.
Para viabilizar as renegociações, o governo criará um fundo garantidor com recursos públicos, que cobrirá eventuais calotes. Esse fundo será formado por valores esquecidos em bancos — entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões — além de um aporte adicional de até R$ 5 bilhões da União. Como contrapartida, quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em plataformas de apostas online.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o pomar da ciência, onde serão apresentadas pesquisas de pitaya, maracujá e baunilha e participa da cerimônia de abertura da Feira Brasil na Mesa, na Embrapa Cerrados, em Planaltina, Brasília (DF), 23 de abril de 2026  - Sputnik Brasil, 1920, 03.05.2026
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O endividamento "é uma prática de uma grande parcela do povo brasileiro. E é muito bom que o povo tenha a capacidade de se endividar [...], mas com muita responsabilidade [...]. É importante a gente estar chamando a atenção, para que as pessoas façam suas dívidas e não percam de vista as suas condições de pagamento", disse Lula.

Segundo o Banco Central, 117 milhões de brasileiros tinham dívidas com instituições financeiras no fim de 2024, o que evidencia a dimensão do problema.
Durante o lançamento do programa, o presidente argumentou que "o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", reforçando o caráter educativo da medida.
O detalhamento do programa ocorre em um momento politicamente delicado para o governo, que enfrenta resistência no Congresso e dificuldades para avançar em pautas estruturais. Diante desse cenário, o Planalto tem priorizado medidas econômicas de impacto rápido e perceptível no cotidiano da população.
Internamente, programas de renegociação e retirada de restrições no CPF são vistos como instrumentos capazes de recuperar apoio entre eleitores mais afetados pelo endividamento, reduzir a dependência de negociações legislativas e reforçar a ideia de reconstrução econômica e social que o governo pretende levar ao ciclo eleitoral de 2026.
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