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EUA oferecem recompensa milionária por denúncias contra JBS e outras gigantes da carne, diz mídia
EUA oferecem recompensa milionária por denúncias contra JBS e outras gigantes da carne, diz mídia
Sputnik Brasil
O governo dos EUA ofereceu recompensas que podem superar US$ 1 milhão para obter informações sobre práticas abusivas atribuídas a gigantes do setor de carne... 07.05.2026, Sputnik Brasil
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O governo dos EUA lançou uma operação contra práticas comerciais abusivas no setor de carne bovina, oferecendo recompensas que podem superar US$ 1 milhão (cerca de R$ 4,92 milhões) a quem fornecer informações relevantes. Segundo a mídia brasileira, as investigações miram JBS, National Beef (controlada pela Marfrig), além das norte‑americanas Cargill e Tyson Foods, suspeitas de elevar preços por conluio, segundo acusações feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump.A apuração começou após Trump afirmar que as quatro empresas teriam manipulado o mercado, ampliando seu domínio de um terço para mais de 80% das compras de gado entre 1980 e 1990. O Departamento de Justiça dos EUA já analisou mais de três milhões de documentos e ouviu centenas de pecuaristas e produtores para identificar possíveis crimes concorrenciais.O caso ganhou contornos políticos após declarações da secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, que classificou a presença de empresas estrangeiras no setor como uma ameaça ao país. Ela citou denúncias envolvendo corrupção, cartéis e trabalho escravo, incluindo ações recentes no Brasil, como o pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) para condenar a JBS por trabalho análogo à escravidão na cadeia da pecuária.A tensão aumentou quando o conselheiro de Comércio de Trump, Peter Navarro, afirmou que o lobby da carne, liderado por empresas brasileiras, teria pressionado a Casa Branca em meio ao tarifaço imposto aos produtos do Brasil, afirmou a mídia. Em agosto, os EUA aplicaram tarifas de 50% sobre diversas exportações brasileiras, incluindo carne.O mercado norte‑americano enfrenta ainda uma forte redução na oferta de gado, no menor nível em 75 anos, após seca prolongada e suspensão das importações mexicanas por risco sanitário. A demanda interna, porém, segue elevada, pressionando preços e levando frigoríficos a pagar mais pelo gado.Nesse cenário, produtores criticaram Trump após ele sugerir importar mais carne da Argentina para conter preços. O presidente rebateu dizendo que os pecuaristas só estão em boa situação graças às tarifas impostas ao Brasil e outros países.
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EUA oferecem recompensa milionária por denúncias contra JBS e outras gigantes da carne, diz mídia
O governo dos EUA ofereceu recompensas que podem superar US$ 1 milhão para obter informações sobre práticas abusivas atribuídas a gigantes do setor de carne, incluindo JBS, National Beef, Cargill e Tyson Foods, após acusações de conluio e manipulação de preços feitas pelo presidente Donald Trump.
O
governo dos EUA lançou uma
operação contra práticas comerciais abusivas no setor de carne bovina, oferecendo recompensas que podem superar US$ 1 milhão (cerca de R$ 4,92 milhões) a quem fornecer informações relevantes.
Segundo a mídia brasileira, as investigações miram JBS, National Beef (controlada pela Marfrig), além das norte‑americanas Cargill e Tyson Foods, suspeitas de elevar preços por conluio, segundo acusações feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
A apuração começou após Trump afirmar que as
quatro empresas teriam manipulado o mercado, ampliando seu domínio de um terço para mais de 80% das compras de gado entre 1980 e 1990. O
Departamento de Justiça dos EUA já analisou mais de três milhões de documentos e ouviu centenas de pecuaristas e produtores para identificar possíveis crimes concorrenciais.
A recompensa oferecida pode chegar a 30% das multas aplicadas, que devem ultrapassar US$ 1 milhão. A Marfrig declarou respeitar as leis de concorrência e destacou que a National Beef tem 700 produtores locais como sócios. A JBS, maior produtora de carne nos EUA, não respondeu aos pedidos de comentário.
O caso ganhou
contornos políticos após declarações da secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, que
classificou a presença de empresas estrangeiras no setor como uma ameaça ao país. Ela citou denúncias envolvendo corrupção, cartéis e trabalho escravo, incluindo ações recentes no Brasil, como o pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) para
condenar a JBS por trabalho análogo à escravidão na cadeia da pecuária.
A tensão aumentou quando o conselheiro de Comércio de Trump, Peter Navarro, afirmou que o
lobby da carne, liderado por empresas brasileiras,
teria pressionado a Casa Branca em meio ao tarifaço imposto aos produtos do Brasil, afirmou a mídia. Em agosto, os EUA aplicaram tarifas de 50% sobre diversas exportações brasileiras, incluindo carne.
O mercado norte‑americano enfrenta ainda uma
forte redução na oferta de gado, no menor nível em 75 anos, após seca prolongada e suspensão das importações mexicanas por risco sanitário. A
demanda interna, porém, segue elevada, pressionando preços e levando frigoríficos a pagar mais pelo gado.
Nesse cenário, produtores criticaram Trump após ele sugerir importar mais carne da Argentina para conter preços. O presidente rebateu dizendo que os pecuaristas só estão em boa situação graças às tarifas impostas ao Brasil e outros países.
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