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EUA oferecem recompensa milionária por denúncias contra JBS e outras gigantes da carne, diz mídia

© AP Photo / LM OteroUma cliente observa embalagens de carne em um supermercado em Dallas, 15 de abril de 2026
Uma cliente observa embalagens de carne em um supermercado em Dallas, 15 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 07.05.2026
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O governo dos EUA ofereceu recompensas que podem superar US$ 1 milhão para obter informações sobre práticas abusivas atribuídas a gigantes do setor de carne, incluindo JBS, National Beef, Cargill e Tyson Foods, após acusações de conluio e manipulação de preços feitas pelo presidente Donald Trump.
O governo dos EUA lançou uma operação contra práticas comerciais abusivas no setor de carne bovina, oferecendo recompensas que podem superar US$ 1 milhão (cerca de R$ 4,92 milhões) a quem fornecer informações relevantes. Segundo a mídia brasileira, as investigações miram JBS, National Beef (controlada pela Marfrig), além das norte‑americanas Cargill e Tyson Foods, suspeitas de elevar preços por conluio, segundo acusações feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
A apuração começou após Trump afirmar que as quatro empresas teriam manipulado o mercado, ampliando seu domínio de um terço para mais de 80% das compras de gado entre 1980 e 1990. O Departamento de Justiça dos EUA já analisou mais de três milhões de documentos e ouviu centenas de pecuaristas e produtores para identificar possíveis crimes concorrenciais.

A recompensa oferecida pode chegar a 30% das multas aplicadas, que devem ultrapassar US$ 1 milhão. A Marfrig declarou respeitar as leis de concorrência e destacou que a National Beef tem 700 produtores locais como sócios. A JBS, maior produtora de carne nos EUA, não respondeu aos pedidos de comentário.

O caso ganhou contornos políticos após declarações da secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, que classificou a presença de empresas estrangeiras no setor como uma ameaça ao país. Ela citou denúncias envolvendo corrupção, cartéis e trabalho escravo, incluindo ações recentes no Brasil, como o pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) para condenar a JBS por trabalho análogo à escravidão na cadeia da pecuária.
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A tensão aumentou quando o conselheiro de Comércio de Trump, Peter Navarro, afirmou que o lobby da carne, liderado por empresas brasileiras, teria pressionado a Casa Branca em meio ao tarifaço imposto aos produtos do Brasil, afirmou a mídia. Em agosto, os EUA aplicaram tarifas de 50% sobre diversas exportações brasileiras, incluindo carne.
O mercado norte‑americano enfrenta ainda uma forte redução na oferta de gado, no menor nível em 75 anos, após seca prolongada e suspensão das importações mexicanas por risco sanitário. A demanda interna, porém, segue elevada, pressionando preços e levando frigoríficos a pagar mais pelo gado.
Nesse cenário, produtores criticaram Trump após ele sugerir importar mais carne da Argentina para conter preços. O presidente rebateu dizendo que os pecuaristas só estão em boa situação graças às tarifas impostas ao Brasil e outros países.
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