Rocha de 13 kg presa à broca do Curiosity surpreende NASA em Marte (IMAGENS)
Rocha de 13 kg presa à broca do Curiosity surpreende NASA em Marte (IMAGENS)
Sputnik Brasil
Uma placa de 13 quilos se desprendeu e ficou presa à broca do rover Curiosity durante uma perfuração rotineira em Marte, um incidente inédito em 13,5 anos de... 07.05.2026, Sputnik Brasil
O episódio mais recente envolvendo o rover Curiosity em Marte começou como uma perfuração rotineira, mas rapidamente se transformou em algo inédito. Em 25 de abril de 2026, ao perfurar uma rocha chamada Atacama, o rover retirou não apenas o pó esperado, mas toda uma placa de 13 quilos que ficou presa à sua broca — algo jamais registrado em 13,5 anos de missão, segundo a NASA.A agência destacou que, embora fraturas superficiais já tivessem ocorrido, nunca uma rocha inteira havia permanecido presa ao equipamento.O incidente expôs mais uma vez os limites dos testes realizados na Terra. Mesmo com simulações avançadas, os engenheiros não conseguem prever todas as variáveis encontradas em outro planeta. Pequenas diferenças na estrutura das rochas marcianas — como microfraturas, variações de dureza ou a forma como camadas se unem — só se revelam no momento da perfuração, tornando cada operação um exercício de adaptação em tempo real.A relação do Curiosity com o terreno marciano sempre foi desafiadora, especialmente no que diz respeito à sua broca rotativa-percussiva. Projetada para triturar rochas e produzir pó para análise química e mineral, a ferramenta já enfrentou uma série de falhas desde 2015, incluindo curtos-circuitos no mecanismo de percussão e problemas no freio que levaram à suspensão das perfurações por mais de um ano.Após extensos testes, os engenheiros desenvolveram uma solução alternativa que permitiu retomar as operações em 2018. Desde então, a perfuração voltou a render resultados científicos relevantes, como a detecção de alcanos de cadeia longa no folhelho marciano (na geologia terrestre é uma rocha sedimentar fina) — compostos cuja origem ainda intriga os pesquisadores por serem difíceis de explicar apenas por processos não biológicos conhecidos.No caso da rocha Atacama, a equipe do rover tentou inicialmente liberar o bloco vibrando a broca, mas sem sucesso. Novas tentativas foram feitas em 29 de abril: a areia ao redor se desprendeu, mas a rocha continuou presa, prolongando a operação e exigindo novas estratégias da equipe em solo terrestre.O episódio reforça como a exploração marciana continua repleta de imprevistos, mesmo após mais de uma década de operação do Curiosity. Cada falha inesperada, porém, também amplia o conhecimento sobre o planeta e ajuda a aprimorar futuras missões, que dependerão de ferramentas ainda mais robustas para lidar com a complexidade geológica de Marte.
Uma placa de 13 quilos se desprendeu e ficou presa à broca do rover Curiosity durante uma perfuração rotineira em Marte, um incidente inédito em 13,5 anos de missão que expôs novamente os limites dos testes terrestres diante das surpresas geológicas do Planeta Vermelho.
O episódio mais recente envolvendo o rover Curiosity em Martecomeçou como uma perfuração rotineira, mas rapidamente se transformou em algo inédito. Em 25 de abril de 2026, ao perfurar uma rocha chamada Atacama, o rover retirou não apenas o pó esperado, mas toda uma placa de 13 quilos que ficou presa à sua broca — algo jamais registrado em 13,5 anos de missão, segundo a NASA.
A agência destacou que, embora fraturas superficiais já tivessem ocorrido, nunca uma rocha inteira havia permanecido presa ao equipamento.
O rover Curiosity da NASA usou luzes LED na extremidade de seu braço robótico para criar esta rara imagem noturna da superfície do Planeta Vermelho em 6 de dezembro de 2025, o 4.740º dia marciano, ou sol, da missão do rover.
O rover Curiosity da NASA coletou 42 amostras de rocha pulverizada em Marte com a broca na ponta de seu braço robótico. Esta grade mostra todos os 42 furos feitos pela broca durante a coleta das amostras.
O rover Curiosity da NASA usou luzes LED na extremidade de seu braço robótico para criar esta rara imagem noturna da superfície do Planeta Vermelho em 6 de dezembro de 2025, o 4.740º dia marciano, ou sol, da missão do rover.
O rover Curiosity da NASA coletou 42 amostras de rocha pulverizada em Marte com a broca na ponta de seu braço robótico. Esta grade mostra todos os 42 furos feitos pela broca durante a coleta das amostras.
O incidente expôs mais uma vez os limites dos testes realizados na Terra. Mesmo com simulações avançadas, os engenheiros não conseguem prever todas as variáveis encontradas em outro planeta. Pequenas diferenças na estrutura das rochas marcianas — como microfraturas, variações de dureza ou a forma como camadas se unem — só se revelam no momento da perfuração, tornando cada operação um exercício de adaptação em tempo real.
A relação do Curiosity com o terreno marciano sempre foi desafiadora, especialmente no que diz respeito à sua broca rotativa-percussiva. Projetada para triturar rochas e produzir pó para análise química e mineral, a ferramenta já enfrentou uma série de falhas desde 2015, incluindo curtos-circuitos no mecanismo de percussão e problemas no freio que levaram à suspensão das perfurações por mais de um ano.
Após extensos testes, os engenheiros desenvolveram uma solução alternativa que permitiu retomar as operações em 2018. Desde então, a perfuração voltou a render resultados científicos relevantes, como a detecção de alcanos de cadeia longa no folhelho marciano (na geologia terrestre é uma rocha sedimentar fina) — compostos cuja origem ainda intriga os pesquisadores por serem difíceis de explicar apenas por processos não biológicos conhecidos.
No caso da rocha Atacama, a equipe do rover tentou inicialmente liberar o bloco vibrando a broca, mas sem sucesso. Novas tentativas foram feitas em 29 de abril: a areia ao redor se desprendeu, mas a rocha continuou presa, prolongando a operação e exigindo novas estratégias da equipe em solo terrestre.
O episódio reforça como a exploração marciana continua repleta de imprevistos, mesmo após mais de uma década de operação do Curiosity. Cada falha inesperada, porém, também amplia o conhecimento sobre o planeta e ajuda a aprimorar futuras missões, que dependerão de ferramentas ainda mais robustas para lidar com a complexidade geológica de Marte.
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