Oposição cobra explicações após PF trocar delegado de inquérito do INSS, que investiga Lulinha
15:35 15.05.2026 (atualizado: 15:43 15.05.2026)

© Foto / Geraldo Magela / Agência Senado
Nos siga no
Parlamentares da oposição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva questionaram publicamente, nesta sexta-feira (15), a troca do delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
O motivo, deve-se ao fato de que delegado substituído pediu quebra de sigilo das contas de Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente brasileiro.
O senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPMI do INSS, e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) informaram que, por meio de ofício, cobraram explicações da direção-geral da PF sobre a substituição no comando da investigação.
O pedido foi protocolado no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, recebeu integrantes da corporação para uma reunião, quando foi apresentada ao magistrado a nova equipe encarregada das investigações do esquema que apura descontos associativos supostamente aplicados sem autorização em benefícios de aposentados e pensionistas.
A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha foi solicitada pela PF em janeiro de 2026 e autorizada por Mendonça. Documentos preliminares da investigação indicam a possibilidade de que ele tenha recebido uma mesada de R$ 300 mil ligada ao esquema, o que o filho do presidente nega.
Segundo a apuração, na decisão que autorizou a quebra de sigilos, Mendonça determinou que provedores preservassem e-mails e arquivos ligados ao filho do presidente. O ministro conduz não apenas o inquérito sobre as fraudes no INSS, mas também o caso do Banco Master, ampliando o alcance das apurações.



