PF faz operação contra ex-governador Cláudio Castro e dono do Grupo Refit
PF faz operação contra ex-governador Cláudio Castro e dono do Grupo Refit
Sputnik Brasil
Operações de busca e apreensão foram autorizadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que investiga esquema de sonegação de impostos no Brasil. 15.05.2026, Sputnik Brasil
A Polícia Federal (PF) cumpriu 17 mandatos de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (17) contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), e contra o dono do Grupo Refit, Ricardo Magro. A ordem foi do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.Agentes fizeram buscas na residência de Castro em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na cidade do Rio, e cumpriram sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e no Distrito Federal. Também foi determinado o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros do grupo, além da suspensão de atividades econômicas.Moraes ainda determinou a inclusão de Ricardo Magro na lista da Interpol, que faria o empresário ser procurado em 196 países — atualmente ele mora nos Estados Unidos. A solicitação da PF ainda passará por uma análise, e, se for incluído, Magro poderá ser preso em qualquer país que faça parte da rede internacional de polícias.A operação faz parte das apurações do caso Refit, em que foi revelado um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil.No governo Castro, a antiga refinaria de Manguinhos, da Refit, teve um incentivo fiscal para ampliar seu mercado no setor de óleo diesel em 2023. O ex-governador é acusado pela PF de atuar de forma decisiva para proteger e favorecer os interesses da Refit. Um celular e um tablet de Castro foram apreendidos.Em 2025, a empresa de Ricardo Magro foi um dos alvos da operação Carbono Oculto, que apura o fornecimento de combustíveis a distribuidoras ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).Em nota de defesa, Castro afirma que foi "surpreendido com a operação de hoje" e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. Segundo o portal Metrópoles, o ex-governador recebeu o ministro Moraes às vésperas da operação, na quarta-feira (13). No mesmo dia, teria se encontrado também com o ministro Flávio Dino. Segundo a mídia, o assunto dos encontros foi o julgamento no STF sobre a lei que redistribui os royalties do petróleo entre estados e municípios.
cláudio castro, alexandre de moraes, flávio dino, rio de janeiro, brasil, barra da tijuca, polícia federal (pf), supremo tribunal federal (stf), primeiro comando da capital (pcc)
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PF faz operação contra ex-governador Cláudio Castro e dono do Grupo Refit
Operações de busca e apreensão foram autorizadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que investiga esquema de sonegação de impostos no Brasil.
A Polícia Federal (PF)cumpriu 17 mandatos de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (17) contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), e contra o dono do Grupo Refit, Ricardo Magro. A ordem foi do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Agentes fizeram buscas na residência de Castro em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na cidade do Rio, e cumpriram sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e no Distrito Federal. Também foi determinado o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros do grupo, além da suspensão de atividades econômicas.
Moraes ainda determinou a inclusão de Ricardo Magro na lista da Interpol, que faria o empresário ser procurado em 196 países — atualmente ele mora nos Estados Unidos. A solicitação da PF ainda passará por uma análise, e, se for incluído, Magro poderá ser preso em qualquer país que faça parte da rede internacional de polícias.
A operação faz parte das apurações do caso Refit, em que foi revelado um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil.
No governo Castro, a antiga refinaria de Manguinhos, da Refit, teve um incentivo fiscal para ampliar seu mercado no setor de óleo diesel em 2023. O ex-governador é acusado pela PF de atuar de forma decisiva para proteger e favorecer os interesses da Refit. Um celular e um tablet de Castro foram apreendidos.
Em 2025, a empresa de Ricardo Magro foi um dos alvos da operação Carbono Oculto, que apura o fornecimento de combustíveis a distribuidoras ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em nota de defesa, Castro afirma que foi "surpreendido com a operação de hoje" e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. Segundo o portal Metrópoles, o ex-governador recebeu o ministro Moraes às vésperas da operação, na quarta-feira (13). No mesmo dia, teria se encontrado também com o ministro Flávio Dino. Segundo a mídia, o assunto dos encontros foi o julgamento no STF sobre a lei que redistribui os royalties do petróleo entre estados e municípios.
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