https://noticiabrasil.net.br/20260516/78-anos-depois-a-catastrofe-ainda-nao-acabou-sao-paulo-vai-as-ruas-pela-palestina-50430362.html
78 anos depois, a catástrofe ainda não acabou: São Paulo vai às ruas pela Palestina
78 anos depois, a catástrofe ainda não acabou: São Paulo vai às ruas pela Palestina
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Centenas de manifestantes ocuparam a Avenida Paulista neste sábado (16), em São Paulo (SP), em protesto em apoio à Palestina. O ato encerrou uma semana de... 16.05.2026, Sputnik Brasil
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As atividades em São Paulo começaram na quinta-feira (14) e encerraram neste sábado (16), com um ato unificado no Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, que, diferentemente dos anos anteriores, somou-se ao ato do Cordão da Mentira pelos 20 anos dos Crimes de Maio no Brasil.A manifestação foi pacífica e acompanhada pela Polícia Militar. Os presentes caminharam até o restaurante Al Janiah, na capital paulista, ponto de encontro de setores da causa palestina na cidade.Segundo a Federação Árabe-Palestina do Brasil, cerca de 60 mil imigrantes e refugiados palestinos vivem hoje no Brasil, e a maior parte deles mora na capital paulista.O que foi a Nakba?Em 1948, a independência do Estado de Israel foi proclamada por David Ben-Gurion, em 14 de maio, pouco antes do término do Mandato Britânico sobre a Palestina. A ação provocou reação militar imediata de Líbano, Síria, Egito, Iraque e Jordânia, resultando na 1ª guerra árabe-israelense.Durante esse período, aproximadamente 750 mil pessoas foram expulsas de suas casas ou forçadas a fugir por meios violentos, primeiro por grupos paramilitares sionistas e, após o estabelecimento do Estado de Israel, por seus militares.Em sete meses, mais de 500 cidades, vilas e bairros urbanos de maioria árabe foram despovoados.O primeiro-ministro israelense David Ben-Gurion ordenou, em 5 de abril daquele ano, o início da implementação do Plano Dalet, uma ofensiva em larga escala cujo objetivo era conquistar território e expulsar quaisquer habitantes palestinos.Em carta ao filho, Ben-Gurion escreveu: "Devemos expulsar os árabes e tomar seus lugares." Da mesma forma, Yosef Weitz, diretor de terras do Fundo Nacional Judaico, registrou em seu diário: "Deve ficar claro que não há espaço para os dois povos neste país." Ao final, 78% da área total da antiga Palestina Mandatária passou a ser controlada por Israel.Hoje, parte dessa população vive sob ocupação, enfrentando há anos a expansão colonial do Estado de Israel sobre os territórios ocupados em 1967 — Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental — enquanto a maior parte encontra-se na diáspora.Dos 13 milhões de palestinos, mais da metade vive fora de suas terras, sendo 5 milhões em campos de refugiados nos países árabes.Em dezembro de 1948, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 194, que estipulava o direito dos refugiados palestinos de retornar às suas casas "o mais rápido possível", além de indenização.
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78 anos depois, a catástrofe ainda não acabou: São Paulo vai às ruas pela Palestina
20:01 16.05.2026 (atualizado: 20:47 16.05.2026) Centenas de manifestantes ocuparam a Avenida Paulista neste sábado (16), em São Paulo (SP), em protesto em apoio à Palestina. O ato encerrou uma semana de mobilizações na capital paulista em alusão aos 78 anos da Nakba, termo árabe que significa "tragédia" ou "catástrofe" e marca a criação do Estado de Israel, em 1948.
As atividades em São Paulo começaram na quinta-feira (14) e encerraram neste sábado (16), com um ato unificado no
Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, que, diferentemente dos anos anteriores, somou-se ao ato do Cordão da Mentira
pelos 20 anos dos Crimes de Maio no Brasil.
A manifestação foi pacífica e acompanhada pela Polícia Militar. Os presentes caminharam até o restaurante Al Janiah, na capital paulista, ponto de encontro de setores da causa palestina na cidade.
Segundo a
Federação Árabe-Palestina do Brasil, cerca de 60 mil imigrantes e refugiados palestinos vivem hoje no Brasil, e a
maior parte deles mora na capital paulista.
Em 1948, a independência do Estado de Israel foi proclamada por David Ben-Gurion, em 14 de maio, pouco antes do término do Mandato Britânico sobre a Palestina. A ação provocou reação militar imediata de Líbano, Síria, Egito, Iraque e Jordânia, resultando na 1ª guerra árabe-israelense.
Durante esse período,
aproximadamente 750 mil pessoas foram expulsas de suas casas ou forçadas a fugir por meios violentos, primeiro por grupos paramilitares sionistas e, após o
estabelecimento do Estado de Israel, por seus militares.
Em sete meses, mais de 500 cidades, vilas e bairros urbanos de maioria árabe foram despovoados.
O primeiro-ministro israelense David Ben-Gurion ordenou, em 5 de abril daquele ano, o início da implementação do Plano Dalet, uma ofensiva em larga escala cujo objetivo era conquistar território e expulsar quaisquer habitantes palestinos.
Em carta ao filho, Ben-Gurion escreveu: "Devemos expulsar os árabes e tomar seus lugares." Da mesma forma, Yosef Weitz, diretor de terras do Fundo Nacional Judaico, registrou em seu diário: "Deve ficar claro que não há espaço para os dois povos neste país." Ao final, 78% da área total da antiga Palestina Mandatária passou a ser controlada por Israel.
Hoje, parte dessa população vive sob ocupação, enfrentando há anos a expansão colonial do Estado de Israel sobre os territórios ocupados em 1967 —
Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental — enquanto a maior parte encontra-se na diáspora.
Dos 13 milhões de palestinos, mais da metade vive fora de suas terras, sendo 5 milhões em campos de refugiados nos países árabes.
Em dezembro de 1948, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 194, que estipulava o
direito dos refugiados palestinos de retornar às suas casas "o mais rápido possível", além de indenização.
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