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Análise: visita de Trump à China demonstra que 'os EUA não são mais a principal potência mundial'
Análise: visita de Trump à China demonstra que 'os EUA não são mais a principal potência mundial'
Sputnik Brasil
A viagem do presidente Donald Trump a Pequim para se encontrar com seu homólogo chinês, Xi Jinping, pode ser interpretada como um sinal de que o cenário... 16.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-16T01:28-0300
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Em um contexto de interdependência econômica e comercial global, conforme o analista, os EUA entenderam que a negociação é vital em um cenário de "competição estrutural" no qual Pequim tem muito a ganhar. Assim, ele destaca, Trump colocou na mesa de Xi "alguns de seus interesses mais estratégicos, como os minerais de terras raras que a China possui e seus importantes avanços tecnológicos e, portanto, militares"."Os EUA buscaram em Pequim uma saída digna para uma série de práticas comerciais e políticas que o próprio governo Trump iniciou com o objetivo de tentar inclinar a balança a favor dos EUA", acrescenta o especialista.Trump chegou a Pequim com os EUA 'em estado de desgaste e fraqueza'O objetivo de Washington de sufocar economicamente a China por meio de tarifas agressivas não funcionou e, por isso, Trump, reuniu-se com seu homólogo, Xi Jinping, em uma posição de menor força, afirma em entrevista à Sputnik o analista internacional Tadeo Casteglione."Os EUA chegaram a Pequim em um estado de desgaste e fraqueza após não alcançarem seus objetivos em um ano e meio de governo Trump", destaca. Já a China recebeu Trump em uma "posição forte", porque conseguiu superar as atuais conjunturas geopolíticas e obteve melhores resultados, uma vez que "neutralizou os ataques comerciais dos EUA", acrescenta o analista.Segundo Casteglione, "Washington já não está em posição de impor condições à China" e agora terá de "administrar suas relações com Taiwan" se não quiser ultrapassar uma linha vermelha sobre a qual Pequim vem insistindo.
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Análise: visita de Trump à China demonstra que 'os EUA não são mais a principal potência mundial'
A viagem do presidente Donald Trump a Pequim para se encontrar com seu homólogo chinês, Xi Jinping, pode ser interpretada como um sinal de que o cenário mundial não é mais unipolar, mas multipolar, já que Washington aparentemente aprendeu que precisa coexistir com outra grande potência, apontam analistas à Sputnik.
"A visita de Trump à China demonstra que os EUA não são mais a principal potência mundial. E é evidente que nenhum dos dois aceitará plenamente os termos do outro", afirma Carlos Manuel López Alvarado, professor de Relações Internacionais da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).
Em um contexto de
interdependência econômica e comercial global, conforme o analista, os EUA entenderam que a
negociação é vital em um cenário de "competição estrutural" no qual Pequim tem muito a ganhar. Assim, ele destaca, Trump colocou na mesa de Xi "alguns de seus interesses mais estratégicos, como os
minerais de terras raras que a China possui e seus importantes avanços tecnológicos e, portanto, militares".
"Os EUA buscaram em Pequim uma saída digna para uma série de práticas comerciais e políticas que o próprio governo Trump iniciou com o objetivo de tentar inclinar a balança a favor dos EUA", acrescenta o especialista.
Trump chegou a Pequim com os EUA 'em estado de desgaste e fraqueza'
O objetivo de Washington de sufocar economicamente a China por meio de tarifas agressivas não funcionou e, por isso, Trump, reuniu-se com seu homólogo, Xi Jinping, em uma posição de menor força, afirma em entrevista à Sputnik o analista internacional Tadeo Casteglione.
"Os
EUA chegaram a Pequim em um estado de desgaste e fraqueza após não alcançarem seus objetivos em um ano e meio de governo Trump", destaca. Já a
China recebeu Trump em uma "posição forte", porque conseguiu superar as atuais conjunturas geopolíticas e obteve melhores resultados, uma vez que "neutralizou os ataques comerciais dos EUA", acrescenta o analista.
"Na reunião em Pequim, observamos uma mudança radical no discurso de Donald Trump. Agora ele não se apresentou como o 'mau policial', mas como o 'bom policial', que tenta seduzir a China por meio de investimentos e cooperação. De certa forma, isso nos mostra o desespero existente na Casa Branca para tentar impor suas condições", sustenta o analista.
Segundo Casteglione,
"Washington já não está em posição de impor condições à China" e agora terá de "
administrar suas relações com Taiwan" se não quiser ultrapassar uma linha vermelha sobre a qual Pequim vem insistindo.
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