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Presidente do BC diz que Brasil exige juros mais altos do que países semelhantes
Presidente do BC diz que Brasil exige juros mais altos do que países semelhantes
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Gabriel Galípolo aponta fatores "estruturais" da economia do Brasil durante participação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. 19.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-19T14:39-0300
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que o Brasil enfrenta dificuldades estruturais para controlar a inflação, mesmo mantendo taxas de juros elevadas. Durante participação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Galípolo reconheceu que a autoridade monetária não conseguiu atingir a meta inflacionária na maior parte dos últimos anos."Em seis anos, em quatro deles o Banco Central não cumpriu a meta de inflação", disse. Segundo o presidente do BC, a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,5% ao ano, poderia inclusive ter sido elevada ainda mais para tentar alcançar o objetivo inflacionário."Talvez o Banco Central tenha sido um pouco conservador, deveria ter estabelecido a taxa de juros num patamar ainda mais alto para cumprir a meta", afirmou Galípolo. Ele argumentou que o Brasil possui características próprias que tornam a política monetária menos eficiente do que em outros países.EndividamentoGalípolo também comentou os efeitos econômicos da pandemia de COVID-19 sobre o endividamento das famílias. Segundo ele, a queda abrupta da atividade econômica em 2020 levou consumidores a recorrer mais ao crédito para sustentar o consumo."Faz sentido imaginar que a pessoa que perdeu renda em razão da queda da atividade econômica vai buscar sustentar seu consumo com algum tipo de financiamento", disse. Ele destacou ainda o aumento da utilização do cartão de crédito e o impacto do processo de bancarização ampliado pelo Pix."A relação das pessoas com cartão de crédito subiu de 2 ou 3 para 5, o que é acentuado no Brasil por um processo de bancarização", afirmou. "O Pix incluiu uma série de pessoas que estavam à margem do sistema financeiro e que não tinham nem conta bancária. As pessoas passaram a ter acesso a cartão de crédito e outras fontes de financiamento", completou.Banco MasterDurante a sessão, Galípolo também comentou o caso do Banco Master e minimizou os riscos relacionados às supostas fraudes envolvendo a instituição, liquidada pelo Banco Central. "É um banco S3, da terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico", afirmou."O que chamava atenção é o que se fazia com o dinheiro", acrescentou. Ao final de sua participação, o presidente do Banco Central declarou ainda que não permitirá que a instituição seja utilizada como "palanque" por outros políticos.
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Presidente do BC diz que Brasil exige juros mais altos do que países semelhantes
14:39 19.05.2026 (atualizado: 15:11 19.05.2026) Gabriel Galípolo aponta fatores "estruturais" da economia do Brasil durante participação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que
o Brasil enfrenta dificuldades estruturais para controlar a inflação, mesmo mantendo
taxas de juros elevadas. Durante participação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Galípolo reconheceu que a autoridade monetária
não conseguiu atingir a meta inflacionária na maior parte dos últimos anos.
"Em seis anos, em quatro deles o Banco Central não cumpriu a meta de inflação", disse. Segundo o presidente do BC, a taxa básica de juros, a Selic,
atualmente em 14,5% ao ano, poderia inclusive ter sido elevada ainda mais para tentar alcançar o objetivo inflacionário.
"Talvez o Banco Central tenha sido um pouco conservador, deveria ter estabelecido a taxa de juros num patamar ainda mais alto para cumprir a meta", afirmou Galípolo. Ele argumentou que o Brasil possui características próprias que tornam a política monetária menos eficiente do que em outros países.
Galípolo também comentou os efeitos econômicos da pandemia de COVID-19 sobre o endividamento das famílias. Segundo ele, a queda abrupta da
atividade econômica em 2020
levou consumidores a recorrer mais ao crédito para sustentar o consumo.
"Faz sentido imaginar que a pessoa que perdeu renda em razão da queda da atividade econômica vai buscar sustentar seu consumo com algum tipo de financiamento", disse. Ele destacou ainda o aumento da utilização do cartão de crédito e o impacto do processo de bancarização ampliado pelo Pix.
"A relação das pessoas com cartão de crédito subiu de 2 ou 3 para 5, o que é acentuado no Brasil por um processo de bancarização", afirmou. "O Pix incluiu uma série de pessoas que estavam à margem do sistema financeiro e que não tinham nem conta bancária. As pessoas passaram a ter acesso a cartão de crédito e outras fontes de financiamento", completou.
Durante a sessão, Galípolo também comentou o caso do Banco Master e minimizou os riscos relacionados às supostas fraudes envolvendo a instituição, liquidada pelo Banco Central. "É um banco S3, da terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico", afirmou.
"O que chamava atenção é o que se fazia com o dinheiro", acrescentou. Ao final de sua participação, o presidente do Banco Central declarou ainda que não permitirá que a instituição seja utilizada como "palanque" por outros políticos.
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