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Putin e Xi defendem nova ordem mundial e aprofundamento da parceria estratégica entre Rússia e China

© Sputnik / Kristina Solovyova/Sputnik / Acessar o banco de imagensPresidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, durante cerimônia em Pequim. 20 de maio de 2026
Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, durante cerimônia em Pequim. 20 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2026
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Em mais um encontro histórico, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, destacaram nesta quarta-feira (20) o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países defenderam uma ordem mundial mais "justa e democrática" durante reunião bilateral no Grande Palácio do Povo.
Xi afirmou que as relações entre Moscou e Pequim se aprofundaram ao longo das últimas décadas e classificou o modelo de cooperação como um exemplo de relações interestatais baseadas em respeito mútuo, justiça e benefícios compartilhados.
"Os contatos de boa vizinhança enraizaram-se ainda mais profundamente nos corações dos povos. O paradigma de construção de relações interestatais de um novo tipo, baseado em respeito mútuo, justiça e cooperação mutuamente benéfica, traz constantemente ao mundo caótico uma valiosa estabilidade e previsibilidade", declarou o líder chinês.
Segundo Xi Jinping, as relações entre os dois países atingiram o atual elevado nível graças ao fortalecimento contínuo da confiança política e da interação estratégica entre Moscou e Pequim. Apesar das tensões globais e a situação internacional "caótica", o presidente da China destacou que a busca pela paz, o desenvolvimento e a cooperação segue "sendo o anseio dos povos">
"Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] e importantes potências mundiais, China e Rússia devem, levando em consideração os interesses de longo prazo do renascimento nacional, avançar na interação estratégica abrangente de qualidade mais elevada e construir um sistema de governança global mais justo e racional.

Putin diz que relações Rússia-China atingiram nível 'sem precedentes'

Ao longo da transmissão, Putin afirmou que as relações bilaterais alcançaram um nível "sem precedentes" e representam um exemplo de verdadeira parceria estratégica abrangente.
O líder russo ressaltou que a cooperação econômica entre os dois países continua crescendo mesmo diante de fatores externos desfavoráveis. Segundo Putin, o comércio bilateral aumentou mais de 30 vezes nos últimos 25 anos e já supera há vários anos a marca de US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão) anuais.
"Não é por acaso que grande parte do governo da Federação da Rússia integra nossa delegação, assim como líderes empresariais e representantes de organizações sociais e educacionais", acrescentou.
O presidente também destacou a cooperação energética como uma das bases da parceria entre os dois países, afirmando que a Rússia segue como fornecedora confiável de recursos energéticos, enquanto a China atua como consumidora responsável.
"No contexto da crise no Oriente Médio, a Rússia continua mantendo o papel de fornecedora confiável de recursos. E a China é uma consumidora responsável desses recursos. Entre as prioridades estão grandes iniciativas conjuntas na indústria, agricultura, transporte e, claro, altas tecnologias".
Putin ressaltou ainda a expansão da coordenação entre Moscou e Pequim em organismos internacionais como ONU, BRICS, G20 e Organização de Cooperação de Xangai (OCX). O presidente russo afirmou que o mundo passa por um "complexo processo de formação de uma ordem policêntrica", baseada no equilíbrio de interesses entre diferentes países.
"Juntamente com os amigos chineses defendemos a diversidade cultural e civilizacional e o respeito ao desenvolvimento soberano dos Estados, buscamos construir uma ordem mundial mais justa e democrática. Na atual situação tensa na arena internacional, nossa estreita ligação é especialmente demandada", disse.
Ao fim de sua declaração, Putin confirmou que participará da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês), prevista para novembro em Shenzhen, no sul da China, e convidou Xi Jinping para realizar uma visita oficial à Rússia no próximo ano.

Mais de 20 visitas à China

A visita de Putin ao país inclui encontros bilaterais, assinatura de acordos e uma declaração conjunta à imprensa. A programação oficial prevê foto conjunta entre os líderes, reunião ampliada entre as delegações de Rússia e China, assinatura de documentos bilaterais e uma cerimônia alusiva ao lançamento do Ano de Educação Rússia-China.
Além do encontro com Xi Jinping, Putin também se reúne com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para discutir cooperação econômica e comercial.
Às vésperas da visita, o jornal South China Morning Post destacou a relação próxima entre os dois líderes. Segundo a publicação, Xi Jinping já se referiu a Putin como seu "melhor e mais íntimo amigo".
O jornal afirma que a relação entre os presidentes foi construída ao longo de anos de encontros oficiais e momentos informais. Desde que assumiu a Presidência da Rússia, em 2000, Putin já visitou a China mais de 20 vezes.

Cooperação bilateral está no centro das negociações

Segundo o Kremlin, as negociações entre Rússia e China abordam temas como cooperação energética, energia nuclear, projetos espaciais, comércio bilateral e coordenação diplomática. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os contatos entre Putin e Xi Jinping contribuem para ampliar as relações entre os dois países.
Antes da viagem, Putin divulgou uma mensagem ao povo chinês na qual destacou a parceria entre Moscou e Pequim. "Estou feliz por visitar Pequim mais uma vez a convite do meu velho e bom amigo, o presidente da República Popular da China, Xi Jinping", afirmou o presidente russo.
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