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Cármen Lúcia declara voto contrário às mudanças que flexibilizaram a Lei da Ficha Limpa
Cármen Lúcia declara voto contrário às mudanças que flexibilizaram a Lei da Ficha Limpa
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A ministra é relatora da ação no STF sobre mudanças aprovadas pelo Congresso em 2025 que flexibilizava prazos. 22.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-22T16:44-0300
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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (22) para derrubar parte da lei que mudou regras da Lei da Ficha Limpa. As alterações foram aprovadas pelo Congresso em 2025. O julgamento vai até a próxima sexta-feira (29) e pode impedir a candidaturas de figuras inelegíveis, como Eduardo Cunha, Anthony Garotinho e José Roberto Arruda.Entre as alterações aprovadas pelo Congresso, está a mudança no início da contagem do prazo de inelegibilidade de políticos condenados. Pela regra anterior, o período de oito anos começava somente após o cumprimento da pena. Com a nova, a contagem passa a valer a partir da condenação judicial, com limite máximo de 12 anos.Relatora do tema, a ministra afirmou que as mudanças representam um "patente retrocesso" nos princípios da moralidade pública, da probidade administrativa e do republicanismo. Cunha teve o mandato de deputado federal cassado em 2016 por quebra de decoro parlamentar. Em 2022, uma decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu parte da cassação, o que liberou para disputar as eleições daquele ano. Cunha pode voltar à inelegibilidade com a derrubada das alterações.O ex-governador do Rio de Janeiro Garotinho foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de participar das eleições em 2018 após ter sido condenado por desvio de verbas (cerca de R$ 234 milhões) de um programa de saúde, mas teve decisões favoráveis à sua condição política.O ex-governador do Distrito Federal Arruda também foi barrado de se candidatar pela Justiça Eleitoral, por condenações por improbidade administrativa ligada à Operação Caixa de Pandora, que revelava a existência de uma organização criminosa operando dentro do governo do DF.Caso o Supremo mantenha a nova lei, políticos hoje impedidos de concorrer poderão tentar por uma contagem mais favorável para as suas inelegibilidades. Se derrubada, as regras anteriores vão se manter e impedir as candidaturas.
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Cármen Lúcia declara voto contrário às mudanças que flexibilizaram a Lei da Ficha Limpa
16:44 22.05.2026 (atualizado: 17:06 22.05.2026) A ministra é relatora da ação no STF sobre mudanças aprovadas pelo Congresso em 2025 que flexibilizava prazos.
A ministra Cármen Lúcia, do
Supremo Tribunal Federal (STF),
votou nesta sexta-feira (22) para derrubar parte da lei que mudou regras da Lei da Ficha Limpa. As alterações foram aprovadas pelo Congresso em 2025. O julgamento vai até a próxima sexta-feira (29) e
pode impedir a candidaturas de figuras inelegíveis, como Eduardo Cunha, Anthony Garotinho e José Roberto Arruda.
Entre as alterações aprovadas pelo Congresso, está a mudança no início da contagem do prazo de inelegibilidade de políticos condenados. Pela regra anterior, o período de oito anos começava somente após o cumprimento da pena. Com a nova, a contagem passa a valer a partir da condenação judicial, com limite máximo de 12 anos.
Relatora do tema, a ministra afirmou que as mudanças representam um "patente retrocesso" nos princípios da moralidade pública, da probidade administrativa e do republicanismo.
Cunha teve o mandato de deputado federal cassado em 2016 por quebra de decoro parlamentar. Em 2022, uma decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu parte da cassação, o que liberou para disputar as eleições daquele ano. Cunha pode voltar à inelegibilidade com a derrubada das alterações.
O ex-governador do Rio de Janeiro Garotinho foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de participar das eleições em 2018 após ter sido condenado por desvio de verbas (cerca de R$ 234 milhões) de um programa de saúde, mas teve decisões favoráveis à sua condição política.
O ex-governador do Distrito Federal Arruda também foi barrado de se candidatar pela
Justiça Eleitoral, por
condenações por improbidade administrativa ligada à Operação Caixa de Pandora, que revelava a existência de uma organização criminosa operando dentro do governo do DF.
Caso o Supremo
mantenha a nova lei, políticos hoje impedidos de concorrer poderão tentar por
uma contagem mais favorável para as suas inelegibilidades. Se derrubada,
as regras anteriores vão se manter e impedir as candidaturas.
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