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Lula cobra ação dos EUA contra empresas americanas que lavam dinheiro do crime organizado brasileiro

© Foto / Ricardo Stucker / Presidência do RepúblicaO presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, em 22 de maio de 2026
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, em 22 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 22.05.2026
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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, revelou nesta sexta-feira (22) que cobrou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Washington ajude Brasília a coibir a lavagem de dinheiro do crime organizado brasileiro em território norte-americano.
Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula afirmou que conversou com Trump sobre combate conjunto ao crime organizado na última viagem do petista aos Estados Unidos. Segundo o líder brasileiro, ele entregou um documento nas mãos do republicano para encerrar qualquer ruído sobre o tema.
"Você [Trump] quer combater o crime organizado? Nós também queremos. Você quer combater os narcotraficantes? Nós também queremos. Agora, é o seguinte: é importante você saber que tem um estado nos Estados Unidos, que é Delaware, que faz lavagem de dinheiro de bandido brasileiro. As armas que a polícia brasileira apreende vêm lá dos Estados Unidos."
Lula destacou que pediu a Trump que os encontros entre os dois, tanto na Malásia quanto nos Estados Unidos, se iniciassem com reuniões sem a presença da imprensa. O petista confessou que tinha medo de que acontecesse algo parecido como o ocorrido com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.
Para Lula, a guerra entre Trump e ele é apenas uma narrativa, na qual o petista acredita estar certo. O presidente do Brasil também revelou que, no episódio da Organização das Nações Unidas (ONU), quando o republicano disse ter rolado uma química entre os dois, o líder brasileiro havia dito apenas que ambos precisavam conversar.
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Lula pede a Alcolumbre para pautar PEC da Segurança

Durante a entrevista, Lula detalhou as iniciativas do governo para a segurança pública, como a criação de presídios de segurança máxima e operações contra a parte financeira do crime organizado.
No entanto, ressaltou que é preciso que o Senado, em nome do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que dá mais centralidade à União na tomada de decisões. Atualmente, a prerrogativa da segurança é dos estados.
Na visão de Lula, a Constituição brasileira removeu o poder de segurança da federação pelo trauma causado pela ditadura. Para o petista, houve erro de avaliação daqueles que participaram da constituinte, incluindo ele e o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin.
Ainda no campo da política, o presidente também criticou o fundo partidário, afirmando que esse mecanismo trouxe "promiscuidade" à política. De acordo com Lula, o PT não gosta que ele comente isso.

"Eu, por exemplo, estou muito chateado com a organização política do país. Eu era favorável ao fundo partidário, favorável ao fundo eleitoral, e hoje sou contra porque levou à promiscuidade da política. O PT não gosta que eu fale isso, se tiver petista me ouvindo agora. Levou à promiscuidade. Um deputado hoje tem R$ 50 milhões, R$ 60 milhões de emenda."

O presidente também revelou que, por ele, não haveria casas de apostas no Brasil. Ao ser questionado sobre o motivo pelo qual sancionou a lei em vez de vetá-la, argumentou que o Congresso Nacional passaria por cima da sua rejeição.
Sobre a jornada 6 x 1, que aguarda votação, enfatizou que não trará prejuízos à economia, enquanto o trabalhador ganharia em qualidade de vida e ficaria mais bem-humorado: "As pessoas vão estar mais tranquilas, mais descansadas".

"Por que os empresários falavam que o trabalhador não pode ficar 20 dias em casa, ele tem que ficar só dez dias, porque o ócio o levava à violência, à bebedeira? Estamos trabalhando com uma mentalidade retrógrada, de gente que aparece moderninho na televisão, mas no trato com o subordinado não tem nada de moderno."

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