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Trump impõe prazo para Irã até domingo sobre retomada da guerra
Trump impõe prazo para Irã até domingo sobre retomada da guerra
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Presidente dos EUA afirma que avaliará proposta de Teerã antes de decidir sobre novos ataques; Paquistão relata avanços diplomáticos e atua como mediador do... 23.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-23T16:12-0300
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (23) que poderá decidir até domingo (24) se retomará a guerra contra o Irã, segundo entrevista publicada pelo site Axios. O presidente americano disse que discutirá com seus assessores a versão mais recente do acordo proposto por Teerã antes de tomar uma decisão, estabelecendo um prazo informal de menos de 24 horas para o desfecho das negociações. "Ou chegamos a um bom acordo ou vou explodi-los em mil infernos", declarou Trump ao Axios, em tom de ultimato ao governo iraniano.Segundo o Wall Street Journal, durante uma reunião com autoridades de segurança nacional realizada em 22 de maio, Trump não tomou uma decisão formal sobre novos ataques, mas afirmou a seus assessores que deseja conceder mais tempo para que a diplomacia produza resultados. Ainda assim, analistas avaliam que o cenário pressiona a Casa Branca."Trump parece mais ansioso por sair do conflito do que o Irã, então ou ajusta suas expectativas sobre o que Teerã pode oferecer ou reinicia a escalada militar, mas sem um objetivo estratégico claro", afirmou ao jornal Nate Swanson, ex-diretor do Conselho de Segurança Nacional para o Irã.Ainda neste sábado, Trump deve realizar uma rodada de contatos diplomáticos com líderes da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Paquistão. As conversas são vistas como uma tentativa de ampliar o apoio regional e aumentar a pressão para que o Irã flexibilize sua posição nas negociações.Mais cedo, o Exército do Paquistão informou que as conversas realizadas nas últimas 24 horas registraram avanços "encorajadores" rumo a um entendimento final sobre o conflito. Em comunicado, os militares paquistaneses afirmaram que o chefe do Exército do país, marechal Syed Asim Munir, manteve reuniões descritas como "altamente produtivas" em Teerã com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, além de outras autoridades, incluindo Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e um dos principais negociadores do país.O Paquistão tem atuado como principal intermediário entre Irã e Estados Unidos desde o início da guerra, transmitindo mensagens entre os dois lados e mediando encontros diplomáticos na tentativa de construir um acordo.
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Trump impõe prazo para Irã até domingo sobre retomada da guerra
16:12 23.05.2026 (atualizado: 16:13 23.05.2026) Presidente dos EUA afirma que avaliará proposta de Teerã antes de decidir sobre novos ataques; Paquistão relata avanços diplomáticos e atua como mediador do conflito
O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, afirmou neste sábado (23)
que poderá decidir até domingo (24) se retomará a guerra contra o Irã, segundo entrevista publicada pelo site Axios.
O presidente americano disse que discutirá com seus assessores
a versão mais recente do acordo proposto por Teerã antes de tomar uma decisão, estabelecendo um prazo informal de menos de 24 horas para o
desfecho das negociações. "Ou chegamos a um bom acordo ou vou explodi-los em mil infernos", declarou Trump ao Axios, em tom de ultimato ao governo iraniano.
Segundo o Wall Street Journal, durante uma reunião com autoridades de segurança nacional realizada em 22 de maio, Trump não tomou uma decisão formal
sobre novos ataques, mas afirmou a seus assessores que deseja conceder mais tempo para que a diplomacia produza resultados. Ainda assim,
analistas avaliam que o cenário pressiona a Casa Branca.
"Trump parece mais ansioso por sair do conflito do que o Irã, então ou ajusta suas expectativas sobre o que Teerã pode oferecer ou reinicia a escalada militar, mas sem um objetivo estratégico claro", afirmou ao jornal Nate Swanson, ex-diretor do Conselho de Segurança Nacional para o Irã.
Ainda neste sábado, Trump deve realizar uma rodada de contatos diplomáticos com líderes da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Paquistão. As conversas são vistas como uma tentativa de ampliar o apoio regional e aumentar a pressão para que o Irã flexibilize sua posição nas negociações.
Mais cedo, o Exército do Paquistão informou que as conversas realizadas nas últimas 24 horas registraram avanços "encorajadores" rumo a um entendimento final sobre o conflito. Em comunicado, os militares paquistaneses afirmaram que o chefe do Exército do país, marechal Syed Asim Munir, manteve reuniões descritas como "altamente produtivas" em Teerã com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, além de outras autoridades, incluindo Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e um dos principais negociadores do país.
O Paquistão tem atuado como principal intermediário entre Irã e Estados Unidos desde o início da guerra, transmitindo mensagens entre os dois lados e mediando encontros diplomáticos na tentativa de construir um acordo.
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