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Trump diz que acordo com Irã ainda não foi fechado e rebate críticas

© AP Photo / Markus SchreiberO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após reunião do Fórum Econômico Mundial, em janeiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após reunião do Fórum Econômico Mundial, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 24.05.2026
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Presidente dos EUA afirma que negociações avançam sem pressa, critica pacto firmado no governo Obama e condiciona fim do bloqueio no estreito ao desmantelamento do programa nuclear iraniano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que o bloqueio americano no estreito de Ormuz permanecerá em vigor até que um acordo com o Irã seja "alcançado, certificado e assinado".
Em publicação na rede Truth Social, o republicano disse que as negociações avançam de forma "ordenada e construtiva", mas ressaltou que Washington não pretende acelerar o processo.

"As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está do nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado", escreveu Trump.

O presidente afirmou que um eventual entendimento será "bom e adequado" e voltou a atacar o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, do qual retirou os Estados Unidos em seu primeiro mandato. Segundo Trump, o pacto anterior concedeu ao Irã "grandes quantias em dinheiro" e abriu caminho para o avanço do programa nuclear iraniano.
"O nosso acordo é o exato oposto", declarou. Trump acrescentou que ninguém conhece os detalhes do texto final porque as negociações ainda não foram concluídas e criticou opositores que, segundo ele, atacam algo que ainda não existe formalmente. "Eu não faço acordos ruins", afirmou.
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As declarações, no entanto, contrastam com falas feitas pelo próprio presidente no sábado, quando indicou que as negociações estariam em seus detalhes finais e que um entendimento poderia ser alcançado ainda neste fim de semana, inclusive prevendo a reabertura do estreito de Ormuz.
Do lado iraniano, o discurso segue sem sinalizações amplas de concessão. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo que Teerã está disposto a garantir à comunidade internacional que não busca desenvolver armas nucleares, mas ressaltou que os negociadores iranianos não abrirão mão da "honra e dignidade" do país. O governo iraniano considera seu programa nuclear um direito soberano e inegociável.
A posição iraniana também se estende ao estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio global de petróleo. Teerã tem defendido o controle da rota marítima como um "direito legal" e criou uma agência de administração do estreito, numa tentativa de institucionalizar a supervisão da navegação na região desde o início da guerra, em fevereiro.
Segundo o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), ao menos 33 embarcações cruzaram Ormuz após autorização do país, embora não esteja claro se a permissão envolve taxas ou outros critérios ligados à origem e ao destino dos navios.
O assessor do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, reforçou neste domingo que a gestão do estreito é prerrogativa legítima do Irã, contrariando a expectativa apresentada por Trump de que um futuro acordo incluiria a reabertura plena da passagem marítima.
Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele e Trump concordam que qualquer entendimento duradouro precisa incluir o desmantelamento do programa nuclear iraniano.
Já autoridades de Omã e do Irã se reuniram neste domingo para discutir princípios relacionados à governança e à liberdade de navegação em Ormuz, um dos principais pontos de tensão nas negociações em curso.
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