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Trump diz que acordo com Irã ainda não foi fechado e rebate críticas
Trump diz que acordo com Irã ainda não foi fechado e rebate críticas
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Presidente dos EUA afirma que negociações avançam sem pressa, critica pacto firmado no governo Obama e condiciona fim do bloqueio no estreito ao... 24.05.2026, Sputnik Brasil
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que o bloqueio americano no estreito de Ormuz permanecerá em vigor até que um acordo com o Irã seja "alcançado, certificado e assinado".Em publicação na rede Truth Social, o republicano disse que as negociações avançam de forma "ordenada e construtiva", mas ressaltou que Washington não pretende acelerar o processo.O presidente afirmou que um eventual entendimento será "bom e adequado" e voltou a atacar o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, do qual retirou os Estados Unidos em seu primeiro mandato. Segundo Trump, o pacto anterior concedeu ao Irã "grandes quantias em dinheiro" e abriu caminho para o avanço do programa nuclear iraniano."O nosso acordo é o exato oposto", declarou. Trump acrescentou que ninguém conhece os detalhes do texto final porque as negociações ainda não foram concluídas e criticou opositores que, segundo ele, atacam algo que ainda não existe formalmente. "Eu não faço acordos ruins", afirmou.As declarações, no entanto, contrastam com falas feitas pelo próprio presidente no sábado, quando indicou que as negociações estariam em seus detalhes finais e que um entendimento poderia ser alcançado ainda neste fim de semana, inclusive prevendo a reabertura do estreito de Ormuz.Do lado iraniano, o discurso segue sem sinalizações amplas de concessão. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo que Teerã está disposto a garantir à comunidade internacional que não busca desenvolver armas nucleares, mas ressaltou que os negociadores iranianos não abrirão mão da "honra e dignidade" do país. O governo iraniano considera seu programa nuclear um direito soberano e inegociável.A posição iraniana também se estende ao estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio global de petróleo. Teerã tem defendido o controle da rota marítima como um "direito legal" e criou uma agência de administração do estreito, numa tentativa de institucionalizar a supervisão da navegação na região desde o início da guerra, em fevereiro.Segundo o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), ao menos 33 embarcações cruzaram Ormuz após autorização do país, embora não esteja claro se a permissão envolve taxas ou outros critérios ligados à origem e ao destino dos navios.O assessor do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, reforçou neste domingo que a gestão do estreito é prerrogativa legítima do Irã, contrariando a expectativa apresentada por Trump de que um futuro acordo incluiria a reabertura plena da passagem marítima.Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele e Trump concordam que qualquer entendimento duradouro precisa incluir o desmantelamento do programa nuclear iraniano. Já autoridades de Omã e do Irã se reuniram neste domingo para discutir princípios relacionados à governança e à liberdade de navegação em Ormuz, um dos principais pontos de tensão nas negociações em curso.
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Trump diz que acordo com Irã ainda não foi fechado e rebate críticas
16:08 24.05.2026 (atualizado: 17:06 24.05.2026) Presidente dos EUA afirma que negociações avançam sem pressa, critica pacto firmado no governo Obama e condiciona fim do bloqueio no estreito ao desmantelamento do programa nuclear iraniano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que o bloqueio americano no estreito de Ormuz permanecerá em vigor até que um acordo com o Irã seja "alcançado, certificado e assinado".
Em publicação na rede Truth Social, o republicano disse que as negociações avançam de forma "ordenada e construtiva", mas ressaltou que Washington não pretende acelerar o processo.
"As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está do nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado", escreveu Trump.
O presidente afirmou que um eventual entendimento será "bom e adequado" e voltou a atacar o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, do qual retirou os Estados Unidos em seu primeiro mandato. Segundo Trump, o pacto anterior concedeu ao Irã "grandes quantias em dinheiro" e abriu caminho para o avanço do programa nuclear iraniano.
"O nosso acordo é o exato oposto", declarou. Trump acrescentou que ninguém conhece os detalhes do texto final porque as negociações ainda não foram concluídas e criticou opositores que, segundo ele, atacam algo que ainda não existe formalmente. "Eu não faço acordos ruins", afirmou.
As declarações, no entanto,
contrastam com falas feitas pelo próprio presidente no sábado,
quando indicou que as negociações estariam em seus detalhes finais e que um entendimento poderia ser alcançado ainda neste fim de semana, inclusive prevendo a reabertura do estreito de Ormuz.
Do lado iraniano, o discurso segue sem sinalizações amplas de concessão. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo que Teerã está disposto a garantir à comunidade internacional que não busca desenvolver armas nucleares, mas ressaltou que os negociadores iranianos não abrirão mão da "honra e dignidade" do país. O governo iraniano considera seu programa nuclear um direito soberano e inegociável.
A posição iraniana também se estende ao
estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio global de petróleo. Teerã tem defendido o
controle da rota marítima como um "
direito legal" e criou uma agência de administração do estreito, numa tentativa de institucionalizar a supervisão da navegação na região desde o início da guerra, em fevereiro.
Segundo o
Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês),
ao menos 33 embarcações cruzaram Ormuz após autorização do país, embora não esteja claro se a permissão envolve taxas ou outros critérios ligados à origem e ao destino dos navios.
O assessor do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, reforçou neste domingo que a gestão do estreito é prerrogativa legítima do Irã, contrariando a expectativa apresentada por Trump de que um futuro acordo incluiria a reabertura plena da passagem marítima.
Em paralelo, o
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele e Trump concordam que qualquer entendimento duradouro precisa incluir
o desmantelamento do programa nuclear iraniano.
Já autoridades de Omã e do Irã se reuniram neste domingo para discutir princípios relacionados à governança e à liberdade de navegação em Ormuz, um dos principais pontos de tensão nas negociações em curso.
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