Escassez de combustível, mesmo após reabertura de Ormuz, continuará por meses, avalia especialista
08:58 26.05.2026 (atualizado: 09:12 26.05.2026)
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A escassez de gasolina, diesel e combustível para aviação no mundo pode persistir por vários meses, mesmo se o estreito de Ormuz for reaberto, disse à Sputnik Dmitry Kasatkin, o parceiro-gerente da consultoria Kasatkin Consulting.
Kasatkin acredita que, se a passagem através de Ormuz começar gradualmente a se recuperar a partir de junho, a fase mais aguda da escassez pode passar até agosto. Ao mesmo tempo, a pressão sobre os preços e perturbações locais no fornecimento de energia, especialmente de querosene para aviões e diesel, podem persistir até o final do ano.
"A escassez de gasolina, diesel e querosene para aviação persistirá por meses após a normalização da passagem pelo estreito de Ormuz, porque o problema foi além da disponibilidade física de petróleo: a logística, o suporte […], cronogramas para o fornecimento de matérias-primas às refinarias e a distribuição de derivados de petróleo foram interrompidos", afirmou.
Na opinião dele, a situação dos preços para os consumidores de gás natural liquefeito e derivados de petróleo, especialmente querosene e diesel, não será menos dolorosa: o problema aqui está relacionado não apenas à disponibilidade de produção, mas também às possibilidades de processamento.
"Se o conflito se arrastar, com certeza haverá restrições das viagens aéreas. O efeito inflacionário desacelerará as economias e, como resultado, definitivamente enfrentaremos uma recessão global, e será provável uma crise econômica em grande escala", concluiu o especialista.
A escalada no Oriente Médio levou ao bloqueio do estreito de Ormuz, uma importante rota de fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico para o mercado global, e também afetou o nível de exportações e produção de petróleo.




