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Mídia: Haddad defende 'taxa das blusinhas', critica Tarcísio e admite prévia para sucessão de Lula

© Foto / Marcelo Camargo/Agência BrasilO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala durante a abertura da 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty, em 4 de dezembro de 2025
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala durante a abertura da 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty, em 4 de dezembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 01.06.2026
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Em pré‑campanha ao governo paulista, Haddad voltou a defender a "taxa das blusinhas", afirmando que a cobrança segue existindo via ICMS dos estados e que o comércio físico não pode pagar mais imposto que o virtual. Em meio a críticas a Tarcísio, ele também abriu a possibilidade de uma prévia no PT para escolher o sucessor de Lula.
Em entrevista à mídia brasileira, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), em pré‑campanha ao governo de São Paulo, voltou a defender a cobrança de impostos sobre compras internacionais de baixo valor — a chamada "taxa das blusinhas" — mesmo após Lula afirmar que o ministro acreditava que a medida era "uma coisa boa".
Para Haddad, a regra buscava apenas equiparar a tributação entre comércio físico e virtual, posição alinhada à Confederação Nacional da Indústria e aos estados, que continuam cobrando Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre essas compras.
Questionado sobre a cobrança durante a entrevista, o ex-ministro rejeitou a ideia de que tenha errado na avaliação inicial e afirmou que a discussão foi distorcida politicamente. Ele criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) — seu adversário ao governo de São Paulo – lembrando que os estados mantiveram a cobrança e que ninguém questiona o atual governo paulista sobre o imposto estadual.

"Os governadores estão cobrando taxa de blusinha e ninguém vai perguntar para o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo] se ele é contra ou a favor do ICMS que ele está cobrando", criticou.

Haddad fez questão de se mostrar uma alternativa viável ao governo de São Paulo, mas pesquisas recentes mostram um cenário difícil para o ex‑ministro: um levantamento da Quaest indica Tarcísio com até 38% das intenções de voto e Haddad com até 26%, dependendo do cenário. Mesmo assim, o petista já percorre o interior, visita universidades e tenta consolidar sua pré‑campanha antes do período oficial, mas a escolha do vice deve ocorrer até meados de junho.
Ele evitou falar sobre a escolha do nome para o Senado e afirmou ver com naturalidade o impasse entre Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) pela vaga de São Paulo, afirmando que todos têm trajetórias sólidas e que processos de "decantação" são comuns em disputas políticas. Ele destaca que Lula acompanha o tema de perto, mas que ninguém espera uma decisão arbitrária, já que, segundo ele, a centro‑esquerda dispõe de nomes fortes e experientes.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento em Brasília (DF), em 8 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 12.05.2026
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Lula assina medida provisória para acabar com 'taxa das blusinhas'
Haddad também aborda o futuro do PT e a sucessão de Lula, caso 2026 seja realmente sua última disputa presidencial. Embora rejeite tratar o tema como algo possível de se planejar, admite que o partido precisará discutir abertamente seus rumos. Ele lembra que é o único petista, além de Lula e Dilma, que já disputou uma eleição presidencial, mas evita se colocar como herdeiro natural.
O ex-ministro destacou ainda que muita coisa pode mudar no cenário político até 2026, mas abre a possibilidade de um processo interno mais amplo. Para ele, uma prévia no PT poderia fortalecer a militância e renovar o debate programático. "Seria o máximo", afirma, sugerindo que o partido poderia transformar a escolha do candidato em um momento de participação e mobilização.
"Mas eu acho que pode ser divertido esse processo. Se ele for arejado, participativo, ele pode ser muito legal. Pode ser uma excelente oportunidade para o PT de se repensar, se reavaliar, discutir programa, discutir futuro. Se o PT fizer um processo aberto, menos fechado, pode ser celebrativo até", pontuou.
Haddad recorda que o PT raramente realiza prévias para cargos majoritários e que, em 46 anos, só houve uma disputa interna para a Presidência — em 2002, quando Lula venceu Eduardo Suplicy com ampla vantagem. Ainda assim, ele acredita que um processo semelhante hoje poderia ajudar a preparar o partido para o pós‑Lula.
Entre críticas ao governo paulista, defesa de sua coerência fiscal e reflexões sobre o futuro do PT, Haddad tenta equilibrar a pré‑campanha com a imagem de gestor técnico. Mesmo em um tema impopular como a "taxa das blusinhas", mantém a posição de que a regra buscava justiça tributária — e que o debate eleitoral não deve afastá‑lo de convicções que considera corretas.
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