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Campos magnéticos são detectados pela 1ª vez em exoplanetas a partir de ventos extremos (IMAGEM)

© Foto / ESO/M. Kornmesser, L. CalçadaIlustração mostra a atividade magnética de um exoplaneta gigante gasoso, travado por maré e exposto a extremos de temperatura. A diferença térmica gera ventos rápidos entre os hemisférios, que podem ser desacelerados pelo campo magnético, representado pelas linhas azuis
Ilustração mostra a atividade magnética de um exoplaneta gigante gasoso, travado por maré e exposto a extremos de temperatura. A diferença térmica gera ventos rápidos entre os hemisférios, que podem ser desacelerados pelo campo magnético, representado pelas linhas azuis - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2026
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Campos magnéticos foram detectados pela primeira vez em exoplanetas graças à medição de ventos extremos em gigantes gasosos ultracalentados, abrindo caminho para identificar mundos potencialmente habitáveis.
Astrônomos anunciaram a primeira evidência de campos magnéticos em exoplanetas, um avanço que permite medir diretamente a intensidade desses campos fora do Sistema Solar. A descoberta surgiu do estudo dos ventos extremos que sopram nesses mundos, revelando um mecanismo crucial para entender quais planetas podem preservar água e manter condições habitáveis.
A pesquisa destaca a importância da magnetosfera para a vida: na Terra, ela protege o planeta da radiação solar nociva. Detectar campos magnéticos em outros mundos amplia as possibilidades de identificar ambientes capazes de sustentar vida, tornando-se um marco na astrobiologia.
© Foto / ESO/M. Kornmesser, L. CalçadaO diagrama mostra como astrônomos inferem a força de campos magnéticos em exoplanetas ao observar o impacto desses campos nos ventos. Em gigantes gasosos travados por maré, a diferença extrema de temperatura gera ventos intensos. Nos planetas mais quentes, esses ventos deveriam ser mais rápidos, mas o campo magnético dissipa parte da energia das partículas carregadas, reduzindo a velocidade. Medindo temperatura e ventos com espectrógrafos, cientistas identificam quando essa desaceleração indica a presença de magnetismo
O diagrama mostra como astrônomos inferem a força de campos magnéticos em exoplanetas ao observar o impacto desses campos nos ventos. Em gigantes gasosos travados por maré, a diferença extrema de temperatura gera ventos intensos. Nos planetas mais quentes, esses ventos deveriam ser mais rápidos, mas o campo magnético dissipa parte da energia das partículas carregadas, reduzindo a velocidade. Medindo temperatura e ventos com espectrógrafos, cientistas identificam quando essa desaceleração indica a presença de magnetismo - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2026
O diagrama mostra como astrônomos inferem a força de campos magnéticos em exoplanetas ao observar o impacto desses campos nos ventos. Em gigantes gasosos travados por maré, a diferença extrema de temperatura gera ventos intensos. Nos planetas mais quentes, esses ventos deveriam ser mais rápidos, mas o campo magnético dissipa parte da energia das partículas carregadas, reduzindo a velocidade. Medindo temperatura e ventos com espectrógrafos, cientistas identificam quando essa desaceleração indica a presença de magnetismo
Usando o Telescópio Muito Grande e o Gemini Norte, os cientistas mediram a velocidade dos ventos em sete gigantes gasosos ultracalentados, todos travados por maré, com um lado permanentemente voltado para a estrela. As velocidades variaram de 7.194 km/h a quase 25 mil km/h — muito acima dos ventos mais rápidos de Júpiter — e indicaram que o magnetismo desses planetas influencia diretamente essa dinâmica.
A equipe não buscava campos magnéticos inicialmente, mas entender o comportamento dos ventos em planetas quentes, mas um padrão inesperado chamou atenção: quanto mais frio o planeta, mais rápidos eram os ventos — o oposto do que a física atmosférica prevê. Isso sugeria que algum mecanismo estava reduzindo a velocidade nos mundos mais quentes.
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Os pesquisadores concluíram que esse "freio" atmosférico era causado pelos campos magnéticos globais. Em temperaturas elevadas, mais moléculas se ionizam, tornando os ventos mais suscetíveis ao arrasto magnético. Assim, a relação entre temperatura e velocidade dos ventos se tornou uma ferramenta para estimar a força do magnetismo planetário.
As medições indicam que os sete exoplanetas possuem campos magnéticos cerca de quatro vezes mais fortes que o de Saturno e metade da intensidade do de Júpiter. Esses mundos provavelmente exibem auroras espetaculares, muito mais intensas do que as observadas na Terra, produzidas pela interação entre partículas carregadas e o campo magnético.
Para os cientistas, o estudo inaugura uma nova era na caracterização de exoplanetas. Ao comparar ambientes magnéticos de mundos distantes, torna-se possível avaliar quais deles podem manter atmosferas estáveis, conservar água e, potencialmente, oferecer condições para formas de vida — um passo decisivo na busca por habitabilidade além do Sistema Solar.
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