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Mídia: estoques globais de petróleo caem e guerra no Oriente Médio ameaça abastecimento no verão

© AP Photo / Matthew BrownBomba da Whiting Petroleum puxa petróleo bruto da região de Bakken, nas planícies do norte, perto de Bainville. Montana, EUA, 6 de novembro de 2013
Bomba da Whiting Petroleum puxa petróleo bruto da região de Bakken, nas planícies do norte, perto de Bainville. Montana, EUA, 6 de novembro de 2013 - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2026
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AIE alerta que a guerra no Oriente Médio e o fechamento do estreito de Ormuz derrubaram a oferta global de petróleo, acelerando o consumo de estoques e levando o mundo a níveis críticos antes do verão, enquanto até a China começa a reduzir importações e vê seus reservatórios recuarem.
Os estoques globais de petróleo caminham para níveis críticos antes do verão (Hemisfério Norte), segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), que alerta para uma crise prolongada, mesmo que um acordo encerre a guerra dos EUA e Israel contra o Irã. A pressão sobre o mercado já atinge também a China, onde os volumes armazenados começaram a recuar após meses de resiliência.
Segundo o South China Morning Post, analistas afirmaram que a redução dos estoques deve continuar ao longo do verão. Toril Bosoni, da AIE, chegou a afirmar que há "possibilidade ou probabilidade" de mínimos históricos.

"Estamos vendo reduções nos estoques continuarem durante o verão, e com a possibilidade ou probabilidade de atingirmos níveis críticos ou mínimos históricos pouco antes do pico da demanda de verão", afirmou a chefe da divisão de indústria e mercados de petróleo da agência.

Bosoni acrescentou que a reabertura do estreito de Ormuz — fechado desde o início do conflitopode levar de seis a oito meses mesmo com um acordo imediato, prolongando a interrupção de uma rota responsável por cerca de um quinto do petróleo mundial.
A guerra, já no quarto mês, desorganizou o fluxo global de energia ao paralisar parte da produção no Oriente Médio e bloquear uma das principais passagens marítimas do setor, elevando a incerteza sobre o abastecimento.
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Com a oferta em queda, países passaram a consumir rapidamente suas reservas. Em março e abril, os estoques globais recuaram 250 milhões de barris, segundo a AIE, que avalia que parte do ajuste terá de vir da demanda diante da magnitude das perdas.
A China foi exceção inicial, acumulando até 1,25 bilhão de barris graças à menor atividade das refinarias, mas seus estoques começaram a cair. As importações marítimas despencaram em abril e maio e devem permanecer baixas nos próximos meses.

"Mesmo que as refinarias chinesas continuem a manter níveis de produção mais baixos, é improvável que a redução no processamento das refinarias compense totalmente o declínio nas importações", garantiu Bosoni, de acordo com a apuração.

As compras totais de petróleo bruto caíram 23% em abril, atingindo o menor nível em quase quatro anos. Paralelamente, a produção nos países do Golfo afetados pela crise caiu 14,4 milhões de barris por dia em relação ao período anterior à guerra, aprofundando o desequilíbrio global.

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