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Astrônomos podem ter encontrado resto de supernova perto do buraco negro central da Via Láctea (FOTO)

© Foto / ESO/NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)/F. Vogt et al.Остатки сверхновой 1E 0102.2-7219, расположенной в ближайшей к нам галактике Малое Магелланово Облако
Остатки сверхновой 1E 0102.2-7219, расположенной в ближайшей к нам галактике Малое Магелланово Облако - Sputnik Brasil, 1920, 13.06.2026
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Usando o observatório de raios X Chandra, da NASA, e o satélite XMM-Newton, da ESA, os astrônomos identificaram um possível remanescente de uma antiga explosão estelar a apenas algumas dezenas de anos-luz de Sagitário A*, um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea.
As evidências do novo candidato a remanescente de supernova, localizado a aproximadamente 26 mil anos-luz da Terra, vêm de dados de raios X coletados pelas missões Chandra e XMM-Newton, escreve Sci.News.

"Os dados de raios X revelam uma 'bolha' de emissão que pode vir dos restos de uma estrela massiva que se autodestruiu como uma supernova, enterrada dentro da nuvem maior de gás em expansão", explicaram os astrônomos em um comunicado. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal.

"É nesta bolha de gás que teve elétrons arrancados do hidrogênio — chamada região HII — ao redor de uma estrela jovem massiva. Esta bolha é uma fonte brilhante de emissão de rádio chamada Sagitário C", revelaram os pesquisadores.
Se este for realmente um remanescente de supernova, então ele está se expandindo a cerca de 3,2 milhões de km por hora e tem pelo menos cerca de 1,7 mil anos de idade.
Anteriormente, observações com a missão SOFIA, da NASA, mostraram evidências de uma camada de gás em expansão ao redor de Sagitário C.
Isso deu aos astrônomos uma pista de que uma explosão estelar havia ocorrido no mesmo local.
Os longos filamentos vistos na imagem de rádio são causados por partículas energéticas que viajam ao longo de campos magnéticos direcionados principalmente de forma perpendicular ao plano da Galáxia, segundo a equipe de pesquisa.
Os pesquisadores estudaram os dados de raios X em busca de sinais de aumento nas quantidades de elementos-chave no remanescente, que teriam sido causados pela explosão estelar que os espalhou pelo espaço. Apesar de não terem observado um aumento, isso pode indicar que os detritos estelares já se misturaram ao gás circundante.
Uma explicação alternativa para a bolha de raios X é que o gás quente venha de um conjunto de estrelas massivas na região.
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