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Nova hipótese sugere o surgimento de universos dentro de estrelas em colapso (FOTO)

© Foto / NASA/JPL-CaltechRepresentação de um sistema estelar com uma estrela morta em colapso e uma anã branca
Representação de um sistema estelar com uma estrela morta em colapso e uma anã branca - Sputnik Brasil, 1920, 14.06.2026
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Quando uma estrela muito massiva fica sem combustível termonuclear, a energia interna não pode mais conter a força da gravidade. O objeto entra em colapso sob a ação de sua própria massa, comprimindo-se, de acordo com a teoria clássica, em um ponto infinitamente denso – uma singularidade escondida atrás do horizonte dos eventos.
No entanto, o conceito de buracos negros ainda desafia a ciência: as leis da física na singularidade estão completamente quebradas. Por essa razão, os cientistas procuram modelos alternativos, um dos quais é a hipótese das gravastars. Estas são estrelas hipotéticas ultracompactas cheias de energia escura dentro delas. Ela cria uma pressão poderosa, estabiliza a massa e impede a ocorrência da singularidade e do horizonte de eventos. Até agora, não estava claro como tal objeto poderia se formar na realidade, detalha EurekAlert!

Os físicos teóricos Daniel Jampolski e professor Luciano Rezzolla, da Universidade Goethe, em Frankfurt, apresentaram pela primeira vez uma solução dinâmica para as equações de campo da teoria da relatividade geral de Albert Einstein, descrevendo o colapso de uma estrela em uma gravastar. A sua pesquisa foi publicada na revista Physical Review D e descreve um cenário impressionante: a contração gravitacional da matéria pode desencadear o nascimento de um miniuniverso dentro de uma estrela moribunda.

Segundos seus cálculos, à medida que a estrela se contrai quase ao estado de buraco negro, a matéria extremamente comprimida abre caminho para novos efeitos físicos.
Nesse momento crítico, um análogo local do Big Bang ocorre dentro do objeto em colapso, criando um novo miniuniverso. Tal como acontece com o nosso cosmos, a expansão desta estrutura interna é alimentada pela energia escura. Fluxos de energia em expansão começam a neutralizar ativamente as enormes forças da gravidade.
O resultado é um equilíbrio perfeito entre a expansão do jovem miniuniverso e a compressão da camada externa da estrela moribunda. Esse compromisso dinâmico interrompe o colapso antes que um buraco negro possa se formar, resultando em uma estrela gravastar estável.

"A busca por alternativas aos buracos negros não significa ceticismo em relação a eles, pois eles continuam sendo a explicação mais simples e lógica do colapso gravitacional", enfatiza o professor Luciano Rezzolla.

"No entanto, é vital que os físicos teóricos mantenham uma abordagem sem preconceitos do desconhecido e explorem interpretações exóticas. A história ensina-nos que o exotismo se torna muitas vezes uma ciência reconhecida", acrescentou ele.
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