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Explosões azuis raras podem surgir da colisão entre estrelas e buracos negros, diz estudo (IMAGEM)
Explosões azuis raras podem surgir da colisão entre estrelas e buracos negros, diz estudo (IMAGEM)
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A nova pesquisa sobre os Transiente Óptico Azul Rápido Luminoso (LFBOTs, na sigla em inglês) sugere que esses eventos raríssimos podem surgir da colisão entre... 10.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-10T06:20-0300
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Desde 2018, apenas 14 LFBOTs foram identificados, o que torna sua origem um dos enigmas mais persistentes da astrofísica moderna. A equipe liderada por Anya Nugent argumenta que esse cenário de fusão explica de forma mais completa tanto as propriedades observadas quanto os ambientes em que esses fenômenos aparecem.Os LFBOTs chamam atenção por evoluírem muito mais rápido do que outros transientes cósmicos, atingindo o brilho máximo e desaparecendo em poucos dias, além de permanecerem azuis durante quase toda sua evolução, sinal de temperaturas extremamente altas. Modelos anteriores tentaram associá-los a supernovas de colapso de núcleo ou a eventos de ruptura de maré (TDEs, na sigla em inglês), mas a análise das galáxias hospedeiras e dos ambientes desses transientes mostrou que eles não se encaixam bem nesses cenários.Segundo Nugent, os LFBOTs surgem em regiões que não correspondem aos ambientes típicos de supernovas ou TDEs, o que indica que devem ter progenitores distintos.A formação desse sistema binário exige condições muito específicas: duas estrelas massivas nascem juntas; uma delas retira matéria da companheira e a transforma em uma estrela Wolf-Rayet, enquanto a "canibal" evolui para supernova e se torna um buraco negro ou estrela de nêutrons. Com o tempo, o objeto compacto espirala para dentro da Wolf-Rayet, arrancando seu hidrogênio externo e, séculos depois, destruindo seu núcleo, processo que gera o LFBOT. Essa cadeia evolutiva explica por que apenas uma fração mínima dos sistemas binários pode produzir tais explosões.Outro ponto importante é que os LFBOTs parecem ocorrer longe das regiões densas onde nasceram. A equipe sugere que o colapso da primeira estrela do sistema binário pode dar um "chute" gravitacional ao par, deslocando-o para áreas menos povoadas da galáxia. Isso justificaria por que os LFBOTs aparecem afastados de seus locais de origem, diferentemente das supernovas de colapso de núcleo.Além disso, os LFBOTs surgem em ambientes circunstelares muito densos, ricos em material previamente ejetado pela estrela progenitora, algo difícil de explicar com modelos de TDE ou supernova tradicional.A equipe reconhece, porém, que o modelo só poderá ser testado de forma robusta quando houver uma população maior de LFBOTs detectados. O Observatório Vera Rubin e o Levantamento de Legado do Espaço e do Tempo (LSST, na sigla em inglês), que mapearão o céu por dez anos, devem desempenhar papel decisivo ao revelar explosões ainda mais tênues e distantes, permitindo rastrear como esses eventos e seus progenitores evoluíram ao longo do tempo cósmico.
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astronomia, astrofísica, ciência e tecnologia, sociedade, estudo, pesquisa, descoberta, buraco negro, exploração do espaço, estrela
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Explosões azuis raras podem surgir da colisão entre estrelas e buracos negros, diz estudo (IMAGEM)
A nova pesquisa sobre os Transiente Óptico Azul Rápido Luminoso (LFBOTs, na sigla em inglês) sugere que esses eventos raríssimos podem surgir da colisão entre um remanescente estelar compacto, como um buraco negro ou estrela de nêutrons, e uma estrela Wolf-Rayet.
Desde 2018, apenas 14 LFBOTs foram identificados, o que torna sua
origem um dos enigmas mais persistentes da astrofísica moderna. A
equipe liderada por Anya Nugent argumenta que esse
cenário de fusão explica de forma mais completa tanto as propriedades observadas quanto os ambientes em que esses fenômenos aparecem.
Os LFBOTs chamam atenção por evoluírem muito mais rápido do que outros transientes cósmicos,
atingindo o brilho máximo e desaparecendo em poucos dias, além de permanecerem azuis durante quase toda sua evolução, sinal de
temperaturas extremamente altas. Modelos anteriores tentaram associá-los a supernovas de colapso de núcleo ou a eventos de ruptura de maré (TDEs, na sigla em inglês), mas a análise das galáxias hospedeiras e dos ambientes desses transientes mostrou que eles não se encaixam bem nesses cenários.
Segundo Nugent, os
LFBOTs surgem em regiões que não correspondem aos ambientes típicos de supernovas ou TDEs, o que
indica que devem ter progenitores distintos.
A equipe propõe que o evento nasce quando um objeto compacto colide com o núcleo de hélio de uma estrela massiva que perdeu seu envelope de hidrogênio, exatamente o caso das estrelas Wolf-Rayet. Esse modelo, afirma a pesquisadora, descreve de forma coerente tanto o comportamento luminoso quanto as características das galáxias hospedeiras.
A formação desse
sistema binário exige condições muito específicas: duas estrelas massivas nascem juntas;
uma delas retira matéria da companheira e a transforma em uma estrela Wolf-Rayet, enquanto a "canibal" evolui para supernova e
se torna um buraco negro ou
estrela de nêutrons. Com o tempo, o objeto compacto espirala para dentro da Wolf-Rayet, arrancando seu hidrogênio externo e, séculos depois, destruindo seu núcleo, processo que gera o LFBOT. Essa cadeia evolutiva explica por que apenas uma fração mínima dos sistemas binários pode produzir tais explosões.
Outro ponto importante é que os LFBOTs parecem ocorrer longe das regiões densas onde nasceram. A equipe sugere que o colapso da primeira estrela do sistema binário
pode dar um "chute" gravitacional ao par, deslocando-o para áreas menos povoadas da galáxia. Isso justificaria por que os LFBOTs aparecem afastados de seus locais de origem, diferentemente das supernovas de
colapso de núcleo.
Além disso, os LFBOTs surgem em ambientes circunstelares muito densos, ricos em material previamente ejetado pela estrela progenitora, algo difícil de explicar com modelos de TDE ou supernova tradicional.
Para Nugent, essa diferença reforça que os LFBOTs devem vir de um canal evolutivo completamente distinto, e a fusão entre um objeto compacto e uma estrela Wolf-Rayet é o único modelo capaz de acomodar todas as propriedades observadas.
A equipe reconhece, porém, que o modelo só poderá ser testado de forma robusta quando houver uma população maior de LFBOTs detectados. O
Observatório Vera Rubin e o Levantamento de Legado do Espaço e do Tempo (LSST, na sigla em inglês), que mapearão o céu por dez anos,
devem desempenhar papel decisivo ao revelar explosões ainda mais tênues e distantes, permitindo rastrear como esses eventos e seus progenitores evoluíram ao longo do tempo cósmico.
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