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Oposição protesta o resultado das eleições na Armênia

© AP Photo / Anthony PizzoferratoHomem gesticula enquanto conversa com manifestantes de partidos da oposição, em protesto contra os resultados das eleições parlamentares em Yerevan. Armênia, 14 de junho de 2026
Homem gesticula enquanto conversa com manifestantes de partidos da oposição, em protesto contra os resultados das eleições parlamentares em Yerevan. Armênia, 14 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 14.06.2026
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Opositores afirmam que a votação que deu a vitória ao primeiro-ministro Nikol Pashinyan ocorreu em condições que lançam dúvidas sobre a natureza livre e justa do pleito.
Seis forças políticas de oposição na Armênia assinaram neste domingo (14) uma delcaração conjunta contestando os resultados das eleições parlamentares realizadas no país em 7 de junho.
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A declaração foi assinada pelos blocos de oposição:
Armênia Forte, liderado pelo empresário Samvel Karapetyan;
Armênia, liderado pelo ex-presidente Robert Kocharyan;
o Partido Armênia Próspera;
o Congresso Nacional Armênio;
o Polo Nacional Democrático.
Na declaração, os signatários afirmam que as eleições parlamentares ocorreram em condições que lançam sérias dúvidas sobre a natureza livre, justa e competitiva do pleito. Na capital Yerevan, manifestantes foram às ruas em apoio aos opositores.
"Ao longo de todo o processo eleitoral, incluindo o período pré-eleitoral e o dia da eleição, ocorreram violações sistêmicas e organizadas que tiveram um impacto significativo na livre expressão da vontade dos eleitores, na garantia da igualdade de condições na competição política e na confiança pública nas instituições eleitorais. A atual administração cometeu violações claras dos princípios da lei eleitoral", diz o documento.
A declaração menciona, em particular, o uso em larga escala de recursos administrativos, a perseguição política de opositores e prisões, a obstrução direcionada das atividades das sedes da oposição e o abuso de recursos de informação e propaganda.
"Os dados oficiais das eleições não refletem a verdadeira vontade do povo. Nessas circunstâncias, os resultados registrados não podem servir de base para a formação de um governo legítimo que goze da confiança da maioria da população. Toda a responsabilidade por qualquer agravamento da situação no país recai inteiramente sobre o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, e sua administração", diz a declaração.
O texto acrescenta ainda que as forças políticas da oposição continuarão a operar exclusivamente dentro da Constituição, das leis e dos princípios democráticos, protegendo o direito dos cidadãos à liberdade de expressão e os valores fundamentais do Estado armênio e da democracia.
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