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G7 questiona plano dos EUA para bloco de minerais críticos e contenção da China, diz mídia

© AP Photo / Dita AlangkaraUm trabalhador observa a passagem de um caminhão carregado com escória fundida na planta de processamento de níquel da PT Vale Indonesia em Sorowako, Sulawesi do Sul, Indonésia, 12 de setembro de 2023
Um trabalhador observa a passagem de um caminhão carregado com escória fundida na planta de processamento de níquel da PT Vale Indonesia em Sorowako, Sulawesi do Sul, Indonésia, 12 de setembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 15.06.2026
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O plano dos EUA para criar um bloco comercial e sustentar preços de minerais críticos enfrenta resistência do G7 e divisão na indústria, enquanto Washington tenta reduzir a dependência da China e avançar acordos bilaterais que podem redefinir o mercado global nos próximos anos.
A iniciativa do governo Trump para criar um bloco comercial destinado a sustentar preços de minerais críticos enfrenta resistência dentro do G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e divisão na própria indústria de mineração. De acordo com a mídia britânica, aliados questionam custos, governança e o risco de distorções de mercado, segundo diplomatas e análises de políticas corporativas.
O plano, proposto pelo vice-presidente norte-americano J.D. Vance, busca reduzir a dependência do Ocidente da China, que domina a produção global de minerais ao operar com preços artificialmente baixos. Segundo a avaliação de Washington, a estratégia chinesa de dominação da cadeia global do setor tem inviabilizado concorrentes, levado empresas ocidentais à falência e desestimulado novos projetos.

A proposta norte-americana prevê mecanismos como apoios de preços, subsídios e compras garantidas para estimular a produção. Mas muitos minerais essenciais continuam sendo negociados em mercados opacos, fortemente influenciados pelos preços chineses.

Desde fevereiro, representantes do G7 têm expressado ceticismo, especialmente quanto ao uso de um modelo de precificação baseado em inteligência artificial (IA) desenvolvido pelo Pentágono. As principais dúvidas envolvem quem arcaria com os custos, como os subsídios seriam distribuídos e qual seria a estrutura de governança.
Ainda de acordo com a apuração, a indústria de mineração dos EUA também está dividida. O gabinete do representante comercial Jamieson Greer teria recebido mais de 230 contribuições de representantes do setor. Empresas concordam que o foco deve ser em minerais de nicho, mas divergem sobre a adoção de mecanismos de controle de preços.
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O debate expõe a complexidade de reformular o mercado global de minerais.

"Diferentes partes das cadeias de suprimentos e produtos em diversos setores são moldados por mecanismos de precificação muito diferentes, o que aumenta a complexidade", afirmou Nicola Beer, responsável pelo financiamento de minerais no Banco Europeu de Investimento, controlado pela União Europeia (UE), à mídia.

O tema dever ser um ponto central na reunião do G7 na França, onde os países tentam simultaneamente construir cadeias de suprimentos independentes da China enquanto uma série de crises geopolíticas tangenciam qualquer solução possível.
Apesar disso, Washington pretende apresentar uma proposta baseada no programa OPEN, da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA, na sigla em inglês) do Departamento de Defesa dos EUA, que calcula preços ideais excluindo suposta manipulação chinesa, afirma a apuração.
Os representantes da UE, no entanto, defendem alternativas alinhadas à indústria, que sejam mais transparentes e orientadas ao mercado, como índices independentes desenvolvidos por iniciativas como a EIT RawMaterials e a plataforma Metalshub, capazes de reduzir a influência chinesa sem concentrar poder nos EUA.
Enquanto isso, Washington pressiona por acordos bilaterais rápidos com Japão e UE, cobrindo de cinco a dez minerais estratégicos. Mas empresas e associações, como a National Mining Association, alertam que incentivos fiscais podem ser mais eficazes do que controles diretos de preços, refletindo a falta de consenso sobre o caminho a seguir.
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