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China amplia controles de exportação e pressão geoeconômica antes de encontro com Trump, diz mídia
China amplia controles de exportação e pressão geoeconômica antes de encontro com Trump, diz mídia
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A China quase triplicou o uso de controles de exportação nos últimos cinco anos, segundo um relatório que aponta a disposição de Pequim em usar seu peso nas... 14.04.2026, Sputnik Brasil
2026-04-14T06:11-0300
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De acordo com Financial Times, Pequim está usando seu peso nas cadeias de suprimentos para estabelecer novos controles de exportação após a divulgação de novas regulamentações que permitem punir empresas estrangeiras por conduzirem auditorias prévias em fornecedores chineses e impor proibições de saída a indivíduos que violem as regras.O relatório da Câmara de Comércio da União Europeia na China mostra que o país anunciou 30 restrições de exportação entre 2021 e 2025, ante apenas 11 nos cinco anos anteriores. Desde 2020, Pequim passou a adotar controles "geoeconômicos", voltados a objetivos geopolíticos, explorando gargalos globais — como o domínio sobre terras raras — e usando medidas econômicas para pressionar outros países.Para a União Europeia (UE), embora alguns controles sejam justificáveis por razões de segurança, há risco de uma "corrida para o fundo do poço" caso grandes potências continuem a instrumentalizar o comércio.Segundo a apuração, o relatório destaca que a China vê nesses instrumentos uma forma de demonstrar a Trump e a outros líderes estrangeiros que está disposta a retaliar tentativas de limitar o acesso chinês a mercados, insumos industriais e tecnologias.O país, que registrou superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 5,99 trilhões) no ano passado, depende das exportações líquidas para sustentar o crescimento em meio à fraqueza doméstica e ao investimento estatal em setores avançados.Pequim vem ampliando seu arcabouço legal de contramedidas desde 2020, com leis sobre controle de exportações, investimento estrangeiro, comércio e combate a sanções. Essas normas formalizam práticas já usadas em episódios anteriores, como o corte de terras raras ao Japão em 2010 e o bloqueio a importações australianas após a demanda por uma investigação sobre a origem do coronavírus.Advogados consultados pela apuração afirmaram que as medidas ampliam a capacidade de Pequim de responder a regulações norte-americanas que imponham novas limitações à cadeia de suprimentos chinesa.Especialistas alertam que restringir as auditorias prévias, no entanto, pode ser contraproducente, pois impede compradores internacionais de aplicar padrões de qualidade e de trabalho reconhecidos globalmente.
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China amplia controles de exportação e pressão geoeconômica antes de encontro com Trump, diz mídia
A China quase triplicou o uso de controles de exportação nos últimos cinco anos, segundo um relatório que aponta a disposição de Pequim em usar seu peso nas cadeias globais de suprimentos às vésperas das negociações entre Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump.
De
acordo com Financial Times, Pequim está usando seu peso nas cadeias de suprimentos para estabelecer
novos controles de exportação após a divulgação de novas regulamentações que permitem
punir empresas estrangeiras por conduzirem auditorias prévias em fornecedores chineses e impor proibições de saída a indivíduos que violem as regras.
O relatório da Câmara de Comércio da União Europeia na China mostra que o país anunciou
30 restrições de exportação entre 2021 e 2025, ante apenas 11 nos cinco anos anteriores. Desde 2020, Pequim passou a adotar controles "geoeconômicos", voltados a
objetivos geopolíticos, explorando gargalos globais — como o domínio sobre terras raras — e usando medidas econômicas para pressionar outros países.
Essas ações se intensificaram em resposta às restrições impostas pelos EUA a produtos como semicondutores, culminando no uso chinês de controles sobre minerais críticos para forçar Trump a aceitar uma trégua na guerra comercial.
Para a União Europeia (UE), embora
alguns controles sejam justificáveis por razões de segurança,
há risco de uma "corrida para o fundo do poço" caso grandes potências continuem a instrumentalizar o comércio.
Segundo a apuração, o relatório destaca que a China vê nesses instrumentos uma forma de demonstrar a Trump e a outros líderes estrangeiros que está disposta a retaliar tentativas de limitar o acesso chinês a mercados, insumos industriais e tecnologias.
O país, que registrou
superávit comercial recorde de
US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 5,99 trilhões) no ano passado, depende das exportações líquidas para sustentar o crescimento em meio à fraqueza doméstica e ao investimento estatal em setores avançados.
Pequim vem
ampliando seu arcabouço legal de contramedidas desde 2020, com leis sobre controle de exportações, investimento estrangeiro, comércio e combate a sanções. Essas
normas formalizam práticas já usadas em episódios anteriores, como o corte de terras raras ao Japão em 2010 e o bloqueio a importações australianas após a demanda por uma investigação sobre a origem do coronavírus.
A nova rodada de controles, o Regulamento sobre Segurança Industrial e da Cadeia de Suprimentos, em vigor desde 31 de março, é considerada uma das mais abrangentes.
Advogados consultados pela apuração afirmaram que as medidas
ampliam a capacidade de Pequim de
responder a regulações norte-americanas que imponham novas limitações à cadeia de suprimentos chinesa.
Especialistas alertam que
restringir as auditorias prévias, no entanto, pode ser contraproducente, pois
impede compradores internacionais de aplicar padrões de qualidade e de trabalho reconhecidos globalmente.
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