- Sputnik Brasil, 1920
Panorama internacional
Notícias sobre eventos de todo o mundo. Siga informado sobre tudo o que se passa em diferentes regiões do planeta.

China amplia controles de exportação e pressão geoeconômica antes de encontro com Trump, diz mídia

© Foto / Pixabay / virin000Mineral de terras raras (imagem referencial)
Mineral de terras raras (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 14.04.2026
Nos siga no
A China quase triplicou o uso de controles de exportação nos últimos cinco anos, segundo um relatório que aponta a disposição de Pequim em usar seu peso nas cadeias globais de suprimentos às vésperas das negociações entre Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump.
De acordo com Financial Times, Pequim está usando seu peso nas cadeias de suprimentos para estabelecer novos controles de exportação após a divulgação de novas regulamentações que permitem punir empresas estrangeiras por conduzirem auditorias prévias em fornecedores chineses e impor proibições de saída a indivíduos que violem as regras.
O relatório da Câmara de Comércio da União Europeia na China mostra que o país anunciou 30 restrições de exportação entre 2021 e 2025, ante apenas 11 nos cinco anos anteriores. Desde 2020, Pequim passou a adotar controles "geoeconômicos", voltados a objetivos geopolíticos, explorando gargalos globais — como o domínio sobre terras raras — e usando medidas econômicas para pressionar outros países.

Essas ações se intensificaram em resposta às restrições impostas pelos EUA a produtos como semicondutores, culminando no uso chinês de controles sobre minerais críticos para forçar Trump a aceitar uma trégua na guerra comercial.

Para a União Europeia (UE), embora alguns controles sejam justificáveis por razões de segurança, há risco de uma "corrida para o fundo do poço" caso grandes potências continuem a instrumentalizar o comércio.
Segundo a apuração, o relatório destaca que a China vê nesses instrumentos uma forma de demonstrar a Trump e a outros líderes estrangeiros que está disposta a retaliar tentativas de limitar o acesso chinês a mercados, insumos industriais e tecnologias.
Cédulas e moedas de yuan chinês (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 13.04.2026
Panorama internacional
China mira avanço do yuan com perda de confiança no dólar, aponta ex-chefe do Banco Central chinês
O país, que registrou superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 5,99 trilhões) no ano passado, depende das exportações líquidas para sustentar o crescimento em meio à fraqueza doméstica e ao investimento estatal em setores avançados.
Pequim vem ampliando seu arcabouço legal de contramedidas desde 2020, com leis sobre controle de exportações, investimento estrangeiro, comércio e combate a sanções. Essas normas formalizam práticas já usadas em episódios anteriores, como o corte de terras raras ao Japão em 2010 e o bloqueio a importações australianas após a demanda por uma investigação sobre a origem do coronavírus.

A nova rodada de controles, o Regulamento sobre Segurança Industrial e da Cadeia de Suprimentos, em vigor desde 31 de março, é considerada uma das mais abrangentes.

Advogados consultados pela apuração afirmaram que as medidas ampliam a capacidade de Pequim de responder a regulações norte-americanas que imponham novas limitações à cadeia de suprimentos chinesa.
Especialistas alertam que restringir as auditorias prévias, no entanto, pode ser contraproducente, pois impede compradores internacionais de aplicar padrões de qualidade e de trabalho reconhecidos globalmente.
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала